Novo fungo 'zumbi' é descoberto pela primeira vez no Brasil
11 FEV

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Hugo Valente Barros Por Hugo Valente Barros - Há 2 meses
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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) registraram pela primeira vez no Brasil a presença de um novo fungo conhecido popularmente como "fungo zumbi". Essa descoberta, que ocorreu em uma expedição na Reserva Ducke, localizada próxima a Manaus, Amazonas, gerou grande curiosidade, especialmente entre os fãs da série The Last of Us, da HBO, que apresenta uma narrativa onde fungos parasitas transformam humanos em criaturas agressivas.

As imagens de uma aranha infectada pelo fungo, que foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, mostram um organismo da espécie Cordyceps caloceroides se desenvolvendo no corpo mumificado de uma tarântula gigante, da espécie Theraphosa blondii. Esses registros foram feitos durante uma pesquisa que envolveu cientistas brasileiros e dinamarqueses, e a descoberta se destaca pela raridade e pela preservação do espécime.

O termo "fungo zumbi" refere-se a fungos que têm a capacidade de infectar outros organismos, alterando seu comportamento. Os fungos do gênero Cordyceps são conhecidos por serem endoparasitas de artrópodes, incluindo aranhas, formigas e lagartas. A infecção se dá por meio de esporos que penetraram no hospedeiro e, uma vez dentro, o fungo se desenvolve, afetando o sistema nervoso do inseto.

No caso das formigas, por exemplo, a infecção pode levar a convulsões e a comportamentos estranhos, como movimentos descontrolados. Isso leva à morte do hospedeiro, o que facilita a liberação de esporos para infectar outros indivíduos da mesma espécie, um ciclo que perpetua a presença do fungo no meio ambiente.

As imagens da tarântula infectada mostram estruturas reprodutivas do fungo, que crescem para fora do corpo da aranha, criando filamentos que se rompem ao longo do tempo, liberando novos esporos. Essa descoberta é significativa não apenas pela raridade do parasitismo observado em aracnídeos, mas também pelas condições ambientais únicas da Amazônia, que favorecem a presença deste tipo de fungo.

A busca pela origem do contato entre as aranhas e os fungos ainda é um mistério para os pesquisadores. É importante ressaltar que, ao contrário da ficção, esses fungos não representam risco para os seres humanos. O professor da UFSC explicou que, embora a ficção dramatize a situação, a realidade é bem diferente; os fungos do gênero Cordyceps são altamente especializados e infectam apenas insetos e aracnídeos.

Em entrevista, o professor Elisandro Ricardo Drechsler-Santos, um dos pesquisadores envolvidos na descoberta, afirmou que estamos constantemente em contato com milhares de esporos de diferentes fungos sem que isso cause doenças. Segundo ele, a infecção é restrita a organismos específicos, e o contato humano com os esporos não transforma pessoas em "mortos-vivos", como retratado nas narrativas de ficção.

Desta forma, a descoberta do fungo zumbi no Brasil oferece uma perspectiva nova sobre a biodiversidade da Amazônia. O registro é um importante lembrete da complexidade das interações ecológicas na natureza.

Além disso, evidencia a necessidade de proteção das áreas naturais, onde organismos raros e desconhecidos ainda podem existir. A preservação desses ambientes é fundamental para a manutenção do equilíbrio ecológico.

Assim, é vital que a comunidade científica continue investindo em pesquisas que explorem a diversidade biológica e as interações entre espécies na Amazônia. Essa é uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre a vida em nosso planeta.

Encerrando o tema, a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação da fauna e flora são cruciais. A sociedade deve se engajar em ações que promovam a proteção dos ecossistemas, garantindo um futuro sustentável.

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Hugo Valente Barros

Sobre Hugo Valente Barros

Engenheiro de Software com pós-graduação em Ciência de Dados. Atua criando soluções complexas e seguras em nuvem para startups. Paixão por automação residencial e explora a impressão 3D para criar objetos úteis.