Assembleia da Venezuela vota proposta de anistia para presos políticos
12 FEV

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Cotidiano
Leonardo Jorge Medeiros Por Leonardo Jorge Medeiros - Há 2 meses
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O Parlamento da Venezuela se prepara para realizar nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, a votação final de uma proposta de anistia que, se aprovada, permitirá a libertação de todos os presos políticos no país. A iniciativa foi apresentada por Delcy Rodríguez, a líder interina do governo, que enfrenta pressões internacionais, especialmente dos Estados Unidos, desde a captura do presidente Nicolás Maduro.

A proposta de anistia, que recebeu apoio unânime em uma primeira votação, abrange pessoas acusadas de crimes como "traição à pátria", "terrorismo" e "incitação ao ódio". Esses são delitos frequentemente atribuídos a opositores políticos. Além da liberação dos detentos, o projeto também sugere que o famoso presídio Helicoide, localizado em Caracas, seja transformado em um centro voltado para esportes e serviços sociais.

A proposta de anistia se aplica a casos que vão de 1999 até janeiro de 2026, abrangendo assim a totalidade do período chavista. Isso significa que centenas de opositores que estão atualmente detidos, bem como ex-prisioneiros que obtiveram liberdade condicional, podem ser beneficiados. No entanto, organizações de direitos humanos expressaram preocupações de que a anistia possa ser estendida a autoridades do regime, o que levantaria questões éticas sobre a justiça do processo.

A Assembleia Nacional anunciou que a única pauta para a sessão desta quinta será a discussão da proposta de anistia. O debate ocorre em um dia simbólico para a juventude da Venezuela, que tradicionalmente é marcado por manifestações. Estudantes da Universidade Central da Venezuela, a maior do país e conhecida por sua oposição ao chavismo, convocaram uma concentração no campus, enquanto os apoiadores do governo também programaram uma grande marcha pelas ruas de Caracas.

Na semana passada, os deputados já haviam votado favoravelmente à proposta no primeiro debate. A segunda sessão estava agendada para a terça-feira, 10, mas foi adiada. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia e irmão de Delcy, afirmou que, uma vez que a legislação seja aprovada, todos os presos políticos serão libertados no mesmo dia.

Em declarações à emissora Newsmax, ele acrescentou que não haverá eleições na Venezuela até que haja uma estabilização adequada, embora não tenha oferecido detalhes adicionais sobre esse processo. Por outro lado, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, insinuou que a aprovação da anistia poderia resultar em um gesto de reciprocidade dos Estados Unidos, que detêm Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Nova York.

Enquanto o debate sobre a anistia avança, a repressão por parte do regime continua. O opositor Juan Pablo Guanipa foi detido no domingo, 8, menos de 12 horas após ter sido solto. Ele foi enviado para cumprir prisão domiciliar em Maracaibo. Durante o breve período em que esteve livre, Guanipa percorreu Caracas de moto, encontrou familiares de presos políticos e pediu por novas eleições. As autoridades chavistas o acusaram de violar as condições de sua liberdade condicional.

Em resposta à situação de seu pai, o filho de Guanipa declarou a jornalistas em frente à residência da família em Maracaibo que, apesar do medo, a luta pela liberdade e pela paz deve continuar. "Medo, todos temos, mas precisamos continuar lutando para que possamos falar e viver em paz", afirmou.

Desta forma, a proposta de anistia na Venezuela representa um passo potencialmente significativo na busca por uma solução para a crônica crise política que o país enfrenta. A libertação de presos políticos pode ser vista como um gesto de boa vontade, mas é crucial que não se torne um mecanismo para proteger aqueles que violaram os direitos humanos.

As repercussões desta votação vão além das fronteiras da Venezuela, afetando a percepção internacional sobre o regime de Maduro e sua disposição para dialogar com a oposição. A comunidade internacional deve acompanhar de perto os desdobramentos desse processo.

Assim, é importante que a sociedade civil continue a se mobilizar em defesa da democracia e dos direitos humanos, garantindo que a anistia não seja utilizada como uma ferramenta de impunidade. A luta pela liberdade e pela justiça deve ser constante.

Finalmente, a transformação do Helicoide em um centro de esportes e serviços sociais pode ser interpretada como uma tentativa do governo de mudar a narrativa sobre a violência e a repressão que marcaram a gestão chavista. Contudo, a verdadeira mudança só ocorrerá quando houver respeito às liberdades civis e aos direitos dos cidadãos.

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Leonardo Jorge Medeiros

Sobre Leonardo Jorge Medeiros

Graduando em Engenharia Civil, analisa o impacto do desenvolvimento urbano no cotidiano dos moradores locais. Paixão por infraestrutura e pontes. Hobby principal inclui a escultura em argila e metal fundido.