Berkshire Hathaway Aumenta Participação na Alphabet e Vende Ações da Mastercard
16 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 9 dias
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A Berkshire Hathaway, empresa de investimentos dirigida por Warren Buffett, anunciou um aumento significativo em sua participação na Alphabet, a controladora do Google, durante o primeiro trimestre deste ano. Além disso, a companhia deu início a uma nova posição na Delta Air Lines e desfez-se de uma série de investimentos, incluindo ações da Mastercard, Visa, Aon e UnitedHealth Group.

As informações sobre essas movimentações foram divulgadas em um relatório trimestral conhecido como 13-F, que foi publicado logo após o fechamento do pregão na última sexta-feira. Este trimestre foi considerado um dos mais ativos na história do portfólio da Berkshire, que registrou mudanças substanciais na gestão de seus investimentos.

O gestor Todd Combs, que gerenciava um portfólio de aproximadamente US$ 15 bilhões dentro do total de mais de US$ 300 bilhões da Berkshire, deixou a empresa em dezembro para assumir um novo cargo no JPMorgan Chase. Em consequência, a empresa parece ter vendido a maior parte dos investimentos que estavam sob sua responsabilidade.

Até o dia 31 de março, a Berkshire elevou sua participação na Alphabet para quase 58 milhões de ações, um aumento considerável em relação às cerca de 18 milhões que possuía no final do ano passado. Essa posição agora está avaliada em cerca de US$ 23 bilhões. A Berkshire também adquiriu quase 40 milhões de ações da Delta Air Lines, o que representa uma nova participação que vale aproximadamente US$ 3 bilhões. Após o anúncio, as ações da Delta tiveram uma reação positiva, com um aumento de 3% no after-market, alcançando o valor de US$ 72,45.

No primeiro trimestre, a Berkshire Hathaway vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações, enquanto realizou compras que totalizaram US$ 16 bilhões, de acordo com o relatório 10-Q divulgado em 2 de maio. As compras da Alphabet e da Delta foram as mais significativas, enquanto as vendas foram concentradas em uma variedade de ações.

Entre as transações, a venda mais expressiva em termos de valor foi da Chevron, com a empresa reduzindo sua participação em aproximadamente 46 milhões de ações, agora totalizando 84 milhões. Essa posição está avaliada em cerca de US$ 16 bilhões, o que indica que a Berkshire provavelmente vendeu cerca de US$ 8 bilhões da gigante do petróleo no primeiro trimestre.

A Berkshire também iniciou uma pequena participação de 3 milhões de ações na Macy's, avaliada em cerca de US$ 55 milhões, além de triplicar sua participação no New York Times, que agora conta com 15 milhões de ações e está avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Outro movimento significativo foi o aumento da posição nas ações classe A da Lennar, que passou de 7 milhões para 10 milhões no mesmo período.

Essas mudanças no portfólio refletem não apenas a saída de Todd Combs, mas também a decisão da Berkshire de conceder mais autoridade de investimento ao gestor Ted Weschler, que agora é responsável por cerca de 6% do portfólio de ações, um aumento em relação aos 5% que gerenciava em 2025. O CEO Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett no final do ano passado, agora supervisiona todo o portfólio, enquanto Buffett continua como presidente do conselho e ainda pode influenciar decisões sobre os investimentos.

Desta forma, as recentes movimentações da Berkshire Hathaway refletem uma estratégia de adaptação às mudanças do mercado. A venda de ações de empresas tradicionais como Mastercard e Chevron, em contrapartida com a compra de participações na Alphabet e Delta, demonstra uma busca por inovações e setores que prometem crescimento.

Além disso, a saída de Todd Combs e a ascensão de Ted Weschler à liderança de investimentos sinalizam uma nova fase para a Berkshire, que pode se beneficiar de uma abordagem mais dinâmica e reativa ao mercado. Essa mudança, embora geradora de incertezas, também pode abrir portas para novas oportunidades.

Em resumo, é essencial que investidores e analistas acompanhem essas transformações no portfólio da Berkshire, pois elas podem impactar não apenas o desempenho da empresa, mas também o comportamento do mercado em geral. A diversificação e a escolha de setores estratégicos são fundamentais para o sucesso a longo prazo.

Assim, a capacidade de adaptação e a visão de futuro da Berkshire podem ser um exemplo a ser seguido por outras empresas, enfatizando a importância de se manter atualizado e pronto para as mudanças constantes do cenário econômico.


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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.