Trump admite ter chamado Netanyahu de 'louco' em conversa sobre conflitos no Líbano
03 JUN

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Cotidiano
Cláudia Regina Lima Por Cláudia Regina Lima - Há 1 hora
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que chamou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de "louco" durante uma conversa telefônica a respeito dos conflitos no Líbano. A revelação ocorreu em uma entrevista que foi ao ar nesta quarta-feira (3) e foi amplamente comentada na mídia. Trump foi questionado sobre a afirmação e, ao confirmar, disse que não estava exatamente "com raiva", mas sim "um pouco incomodado" com as constantes disputas entre Netanyahu e o Líbano.

Durante a entrevista no podcast "Pod Force One", Trump revelou que, em uma ligação realizada na segunda-feira (1º), expressou sua frustração com Netanyahu, ao dizer: "Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Todo mundo te odeia agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso". Essa declaração foi baseada em uma reportagem do site Axios, que citou um funcionário americano não identificado.

Trump também mencionou que, em um determinado momento da conversa, disse a Netanyahu que era preciso parar com as hostilidades, afirmando: "Bibi, temos que parar com isso. Temos que parar com isso". Desde que essa informação foi divulgada, não houve comentários oficiais por parte de autoridades israelenses, embora a mídia de Israel tenha reportado que algumas fontes minimizaram o atrito entre os dois líderes.

O contexto dessa conversa é marcado por tensões geopolíticas, especialmente relacionadas ao Irã e ao conflito no Líbano. O Irã, através de suas autoridades, declarou que não aceitará um acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra que teve início no final de fevereiro, a menos que o cessar-fogo inclua também o Líbano. Este país foi invadido por Israel em março, na tentativa de combater o grupo Hezbollah, que é aliado do Irã e disparou mísseis em apoio a Teerã.

As hostilidades entre Israel e o Hezbollah continuaram mesmo após um acordo mediado pelos Estados Unidos, que foi anunciado no dia 1º de outubro. Esse acordo resultou em Israel recuando de ataques aos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, enquanto o grupo também prometeu interromper os ataques transfronteiriços. No entanto, na quarta-feira (3), ataques aéreos israelenses resultaram na morte de pelo menos seis pessoas no sul do Líbano, além de um ataque a um veículo na região sul de Beirute, segundo fontes de segurança libanesas.

Trump, ao ser questionado se Netanyahu o "enganou" para que ele atacasse o Irã, respondeu que seus críticos eram "o inimigo". Ele enfatizou que foi ele quem iniciou as ações contra o Irã, afirmando: "Fui eu quem começou tudo isso. Não podemos deixar que eles tenham uma arma nuclear." Trump ressaltou que essa questão é crucial para Israel, pois, segundo ele, se o Irã tivesse uma arma nuclear, Israel poderia deixar de existir.

O ex-presidente também fez críticas ao acordo nuclear de 2015, firmado durante a administração de Barack Obama, que permitiu ao Irã limitar seu programa nuclear em troca da suspensão de sanções. Trump decidiu retirar os Estados Unidos desse acordo em 2018, levando o Irã a aumentar suas reservas de urânio enriquecido, que estão agora muito próximas do nível necessário para a fabricação de armas nucleares.

Os críticos de Trump argumentam que, devido a essa retirada do acordo, o Irã se tornou mais próximo de conseguir desenvolver armas nucleares e que será uma tarefa difícil para ele negociar um novo acordo mais favorável neste momento. É importante lembrar que Trump já fez comentários depreciativos sobre Israel no passado, incluindo declarações em que disse que Israel e o Irã "não sabem o que diabos estão fazendo".

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Cláudia Regina Lima

Sobre Cláudia Regina Lima

Mestre em Comunicação e especialista em análise de tendências digitais. Atua desvendando mecanismos de informação no cotidiano moderno. Paixão por ética jornalística e ávida leitora de suspenses e thrillers brasileiros.