Kremlin Anuncia Bloqueio do WhatsApp na Rússia por Não Cumprimento de Leis Locais
12 FEV

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
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O Kremlin confirmou nesta quinta-feira, dia 12 de fevereiro de 2026, que o aplicativo de mensagens WhatsApp foi bloqueado na Rússia devido à sua "resistência em cumprir a lei" russa. O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, declarou durante uma coletiva de imprensa que essa decisão foi motivada pela recusa do WhatsApp em atender às exigências legais do país.

Além do WhatsApp, outras plataformas da Meta, como o Facebook e o Instagram, também teriam sofrido bloqueios, segundo informações do jornal americano Financial Times. Durante sua fala, Peskov evitou comentar sobre o aplicativo Telegram, que também enfrenta restrições no país.

Em resposta ao bloqueio, o WhatsApp afirmou que continua se esforçando para manter seus serviços na Rússia e criticou a decisão do governo de Vladimir Putin, classificando-a como um retrocesso. A empresa ressaltou que a tentativa de isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação segura e privada é prejudicial, podendo resultar em menos segurança para a população russa.

Peskov, por sua vez, não se aprofundou nas perguntas sobre a situação do Telegram, sugerindo que os jornalistas entrassem em contato com o Roskomnadzor, órgão regulador da internet na Rússia, para obter mais informações. O bloqueio do WhatsApp ocorre em um contexto onde o governo russo está incentivando a população a usar o Max, um aplicativo de comunicação desenvolvido pelo Estado. Este aplicativo, descrito como um "super aplicativo", combina mensagens com serviços governamentais, mas não oferece criptografia, ao contrário do WhatsApp.

O bloqueio de plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram foi revelado pelo Financial Times, o qual reportou que esses aplicativos foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor. Isso significa que, na prática, o acesso a essas plataformas se torna extremamente difícil sem o uso de ferramentas alternativas, como VPNs. As autoridades russas consideraram esses aplicativos como "extremistas", o que justifica a sua remoção.

Embora o YouTube também tenha tido seu acesso limitado, não está claro se ele foi totalmente removido do diretório. O governo russo já havia implementado outras restrições ao WhatsApp, mas a atual decisão indica que o bloqueio pode ser mantido por um período prolongado, ou até mesmo de forma permanente.

A empresa WhatsApp, que possui cerca de 100 milhões de usuários na Rússia, expressou que esse bloqueio representa um "retrocesso" para a segurança das comunicações no país. O WhatsApp ressaltou que a iniciativa do governo visa direcionar os usuários para o aplicativo Max, que é inspirado no WeChat da China e permite troca de mensagens junto a serviços governamentais. No entanto, a falta de criptografia do Max significa que conversas podem ser acessadas por terceiros, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários.

O Max foi criado pela rede social russa VKontakte (VK), que é controlada por aliados do presidente Vladimir Putin, e sua utilização tem sido promovida pelo governo. Além disso, a Rússia também restringiu parcialmente o acesso ao Telegram e impediu chamadas de voz pelo aplicativo, criando um cenário de controle rigoroso sobre as comunicações digitais no país. Pavel Durov, cofundador do Telegram, criticou essas ações, afirmando que a Rússia está forçando sua população a migrar para o Max e comparou essa estratégia com uma tentativa falha do Irã de censurar o uso de aplicativos de mensagens.

Desta forma, o bloqueio do WhatsApp e de outras plataformas na Rússia representa um ataque claro à liberdade de expressão e à privacidade dos cidadãos. As ações do governo russo, sob a justificativa de cumprimento da lei, revelam uma estratégia de controle e vigilância que preocupa especialistas em direitos humanos.

A tentativa de promover o aplicativo Max, que carece de segurança em comparação ao WhatsApp, evidencia que o governo está mais interessado em controlar a comunicação do que em garantir a privacidade dos usuários. Esse movimento pode gerar consequências negativas para a população, que se verá refém de um serviço que não oferece proteção às suas informações.

Além disso, restringir o acesso a ferramentas de comunicação seguras pode resultar em um ambiente de maior insegurança, onde as pessoas ficam vulneráveis a abusos e repressões. A comparação com a situação do Irã mostra que a censura digital pode ser contornada, e a resistência da população a essas medidas é um sinal de que a liberdade de escolha deve prevalecer.

Portanto, é essencial que a comunidade internacional acompanhe de perto essas ações e pressione o governo russo a respeitar os direitos dos cidadãos. A liberdade de expressão e o acesso a informações seguras são pilares fundamentais de uma sociedade democrática, e sua proteção deve ser uma prioridade.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.