Expectativas de Resultado do Banco do Brasil no 1º Trimestre de 2026 Podem Ser Negativas, Afirmam Analistas do BTG Pactual
15 ABR

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 10 dias
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Analistas do BTG Pactual emitiram um alerta sobre os resultados financeiros do Banco do Brasil (BB) referentes ao primeiro trimestre de 2026. As projeções indicam que o desempenho do banco pode ser abaixo do esperado, especialmente no que diz respeito ao lucro e ao retorno sobre o patrimônio (ROE), comparando-se com os últimos quatro meses de 2025.

De acordo com Eduardo Rosman e sua equipe, houve uma deterioração nos resultados financeiros do BB desde o início do ano. A administração do banco já havia sinalizado que 2026 seria um período de transição. No entanto, o primeiro semestre deve continuar pressionado por provisões, com uma recuperação esperada apenas para o segundo semestre.

Os analistas destacam que abril e maio serão meses cruciais, uma vez que o principal ponto de inflexão seria a quitação das safras que foram concedidas sob critérios de crédito mais rigorosos. No entanto, a impressão atual é de que o desempenho do primeiro trimestre já não atende às expectativas iniciais.

A situação no agronegócio também contribui para um cenário desafiador, com custos de diesel elevados e flutuações no câmbio aumentando as dificuldades. Com isso, a expectativa de resultados positivos no segundo trimestre também está em risco.

Para o primeiro trimestre, a previsão do BTG Pactual é que o lucro líquido fique entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, com uma margem financeira menor e provisões para perdas com crédito ainda elevadas. No último trimestre de 2025, o BB reportou um lucro de R$ 5,7 bilhões, impulsionado por um efeito tributário positivo, o que torna a comparação trimestral ainda mais desafiadora.

A qualidade do crédito é uma preocupação central, especialmente no agronegócio, onde a inadimplência acima de 90 dias continua aumentando. Os analistas acreditam que a inadimplência total deve cair de R$ 24,5 bilhões no quarto trimestre para cerca de R$ 20 bilhões, principalmente devido à normalização no crédito corporativo.

No entanto, as provisões para perdas devem permanecer elevadas, e a formação de novas inadimplências é esperada para aumentar. Anteriormente, os analistas esperavam uma melhora no lucro antes dos impostos, mas agora consideram uma queda de cerca de 20% em relação ao trimestre anterior.

Além disso, a alíquota efetiva de impostos deve se manter alta, o que pode impactar ainda mais os resultados. O evento do banco, programado para o dia 23, deve ser um momento importante para investidores e analistas, especialmente em relação à carteira de agronegócios e às tendências de provisões.

Os analistas também mencionam que o BB negocia a cerca de 0,8 vez seu valor patrimonial, com um ROE que pode ter dificuldades para atingir 10% em 2026. As ações do banco apresentaram uma queda de 3,7% no dia, cotadas a R$ 24,44, mas ainda acumulam uma alta de 12,7% no ano.

Desta forma, os resultados inesperadamente fracos do Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2026 evidenciam a fragilidade do setor financeiro, especialmente em um contexto econômico desafiador. O agronegócio, fundamental para a economia brasileira, enfrenta dificuldades que podem impactar diretamente o desempenho do banco.

Em resumo, as expectativas de lucro e a qualidade do crédito devem ser acompanhadas de perto, uma vez que a inadimplência continua crescendo. A postura cautelosa dos analistas reflete a necessidade de monitorar de perto as condições econômicas que influenciam o setor.

Assim, torna-se crucial que a administração do Banco do Brasil apresente estratégias claras para lidar com as adversidades atuais. A recuperação esperada no segundo semestre dependerá de ações efetivas e de uma gestão proativa das provisões e do crédito.

Finalmente, a divulgação do balanço do primeiro trimestre, marcada para o dia 13 de maio, será um momento decisivo para investidores. As informações que serão apresentadas poderão ajudar a delinear o futuro do BB em um cenário de incertezas.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.