EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas e intensificam ações no México e na Venezuela
29 MAI

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Cotidiano
Helena Vieira Martins Por Helena Vieira Martins - Há 21 horas
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, no dia 28 de maio de 2026, que as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) foram oficialmente designadas como "terroristas globais especialmente designados". Essa classificação coloca os grupos brasileiros no mesmo patamar de organizações que têm sido alvo de intervenções militares e ações de inteligência dos EUA, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração, no México, e a gangue Tren de Aragua, na Venezuela.

A decisão gerou debates significativos sobre a soberania nacional dos países afetados. O histórico recente indica que a rotulação de terroristas pode sinalizar um aumento das operações militares e ações encobertas por parte dos EUA na região, levando a uma escalada de tensões diplomáticas. Com essa nova designação, o PCC e o CV podem enfrentar consequências diretas, como sanções econômicas e intervenções militares.

No contexto venezuelano, a estratégia dos EUA já resultou em ações de força militar. Um exemplo notável ocorreu em 3 de janeiro de 2026, quando agentes da Força Delta dos EUA realizaram uma operação em Caracas, capturando o então presidente Nicolás Maduro. Essa ação foi justificada pelo governo americano com a alegação de que o regime de Maduro representa uma ameaça terrorista transnacional.

Antes da invasão, Maduro havia sido indiciado por "narcoterrorismo", com acusações de que seu governo operava em parceria com cartéis de drogas. A resposta dos EUA incluiu um bloqueio naval e ataques aéreos, culminando na captura de Maduro, que foi levado para um centro de detenção em Nova York, onde enfrenta acusações de conspiração e tráfico de armas.

Em relação ao México, a situação é semelhante. O governo dos EUA utilizou a rotulação de organizações criminosas como cartéis de Sinaloa e Jalisco para justificar ações de pressão diplomática e incursões de inteligência. A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", líder do Cartel Jalisco Nova Geração, foi um ponto crítico, com a operação envolvendo forças especiais mexicanas que contaram com apoio estratégico dos EUA.

A CIA tem estado envolvida em uma guerra secreta no México desde 2025, com o objetivo de desmantelar redes financeiras e logísticas dos cartéis, utilizando táticas semelhantes às operações antiterrorismo no Oriente Médio. Essa abordagem reflete a crescente preocupação dos EUA com a violência e o tráfico de drogas na região.


Desta forma, a designação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA levanta questões complexas sobre a soberania dos países latino-americanos. É fundamental que as nações afetadas discutam coletivamente suas estratégias de combate ao crime organizado, sempre respeitando seus direitos e autonomia.

Além disso, a resposta a essa questão não deve se restringir a ações militares, mas deve incluir também políticas públicas que abordem as causas sociais e econômicas do crime. A cooperação internacional é essencial para desenvolver uma abordagem eficaz e sustentável contra o narcotráfico.

Em resumo, a pressão externa pode ser um catalisador para ações de governos, mas também pode desencadear reações adversas e conflitos internos. Portanto, o diálogo entre os países da América Latina e os EUA é vital para evitar escaladas de violência.

Assim, é crucial que as autoridades brasileiras e venezuelanas avaliem as implicações dessa designação e busquem alternativas que possam mitigar os impactos negativos. A implementação de programas sociais e de segurança pública deve ser priorizada, visando a redução da violência e a promoção do desenvolvimento.

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Helena Vieira Martins

Sobre Helena Vieira Martins

Graduanda em Sociologia, analisa os fenômenos do cotidiano das grandes metrópoles brasileiras. Paixão por fotografia de rua e cinema clássico europeu. Adora fazer trekking e trilhas longas em parques nacionais.