Ministro Luiz Marinho defende redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
03 MAR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 1 mês
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a redução da jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais é uma possibilidade viável. Durante uma coletiva realizada na terça-feira (3), em que apresentou dados sobre o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ele destacou que o diálogo entre trabalhadores e empregadores é fundamental para que essa mudança ocorra.

Marinho expressou sua crença de que a jornada poderia já ter sido reduzida e mencionou o modelo de trabalho atual, conhecido como 6x1, onde o trabalhador atua por seis dias seguidos e folga apenas um. "Acredito sinceramente que é plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e, portanto, isso levar à condição de acabar com a seis por um, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente do comércio", declarou.

Segundo o ministro, essa mudança já poderia ter sido implementada há anos, caso houvesse um acordo para uma redução gradual da jornada de trabalho. "Se tivesse sido feito um acordo de redução gradativa lá atrás, já estaríamos há muito tempo em 40 horas, talvez discutindo outro degrau de redução", afirmou Marinho, que também citou experiências de empresas que adotaram jornadas mais curtas e observaram um aumento na produtividade.

Para que uma redução na carga horária efetivamente ocorra, Marinho ressaltou que é necessária uma mudança na legislação. "A redução da jornada máxima exige alteração legal e não pode depender apenas de negociação coletiva. Não haverá acordo coletivo possível que leve à redução da jornada máxima praticada no Brasil", afirmou. Ele sugeriu que a fixação de um limite legal ajudaria a evitar distorções regionais e concorrência desleal entre estados com diferentes níveis de força sindical.

O ministro também informou que o governo está dialogando com o Congresso sobre a proposta e mencionou o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar com as propostas de emenda constitucional (PECs) e projetos de lei já em tramitação. Ele alertou que, caso não haja progresso nas discussões, o governo pode considerar o envio de um projeto de lei de forma urgente.

Os dados do Caged apresentados na coletiva mostraram um saldo positivo de 112.334 novas vagas formais de emprego em janeiro, com 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos. O estoque total de empregos com carteira assinada atingiu 48,5 milhões, com destaque para a criação de vagas nos setores da indústria, construção e serviços.

A geração de empregos foi particularmente concentrada entre jovens de até 24 anos. No acumulado de 12 meses, foram 1.228.483 novas vagas formais. Marinho acredita que a tendência de criação de empregos pode se manter ou até superar os resultados do ano anterior, dependendo do cenário econômico e das políticas de juros.


Desta forma, a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais merece uma análise cuidadosa. As experiências internacionais indicam que essa mudança pode não apenas melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também aumentar a produtividade nas empresas.

Em resumo, a necessidade de um diálogo efetivo entre empregadores e empregados é fundamental para que essa proposta avance. A falta de entendimento entre as partes pode atrasar uma mudança que é desejada por muitos trabalhadores.

Assim, a proposta de Marinho, se aprovada, pode estabelecer um novo patamar para as relações de trabalho no Brasil. Contudo, a implementação deve ser acompanhada de perto para evitar distorções que possam surgir na prática.

Por fim, a atuação do governo e sua disposição em enviar um projeto de lei, caso necessário, poderá acelerar esse processo. O compromisso com a redução da jornada é um passo importante, mas a forma como isso será executado determinará seu sucesso.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.