Ex-servidor do Banco Central recebeu R$ 3 milhões do Banco Master em 2025 após afastamento
10 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 horas
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Informações recentes revelam que João André Calviño Marques Pereira, ex-chefe do departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, recebeu R$ 3 milhões do Banco Master em 2025. O pagamento foi feito à sua empresa, JGM Solutions, e foi declarado à Receita Federal, conforme documentos confidenciais obtidos pela Folha.

Pereira ocupou a posição de chefe do departamento de abril de 2018 a janeiro de 2024, durante os mandatos de Ilan Goldfajn e Roberto Campos Neto. Ele pediu licença do Banco Central em março de 2024 e foi exonerado em junho de 2025. O pagamento à JGM Solutions consta na DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte) do Banco Master, que foi enviada à CPI do Crime Organizado do Senado.

O documento, que é sigiloso, não especifica a data do pagamento, mas informa o valor e o imposto retido de R$ 45 mil. Segundo Pereira, os pagamentos começaram em agosto de 2025, após sua exoneração. Ele afirmou que sua consultoria ao Banco Master envolveu a aplicação de sua experiência em governança e regulação na elaboração de um plano de reestruturação da instituição.

A JGM Solutions, empresa de consultoria financeira de Pereira, foi fundada em fevereiro de 2025, junto com sua esposa, Manuela Bezerra Parques Pereira, com um capital social inicial de R$ 10 mil. O foco da empresa inclui serviços de tradução, liquidação, custódia e treinamento.

Após sua saída do Banco Central, João André começou a atuar no setor de seguros privados. Antes de sua saída, ele consultou a Comissão de Ética Pública sobre possíveis conflitos de interesse. Em nota, ele afirmou que não tratou de assuntos relacionados ao Banco Master enquanto esteve no Banco Central e negou ter participado de reuniões ou deliberações sobre aquisições ou transferências de controle de instituições financeiras.

Além disso, o ex-chefe do departamento enfatizou que, após solicitar a licença, perdeu acesso a informações sensíveis e deixou de participar de deliberações da autarquia. O Banco Central, por sua vez, abriu uma sindicância que revelou indícios de irregularidades envolvendo outros ex-servidores e investigou o aumento patrimonial suspeito de alguns deles.

Atualmente, a sindicância investiga também Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, por suposto favorecimento ao Banco Master em troca de vantagens indevidas. O relatório da sindicância foi enviado à CGU, que instaurou um processo administrativo disciplinar contra os envolvidos, que podem ser expulsos do Banco Central.

Embora rumores sobre a participação de mais técnicos do Banco Central tenham circulado, a investigação interna não encontrou mais indícios de envolvimento de outros servidores além dos mencionados. A CGU, até o momento, não localizou novos integrantes da suposta organização criminosa ligada a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

As informações sobre essas transações e as investigações em curso levantam questionamentos sobre a integridade do sistema financeiro e a necessidade de maior transparência nas ações de servidores públicos e suas interações com instituições privadas.

Desta forma, o caso envolvendo o ex-servidor do Banco Central e os pagamentos recebidos da JGM Solutions levanta preocupações sobre a ética e a transparência nas relações entre servidores públicos e instituições financeiras. É fundamental que os órgãos responsáveis mantenham uma vigilância rigorosa para garantir que não haja conflitos de interesse.

Além disso, a sindicância aberta pelo Banco Central e a investigação da CGU são passos importantes na busca por responsabilização e na manutenção da confiança pública nas instituições. A sociedade precisa de garantias de que os profissionais que ocupam cargos de relevância estão comprometidos com os princípios da integridade e da transparência.

Por fim, a importância de uma regulação eficiente e da supervisão rigorosa das atividades financeiras é essencial para prevenir práticas que possam levar à corrupção e ao desvio de recursos públicos. A atuação ética dos servidores públicos deve ser um padrão inegociável.

Assim, a continuidade das investigações e o fortalecimento das políticas de controle interno são essenciais para restaurar a confiança na administração pública. O Brasil precisa avançar em direções que assegurem a boa governança e a equidade no sistema financeiro.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.