Alupar inicia novo ciclo de investimentos e prevê aumento de alavancagem até 2028
06 MAR

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 mês
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A Alupar, uma holding focada na geração e transmissão de energia elétrica, está iniciando um novo ciclo de expansão. Este movimento envolve uma agenda de investimentos significativa na área de transmissão de energia, o que deve resultar em um aumento temporário do nível de alavancagem da empresa nos próximos anos. Luiz Coimbra, diretor de Relações com Investidores da Alupar, destacou que a companhia projeta um pico de alavancagem, medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, que deve variar entre 3,9 e 4 vezes até 2028, conforme os projetos em andamento avancem.

Coimbra explicou em entrevista à CNN que, à medida que os projetos começam a operar, o Ebitda começa a ser gerado, permitindo que a empresa diminua sua alavancagem. No quarto trimestre de 2025, o lucro líquido regulatório da Alupar alcançou R$ 191,6 milhões, o que representa um crescimento de 95,5% em relação aos R$ 98 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O Ebitda regulatório consolidado chegou a R$ 709,4 milhões, um aumento de 8,5% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

No final de 2025, a alavancagem da Alupar era de aproximadamente 3,3 vezes, abaixo das 3,5 vezes registradas em 2024, mesmo com o avanço de seu plano de investimentos. Este crescimento ocorre em um contexto em que a empresa está executando um número significativo de projetos de transmissão, tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina. As demonstrações financeiras da companhia indicam que ela possui 44 sistemas de transmissão em concessão, dos quais 31 já estão operacionais e 13 estão em fase de implantação, com previsão de início de operação entre 2026 e 2029.

Para viabilizar esse ciclo de investimentos, a Alupar realizou recentemente a maior captação de recursos de sua história. A transmissora TECP foi responsável por levantar R$ 2,45 bilhões em debêntures de infraestrutura, com um prazo de 12 anos. Essa operação assegura o financiamento de dois projetos importantes de transmissão no Brasil. Coimbra afirmou que essa emissão praticamente cobre todo o financiamento necessário para o ciclo de implantação da empresa no país.

Além disso, a agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating corporativo da Alupar em AAA na escala nacional e BB+ na escala internacional, com perspectiva estável. Isso reforça o acesso da companhia ao mercado de capitais. Os resultados financeiros da Alupar no quarto trimestre refletiram principalmente o desempenho do segmento de transmissão, que foi impulsionado por reajustes nas tarifas das receitas anuais permitidas (RAP) e pela entrada em operação de novos ativos, incluindo uma linha de transmissão na Colômbia e projetos no Brasil, além da aquisição do ativo Rialma IV, concluída em 2025.

Embora a empresa esteja focada na execução de seu portfólio atual, a Alupar continua buscando novas oportunidades de crescimento. A companhia participou de quase todos os leilões de transmissão realizados no último ano no Brasil e na América Latina e pretende manter essa participação. Coimbra mencionou que, apesar do foco na execução dos projetos, a agenda de crescimento continua em pauta. Recentemente, a Alupar venceu um projeto no Peru e está avaliando novas oportunidades de leilão na região, além dos certames previstos no Brasil.

Mesmo com o aumento dos investimentos, a Alupar manteve sua política de remuneração aos acionistas. Com a aprovação da proposta de distribuição de dividendos na Assembleia, o montante total referente ao exercício de 2025 alcançou R$ 356 milhões, representando um crescimento expressivo de 29% em relação aos R$ 275,7 milhões distribuidos em 2024.

Desta forma, o movimento da Alupar em expandir seus investimentos em transmissão de energia é um passo estratégico para garantir seu crescimento a longo prazo. A companhia demonstra um compromisso com a expansão e a modernização da infraestrutura elétrica, especialmente em um momento em que a demanda por energia está em ascensão. O aumento temporário da alavancagem pode trazer riscos, mas também é uma oportunidade para a empresa se destacar no mercado.

A manutenção da política de dividendos, mesmo com a necessidade de investir, demonstra uma gestão equilibrada e focada no retorno aos acionistas. Nesse cenário, é crucial que a Alupar continue a monitorar sua alavancagem e a performance de seus projetos para garantir uma trajetória sustentável. A capacidade de captar recursos significativos, como evidenciado pela emissão de debêntures, é um indicador positivo da confiança do mercado na empresa.

Por outro lado, o sucesso da Alupar em novos leilões de transmissão será fundamental para sua estratégia de crescimento. A participação ativa em leilões e a busca por novos projetos em países vizinhos reforçam a visão da empresa em se tornar uma líder na área de energia na América Latina. O desafio será equilibrar a execução de projetos atuais com a busca por novas oportunidades.

Finalmente, a Alupar deve continuar a se adaptar às mudanças do mercado e às necessidades dos consumidores, buscando sempre a eficiência e a inovação. O futuro da energia elétrica no Brasil e na América Latina está em constante evolução, e a Alupar parece estar bem posicionada para navegar por essas mudanças.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.