Setor de Energia Aponta Necessidade Urgente de Investimentos em Baterias Após Corte de Energia
09 JUN

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
10773 5 minutos de leitura

No último domingo (7), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) implementou um plano emergencial de corte de energia, que foi considerado bem-sucedido pelo mercado. Contudo, esse procedimento é visto apenas como uma solução temporária diante das necessidades crescentes de geração de eletricidade no Brasil.

As associações do setor elétrico destacam a importância de acelerar a criação de incentivos para o armazenamento de energia. A proposta é que se crie um sistema que permita armazenar o excedente de eletricidade produzido em horários de maior insolação, para ser utilizado à noite, quando o consumo aumenta.

Pela perspectiva dessas organizações, é fundamental estabelecer incentivos econômicos que priorizem a utilização de baterias, como tarifas que variem conforme a oferta de energia elétrica ao longo do dia.

A capacidade instalada de micro e minigeração distribuída (MMGD), que são os painéis solares instalados em telhados e pequenas fazendas, já alcança 44 GW (gigawatts), o que representa quase 20% de toda a capacidade de geração de energia no Brasil. Essa produção, somada à energia gerada por usinas maiores, está criando desafios para o sistema de transmissão.

O aumento da oferta de energia, especialmente em horários de baixa demanda, pode causar uma sobrecarga no sistema e, consequentemente, um colapso na distribuição elétrica. No último domingo, com o intuito de evitar essa crise, o ONS determinou a supressão de 1 GW (gigawatt) de energia, o suficiente para abastecer cerca de 500.000 residências.

Essa foi a primeira vez que o ONS decidiu suspender a operação de geradoras menores após realizar cortes nas grandes usinas, uma prática que se tornou comum. No entanto, o risco de colapso no sistema elétrico permaneceu. No Nordeste, onde estão localizadas as grandes usinas eólicas, o ONS chegou a cortar até 11 GW de geração no domingo, e 15 GW no dia anterior.

Esses cortes foram feitos entre 10h e 14h no domingo, limitando-se a usinas com capacidade superior a 5 MW (megawatts), o que exclui os painéis solares instalados em residências e pequenas fazendas que comercializam energia em sistema de condomínio.

De acordo com Luiz Carlos Ciocchi, ex-diretor-geral do ONS, a situação é preocupante. Ele afirma que a continuidade da instalação de MMGD sem um aumento na demanda só tende a agravar o cenário atual. O setor de MMGD defende a necessidade de investir em baterias para armazenar o excedente de energia gerado durante o dia e substituir a energia térmica à noite, quando a demanda é maior e a geração solar e eólica é menor.

A proposta é implementar um sistema de tarifas que sejam mais baratas quando há excesso de energia e mais caras quando for necessário o uso de térmicas. Dessa forma, pequenos geradores teriam um incentivo econômico para armazenar sua própria energia para os horários de pico.

Christino Áureo, vice-presidente da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), sugere que pode ser dada uma sinalização de preços para que os consumidores considerem a instalação de baterias como uma opção viável para o sistema.

A possibilidade de suspender a operação de usinas menores foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, devido a alertas do ONS sobre os riscos à segurança do sistema elétrico. O excesso de geração de energia quase levou a um colapso no sistema no Dia dos Pais do ano passado.

Em dezembro, o ONS divulgou um planejamento que indicava um risco crescente de colapso já em 2026, em função da falta de flexibilidade para reduzir a geração em momentos de alta produção solar e baixa demanda.

O governo já anunciou a realização de um leilão para armazenamento de energia, mas essa medida, segundo executivos do setor, resolveria apenas o excedente das usinas de grande porte, não solucionando o problema da geração distribuída, que é mais difícil de controlar.

Rui Altieri, presidente da Associação dos Produtores Independentes de Energia, concorda que em outras partes do mundo a sinalização adequada de tarifas resultou em reações rápidas do mercado. A mudança necessária depende apenas da regulamentação por parte da Aneel.

Opinião da Redação

Desta forma, a situação atual do setor elétrico brasileiro exige uma análise crítica das políticas de incentivo à energia renovável e ao armazenamento. O aumento da geração distribuída sem a devida regulamentação e incentivos pode gerar riscos significativos para a estabilidade do sistema elétrico.

É essencial que o governo, em conjunto com as agências reguladoras, desenvolva estratégias que não apenas aumentem a capacidade de geração, mas que também garantam a segurança e a eficiência do sistema. A proposta de tarifas que variem conforme a oferta de energia é um caminho promissor.

Além disso, o investimento em tecnologias de armazenamento, como baterias, se torna uma necessidade premente, visto que a combinação de alta geração solar com baixa demanda pode levar a crises. A experiência internacional pode servir de guia para a implementação dessas soluções.

Finalmente, a mobilização do setor privado é crucial para a adoção de práticas que incentivem a instalação de sistemas de armazenamento. Essa mudança não só beneficiará os consumidores, mas também contribuirá para um sistema elétrico mais resiliente e sustentável.

Uma dica especial para você

Com a recente situação de cortes de energia, é hora de repensar a forma como cozinhamos em casa. A Panela pressão elétrica Electrolux digital capacidade 6L silenciosa é a solução ideal para garantir refeições rápidas e saborosas, mesmo em momentos de incerteza energética.

Imagine preparar suas receitas favoritas de maneira prática e silenciosa, sem se preocupar com os altos custos de energia. Esta panela inovadora combina tecnologia de ponta e eficiência, proporcionando segurança e conforto na cozinha. Com sua capacidade de 6 litros, é perfeita para famílias e ideal para quem busca otimizar o tempo na rotina diária.

Aproveite a oportunidade de transformar sua experiência na cozinha! Não deixe para depois, a Panela pressão elétrica Electrolux digital capacidade 6L silenciosa pode ser sua aliada em tempos de crise, garantindo praticidade e economia. Garanta já a sua!

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.