Fechamento do Estreito de Ormuz pode afetar a economia global, alerta especialista
06 MAR

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 mês
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O especialista em investimentos internacionais Beny Fard conversou com a CNN sobre as graves consequências que um possível fechamento do Estreito de Ormuz poderia trazer para a economia mundial. Segundo ele, essa situação seria especialmente preocupante no que diz respeito aos preços do petróleo e à inflação global. O aumento nos preços do petróleo, causado por tensões no Oriente Médio, impacta diretamente o custo dos combustíveis e, por consequência, a inflação de diversos produtos que fazem parte do dia a dia da população.

Fard destacou que, do ponto de vista dos cidadãos americanos, um dos grandes desafios enfrentados pelo governo de Donald Trump é controlar o conflito na região de maneira que não haja um aumento excessivo nos preços do petróleo. "O teto estimado para o preço do petróleo deve ser cuidadosamente monitorado para evitar surpresas negativas", afirmou o especialista.

Em relação à movimentação de capitais, Fard mencionou que, até o momento, cerca de 50 bilhões de dólares haviam sido direcionados para investimentos considerados seguros, como os títulos do tesouro norte-americano. Essa mudança no fluxo de investimentos não afeta apenas os Estados Unidos, mas também tem repercussões em países emergentes, como o Brasil, onde a valorização do dólar provoca a desvalorização das moedas locais.

O impacto econômico do fechamento do Estreito de Ormuz não se limita a esses aspectos. A valorização do dólar, que ocorre em decorrência de um aumento de investimentos nos Estados Unidos, gera uma pressão sobre as taxas de juros em outros países, incluindo o Brasil. Fard explicou que, com o fortalecimento do dólar, há uma diminuição da competitividade das moedas locais, o que pode resultar em um aumento das taxas de juros a médio e longo prazo.

O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico para o comércio global, especialmente no que se refere ao fluxo de petróleo. Um bloqueio prolongado nessa região afetaria não apenas os países vizinhos, mas também nações que dependem da importação de commodities e bens de consumo, como a China, Índia e Japão. "Esses países são altamente dependentes de petróleo importado, e um fechamento do estreito poderia causar sérios problemas para suas economias", enfatizou Fard.

Além disso, o regime iraniano também seria prejudicado por um possível fechamento do estreito, já que sua economia é fortemente baseada na exportação de commodities que transitam pela região. O especialista ressaltou que a economia iraniana está estruturalmente vinculada ao comércio de petróleo.

Embora o Brasil esteja distante do conflito, ele também enfrentaria desafios significativos. O país é um exportador de commodities para o Oriente Médio e utiliza portos da região como entrepostos. Além disso, a dependência do Brasil na importação de insumos essenciais, como fertilizantes, torna a situação ainda mais delicada. O agro brasileiro, responsável por grande parte do superávit primário do país, depende desses insumos para manter sua produtividade.

Fard também observou que a atual situação expõe a fragilidade do modelo de globalização que vem sendo implementado desde a década de 1990. As rupturas nas cadeias produtivas, especialmente durante e após a pandemia, elevaram o custo de capital globalmente e geraram uma inflação que não se via há décadas em alguns países. Essa situação levantou questões sobre a confiabilidade das cadeias produtivas e a possibilidade de novas rupturas no futuro.

Desta forma, é importante que os governos e instituições financeiras estejam preparados para lidar com as consequências de um possível fechamento do Estreito de Ormuz. A dependência global do petróleo torna essa questão crítica para a estabilidade econômica mundial.

Em resumo, as tensões no Oriente Médio não afetam apenas os países da região, mas têm um impacto direto em economias distantes, como a do Brasil. Essa realidade demanda uma análise crítica e cuidadosa das políticas de comércio exterior e de energia.

Então, é fundamental que o Brasil busque diversificar suas fontes de insumos e não dependa exclusivamente de importações que possam ser afetadas por conflitos geopolíticos. A autonomia na produção de fertilizantes, por exemplo, é uma estratégia que deve ser considerada.

Finalmente, a situação atual reforça a necessidade de um debate mais aprofundado sobre a globalização e suas fragilidades. O fortalecimento de economias locais pode ser uma resposta viável para mitigar os impactos de crises internacionais.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.