Rússia solicita retirada de estrangeiros de Kiev e anuncia ataques sistemáticos
25 MAI

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 1 hora
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A Rússia declarou nesta segunda-feira (25) sua intenção de realizar "ataques sistemáticos" em Kiev, visando alvos militares e centros de tomada de decisão na capital ucraniana. A solicitação de evacuação para estrangeiros na cidade veio um dia após uma das ofensivas mais intensas contra a região desde o início do conflito, que resultou em um aumento significativo das hostilidades.

De acordo com a declaração do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o chanceler Sergei Lavrov comunicou ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que os ataques planejados são uma resposta aos supostos "ataques terroristas" perpetrados pelo governo ucraniano contra civis na Rússia. As Forças Armadas da Rússia afirmaram que estão começando ofensivas direcionadas a instalações que suportam as operações militares da Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, contrapunha-se à pressão russa, pedindo aos aliados do país que não cedam à "chantagem". O chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarina Mathernova, reforçou que o bloco de 27 países permanecerá firme na cidade: "A UE não vai a lugar nenhum. Ficaremos em Kiev. Ficaremos com a Ucrânia", disse ela em suas redes sociais.

Os ataques de domingo resultaram na morte de duas pessoas e deixaram 91 feridos, segundo informações das autoridades locais. Durante essa ofensiva, a Rússia utilizou um míssil hipersônico Oreshnik, marcando a terceira vez que essa arma, com potencial nuclear, foi empregada em mais de quatro anos de conflito. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky relatou que aproximadamente 300 locais em Kiev foram atingidos, incluindo um museu dedicado ao desastre nuclear de Chernobyl, inaugurado recentemente.

Em resposta às alegações de Moscou, as Forças Armadas da Ucrânia negaram ter realizado ataques contra civis e afirmaram que suas operações visam unidades militares russas. Na região de Belgorod, na Rússia, um ataque com mísseis e drones resultou na morte de um homem e deixou outro ferido, além de causar interrupções no fornecimento de energia e água.

Enquanto isso, a troca de ataques entre os dois países continua. Na cidade de Horlivka, controlada pela Rússia, o prefeito informou que quatro pessoas morreram devido a um ataque atribuído à Ucrânia. Na região sul de Kherson, ataques russos deixaram duas pessoas mortas e 16 feridas em um período de 24 horas. Em Derhachi, próximo a Kharkiv, um ataque com mísseis resultou na morte de duas pessoas e ferimentos em mais de 20.

As partes envolvidas no conflito se acusam mutuamente de atacar civis deliberadamente, desde a invasão russa em fevereiro de 2022. Esforços de mediação por parte dos Estados Unidos não conseguiram encontrar um caminho para a paz, enquanto cada lado intensifica suas operações militares para consolidar posições estratégicas.

Desta forma, a situação em Kiev e nas regiões circunvizinhas se torna cada vez mais crítica, com a necessidade de atenção internacional e esforços para mitigar as consequências humanitárias desse conflito brutal.

Em resumo, a escalada de tensões na Ucrânia proporciona um cenário alarmante, não apenas para os ucranianos, mas também para a comunidade internacional. A retirada de estrangeiros de Kiev reflete a gravidade da situação e a urgência de um diálogo que vise reduzir a violência.

Assim, é crucial que os aliados da Ucrânia permaneçam firmes em seu apoio, não se deixando levar por pressões externas que buscam desestabilizar o país. A unidade da comunidade internacional pode ser uma chave essencial para enfrentar a agressão russa.

Finalmente, a proteção de civis deve ser prioritária, e a responsabilidade por ataques deliberados contra a população deve ser investigada de forma independente. O respeito às normas internacionais é fundamental para a construção de um futuro em paz.

O mundo observa enquanto a Ucrânia enfrenta uma das crises mais desafiadoras de sua história. A resiliência do povo ucraniano é admirável, e a solidariedade global deve se intensificar nesse momento crítico. A diplomacia deve ser reestabelecida para buscar um cessar-fogo duradouro.

Por fim, a continuidade de ataques mútuos apenas perpetua o ciclo de violência e sofrimento. A busca por soluções pacíficas é a única saída viável para construir uma nova realidade, onde a segurança e a dignidade das pessoas sejam respeitadas.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.