Tiroteio em escola no Canadá resulta em várias mortes e feridos
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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 meses
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Na última terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, um ataque a tiros em uma escola da cidade de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, no Canadá, deixou um saldo trágico de nove mortos e cerca de 25 feridos. O incidente ocorreu por volta das 13h20, horário local, quando a atiradora, identificada como Jesse Strang, uma mulher transgênero de 18 anos, abriu fogo na Tumbler Ridge Secondary School, que atende aproximadamente 160 alunos.

A polícia informou que a atiradora também foi encontrada morta no local, com indícios de suicídio. A tragédia atingiu especialmente a pequena cidade de Tumbler Ridge, que possui apenas cerca de 2.400 habitantes, e chocou o país, onde ataques desse tipo são extremamente raros. Seis vítimas foram mortas dentro da escola, enquanto outras duas foram encontradas em uma residência nas proximidades.

O estado de saúde dos sobreviventes ainda não foi divulgado, mas um dos feridos não resistiu e faleceu a caminho do hospital. Durante o ataque, a polícia emitiu um alerta para a comunidade, descrevendo a autora dos disparos como uma mulher de cabelos castanhos, vestindo um vestido.

O ataque em Tumbler Ridge se destaca como um dos mais mortais da história recente do Canadá. O país é conhecido por suas rígidas leis de controle de armas, que dificultam a posse de armamentos. Apesar disso, a ocorrência de tiroteios em escolas e locais públicos é incomum quando comparado a nações vizinhas, como os Estados Unidos, onde tais incidentes são mais frequentes.

A legislação canadense exige que os cidadãos possuam licenças específicas para o porte de armas, que devem ser mantidas trancadas e descarregadas. O governo do ex-primeiro-ministro Justin Trudeau implementou medidas adicionais para restringir a posse de armas de fogo e pistolas, principalmente em resposta a tiroteios ocorridos nos EUA, incluindo tragédias em escolas.

Historicamente, os casos de ataques a tiros no Canadá são limitados. Um dos mais devastadores ocorreu em abril de 2020, quando um homem disfarçado de policial matou 22 pessoas em um ataque que durou 13 horas na Nova Escócia. Outro ataque notório aconteceu em 1989, quando um atirador matou 14 estudantes na Escola Politécnica de Montreal antes de cometer suicídio.

Durante o ataque em Tumbler Ridge, relatos de alunos revelaram momentos de pânico e desespero. Darian Quist, um estudante do último ano, contou que, ao ouvir o alarme, ele e os colegas trancaram as portas e bloquearam a entrada com mesas, permanecendo assim por mais de duas horas até a chegada da polícia.

A cidade de Tumbler Ridge, situada ao norte da Colúmbia Britânica, é uma região remota, cercada por uma bela paisagem montanhosa e conhecida por sua natureza exuberante, sendo um lugar tranquilo para se viver. A escola permanecerá fechada pelo resto da semana e oferecerá apoio psicológico aos alunos e funcionários afetados pela tragédia.

Desta forma, o ataque em Tumbler Ridge traz à tona a discussão sobre a eficácia das leis de controle de armas no Canadá, um país que se orgulha de ter uma das legislações mais rigorosas do mundo. Embora essas leis tenham como objetivo a segurança da população, o ocorrido evidencia que não são infalíveis.

Além disso, a situação ressalta a importância de se promover um ambiente escolar seguro e de se oferecer apoio psicológico a jovens em situações de vulnerabilidade. O apoio emocional é crucial para prevenir tragédias semelhantes no futuro.

Assim, é vital que o governo e as autoridades locais revejam as políticas de segurança nas escolas e implementem medidas que garantam não apenas a proteção física, mas também o bem-estar mental dos alunos.

Em resumo, a comunidade de Tumbler Ridge e o Canadá enfrentam um momento de luto e reflexão. A tragédia deve servir como um alerta para a necessidade de se fortalecer as redes de apoio, prevenindo que eventos assim se repitam.

Finalmente, a resposta da polícia e o suporte à comunidade após o ataque serão fundamentais para a superação desse episódio doloroso e para a restauração da segurança e tranquilidade local.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.