Setor imobiliário apresenta crescimento otimista, afirma Rafael Menin, CEO da MRV
14 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 hora
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Rafael Menin, CEO da MRV, analisou o cenário atual da construção civil, um setor que considera fundamental para o crescimento econômico do Brasil. Durante entrevista à CNN Brasil, realizada no evento Brazil Week em Nova York, Menin destacou a importância da construção civil na geração de empregos e na ampliação de investimentos em infraestrutura e habitação. "O nosso setor, a nossa indústria, passa por um momento muito interessante no Brasil", afirmou o executivo.

Menin também ressaltou que o setor imobiliário conta com um financiamento garantido pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), que tem proporcionado um orçamento robusto e crescente nos últimos anos. Essa garantia de recursos tem sido crucial para o desenvolvimento do mercado imobiliário, permitindo que as empresas se mantenham competitivas e que os consumidores tenham acesso a opções de moradia.

No primeiro trimestre de 2023, o braço de incorporação da MRV apresentou um lucro líquido de R$ 133 milhões, um aumento de 640% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para Menin, esse desempenho reflete não apenas as condições favoráveis para a compra de imóveis, mas também os avanços internos da companhia. "A empresa vem passando por importantes avanços no que diz respeito a ganho de eficiência e a uma precificação correta", explicou.

Apesar do crescimento, Menin foi questionado sobre o impacto da taxa de juros, que está acima de 14% ao ano. Ele reconheceu que essa situação afeta a economia de forma geral. "Esses juros elevados vão contaminando a economia, as famílias, as empresas e o mercado como um todo. Ninguém está imune", declarou o CEO. Ele também mencionou que cerca de 90 milhões de brasileiros estão com nome sujo, o que representa um problema significativo.

Embora os juros altos sejam uma preocupação, Menin destacou que o segmento de habitação popular possui características específicas. O financiamento via FGTS a taxas competitivas, que pode chegar a 4,5% mais TR nas faixas de renda mais baixas do programa Minha Casa Minha Vida, ajuda a manter o mercado aquecido, permitindo que mais famílias acessem a casa própria.

Quanto à possibilidade de usar o FGTS para quitar dívidas no contexto do Desenrola 2.0, Menin expressou cautela. Embora reconheça que isso pode ajudar a aliviar o endividamento das famílias, ele vê essa proposta como um desvio da finalidade original do fundo. "É algo que a gente vê com alguma preocupação, ainda que o fundo tenha uma boa saúde financeira", afirmou, lembrando que o FGTS possui um saldo superior a R$ 700 bilhões e que o orçamento anual para o financiamento habitacional é de R$ 150 bilhões.

Menin também falou sobre as perspectivas futuras do setor. Ele acredita que a demanda por habitação no Brasil está garantida, com cerca de um milhão de novas famílias se formando anualmente, enquanto o setor entrega em média 600 mil moradias por ano. Esse déficit habitacional, que é exacerbado por condições inadequadas de moradia nas grandes cidades, representa um mercado promissor para o futuro.

No aspecto tecnológico, Menin dividiu o negócio em duas partes: o "hardware", que se refere ao processo construtivo, e o "software", que diz respeito à gestão. Ele afirmou que a MRV já utiliza sistemas automatizados, conhecidos como RPAs, e que a inteligência artificial está proporcionando ganhos de eficiência tanto para a empresa quanto para os clientes. Um dado interessante é que, na época do IPO da companhia, há 19 anos, eram necessários 12 operários para construir um apartamento por mês; hoje, esse número caiu para 4,5.

Por fim, Menin destacou que, em termos de produtividade na construção civil, o Brasil está à frente dos Estados Unidos, graças à maior padronização dos processos construtivos no país. O empresário, que também é chairman da MRV&Co e controlador de outras empresas, reforçou a importância do setor imobiliário para o desenvolvimento econômico nacional.

Desta forma, a análise de Rafael Menin revela um panorama positivo para a construção civil no Brasil, destacando seu papel crucial na economia. A capacidade de financiar habitação através do FGTS é uma vantagem significativa que deve ser preservada, considerando o alto número de famílias endividadas.

Além disso, a cautela em relação ao uso do FGTS para quitação de dívidas é válida, pois pode desviar recursos fundamentais para a habitação. A saúde financeira do fundo deve ser mantida para garantir o acesso à moradia.

A expectativa de crescimento e a inovação tecnológica no setor são promissoras, mostrando que o Brasil pode se tornar um exemplo em produtividade na construção civil. Essa evolução é essencial para atender a demanda habitacional crescente.

Por fim, é crucial que as políticas públicas apoiem o crescimento do setor, não apenas em termos de financiamento, mas também em regulamentações que estimulem a eficiência e a qualidade na construção habitacional.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.