Estudo da Abrasce aponta que fim da escala 6x1 pode reduzir vendas e empregos em shoppings
08 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 dias
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Um levantamento recente realizado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) indicou que a proposta de término da escala 6x1 pode resultar em uma diminuição superior a 12% nas vendas e nos postos de trabalho no setor. Essa situação se assemelha ao quadro observado durante a pandemia, quando houve uma queda drástica no faturamento e um aumento na informalidade no mercado de trabalho.

Glauco Humai, presidente da Abrasce, comentou sobre o impacto que essa mudança pode causar em uma entrevista ao CNN Money. Humai destacou que, se a nova legislação tivesse entrado em vigor em janeiro de 2025, as vendas no setor poderiam cair de R$ 200 bilhões para R$ 186 bilhões ao final do ano. Isso representaria uma perda de R$ 14 bilhões, o que seria extremamente prejudicial para o comércio.

O estudo aponta que a alteração na jornada de trabalho afetaria de modo mais significativo os pequenos empreendedores, que representam 60% dos 115 mil estabelecimentos localizados em shoppings pelo Brasil. Para lojistas que possuem entre quatro e cinco funcionários, a necessidade de contratar um trabalhador extra elevaria seus custos trabalhistas em 20% a 25%, o que poderia inviabilizar a operação de muitos negócios.

Humai também comentou sobre a situação dos quiosques, que somam cerca de 16 mil em shoppings brasileiros. Cada um desses estabelecimentos conta, em média, com um ou dois funcionários. A exigência de contratação adicional duplicaria os custos trabalhistas, o que representa um desafio significativo para esses pequenos negócios.

Outro ponto destacado pelo presidente da Abrasce é o risco de aceleração da automação de funções atualmente realizadas por trabalhadores. Ele explicou que, com o aumento dos custos de mão de obra, muitos empresários poderiam optar por máquinas automáticas em vez de empregar mais pessoas. Dessa forma, processos que levariam anos para serem automatizados poderiam ser implementados em questão de meses, resultando em um aumento do desemprego.

A Abrasce defende a necessidade de um debate mais aprofundado sobre a nova legislação, assim como a realização de estudos e projetos piloto antes da implementação de qualquer mudança. Humai enfatizou que a associação não é contra a evolução da legislação trabalhista, mas sim em relação ao momento e à maneira como a proposta está sendo discutida.

Desta forma, é fundamental que as discussões sobre a legislação trabalhista sejam conduzidas com cautela e responsabilidade. As consequências da proposta de fim da escala 6x1 podem ser profundas, impactando não apenas as vendas, mas também a empregabilidade no setor. O papel dos pequenos comerciantes deve ser considerado, visto que eles são a espinha dorsal da economia local.

Em resumo, a proposta pode resultar em um aumento significativo dos custos operacionais, dificultando a sobrevivência de muitos negócios. A automatização pode parecer uma solução a curto prazo, mas tende a gerar desemprego e fragilizar ainda mais o mercado de trabalho. A necessidade de um estudo bem fundamentado é evidente para evitar crises futuras.

Assim, a Abrasce traz à tona questões que devem ser discutidas amplamente. O equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a viabilidade econômica das empresas é um tema que merece atenção especial. O momento de revisão da legislação trabalhista pode ser uma oportunidade para avançar, mas somente se for feito de maneira informada e responsável.

Encerrando o tema, é vital que as vozes do setor sejam ouvidas e que haja um diálogo aberto entre governo e empresários. Propostas que impactam diretamente o mercado precisam ser cuidadosamente analisadas, evitando assim consequências indesejadas e criando um ambiente de trabalho mais justo e sustentável.

Os pequenos empresários, como os que operam quiosques e pequenas lojas, devem ter um espaço na conversa. O fortalecimento desses negócios é essencial para a saúde econômica do país. Nesse contexto, alternativas como a Sparta Maleta de ferramentas kit com 129 peças | Amazon.com.br podem ser um suporte para os empreendedores que buscam se adaptar às novas exigências do mercado, oferecendo soluções práticas para a gestão de seus negócios.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.