Analistas apontam que dólar pode ficar abaixo de R$ 5, mas cenário continua incerto
09 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 dia
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O dólar voltou a ser cotado a R$ 5,10 nesta quarta-feira, 8 de novembro, a menor taxa em quase dois anos. Essa queda foi impulsionada por um alívio global após o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu o debate sobre a possibilidade da moeda norte-americana retornar ao patamar inferior a R$ 5, algo que não ocorre desde março de 2024. Especialistas consultados pelo CNN Money acreditam que essa queda é viável, mas alertam que o cenário continua incerto e que o câmbio deve enfrentar flutuações.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que a queda do dólar para valores mais baixos é possível, especialmente considerando o desempenho histórico da moeda. Em 2025, o dólar teve uma desvalorização de 11% em relação ao real. Essa tendência continuou nos primeiros meses de 2026, com uma queda de até 6% até o final de fevereiro, quando se intensificaram os conflitos no Oriente Médio. Embora a moeda tenha se valorizado em março, acompanhando uma tendência global, ela não alcançou um nível de overshooting, que é quando há uma movimentação exagerada e desordenada.

O especialista explica que, apesar do aumento do risco associado ao conflito no Oriente Médio, o real se comportou de maneira resiliente, alcançando picos próximos a R$ 5,30 em momentos críticos, mas se estabilizando na faixa entre R$ 5,20 e R$ 5,25. Ele ressalta que os fundamentos que sustentam o valor da moeda brasileira, como o fluxo de investimentos estrangeiros e as taxas de juros, ainda estão presentes. Além disso, o preço do petróleo, que apesar de sua recente queda, deve se manter elevado, influenciará diretamente a balança comercial do Brasil e a oferta de dólares na economia.

Para que o dólar possa voltar a ficar abaixo de R$ 5, é necessário que haja um alinhamento favorável de condições econômicas tanto no Brasil quanto no cenário global. Patrícia Palomo, economista da Arau Consultoria, acredita que essa queda é possível, embora não seja o cenário mais provável no momento. Ela destaca que, para isso, é imprescindível uma redução estrutural do risco geopolítico, que retire o prêmio de risco associado ao petróleo e ao dólar. No âmbito interno, o Brasil precisaria demonstrar um compromisso claro com a disciplina fiscal, a redução das incertezas institucionais e a manutenção de juros atrativos para atrair investimentos.

Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, também compartilha dessa visão e considera que a cotação do dólar próxima a R$ 5 é algo temporário, especialmente diante das incertezas que se avizinham, como as eleições. Ele observa que, embora a queda do dólar nesta quarta-feira esteja ligada a três fatores principais - a entrada de capital na bolsa, a venda de petróleo e o diferencial de juros -, o acordo de cessar-fogo com o Irã é frágil e pode ser rompido a qualquer momento, o que afetaria a cotação da moeda imediatamente.

Danilo Coelho, economista, complementa que os desafios fiscais e as eleições presidenciais ainda são obstáculos significativos para uma queda sustentada do dólar. Ele enfatiza que o Brasil ainda enfrenta um panorama fiscal complicado e que a volatilidade do cenário eleitoral deve ser levada em conta na avaliação do preço da moeda. Para ele, é improvável que a dinâmica de um dólar abaixo de R$ 5 se mantenha no futuro próximo.

Shahini, da Nomad, também observa que o mercado ainda não parece ter precificado adequadamente o risco político relacionado ao cenário eleitoral, o que torna difícil determinar o quanto disso já está embutido nos preços atuais. Ele acredita que isso deve se intensificar a partir do segundo semestre, quando o chamado “trade eleitoral” tende a se manifestar mais fortemente nos preços das moedas.

Desta forma, a análise sobre a cotação do dólar revela uma complexidade de fatores que influenciam a moeda brasileira. Embora a possibilidade de um dólar abaixo de R$ 5 seja viável, os desafios que cercam o cenário interno e externo não podem ser ignorados. A volatilidade do mercado e as incertezas geopolíticas são elementos que tornam essa expectativa frágil.

Além disso, a discussão sobre a política fiscal do Brasil é fundamental para entender como a moeda pode se comportar nos próximos meses. É essencial que medidas de confiança sejam implementadas para estabilizar a situação econômica e atrair investimentos. O alinhamento de condições favoráveis, tanto do ponto de vista interno quanto externo, é crucial para que a expectativa de um dólar mais barato se concretize.

Por fim, o cenário eleitoral se apresenta como um fator de peso que pode influenciar a cotação do dólar. As incertezas políticas frequentemente geram flutuações no mercado financeiro, e isso deve ser monitorado com atenção. O comportamento do real, em relação ao dólar, reflete não apenas a saúde da economia brasileira, mas também a dinâmica global.

Assim, é importante que os investidores e cidadãos estejam atentos aos desdobramentos políticos e econômicos que podem afetar a moeda. As decisões que forem tomadas nos próximos meses terão um impacto significativo no futuro da cotação do dólar e, por consequência, na economia brasileira.

Em resumo, a expectativa de um dólar abaixo de R$ 5 é um tema que exige cautela e análise detalhada. As variáveis envolvidas são múltiplas e complexas, e o acompanhamento do cenário global e do mercado interno deve ser uma prioridade para quem deseja entender as oscilações da moeda.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.