Déficit Orçamentário dos EUA Cai para US$ 95 Bilhões em Janeiro
11 FEV

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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O governo dos Estados Unidos registrou um déficit orçamentário de US$ 95 bilhões em janeiro deste ano. Esse valor representa uma queda de US$ 34 bilhões, ou seja, uma redução de 26% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O Departamento do Tesouro dos EUA informou que essa diminuição se deve principalmente ao aumento da arrecadação, que superou o crescimento das despesas, incluindo a receita de tarifas alfandegárias.

De acordo com a análise do Tesouro, se forem levadas em conta as variações orçamentárias que ocorrem normalmente, como pagamentos de benefícios em feriados e fins de semana, o déficit de janeiro teria sido de apenas US$ 30 bilhões. Essa cifra representa uma queda de US$ 52 bilhões, ou 63%, em relação ao mesmo mês de 2025.

No total, a receita arrecadada em janeiro somou US$ 560 bilhões, um aumento de US$ 47 bilhões, ou 9%, em comparação com o ano passado. Por outro lado, as despesas totalizaram US$ 655 bilhões, um aumento modesto de US$ 13 bilhões, ou 2%.

Nos primeiros quatro meses do ano fiscal de 2026, que começou em 1º de outubro, o déficit acumulado caiu para US$ 697 bilhões, uma redução de US$ 143 bilhões, ou 17%, em relação ao mesmo período do ano fiscal anterior. As receitas acumuladas totalizaram US$ 1,785 trilhão, um aumento de US$ 188 bilhões, ou 12%, em relação ao ano anterior. As despesas, por sua vez, chegaram a US$ 2,482 trilhões, um incremento de US$ 46 bilhões, ou 2%.

Tanto as receitas quanto as despesas de janeiro foram as mais altas já registradas para esse mês, mas o déficit não alcançou um recorde histórico, conforme informou um porta-voz do Tesouro durante uma coletiva de imprensa.

Um dos fatores que contribuíram para o resultado positivo em janeiro e no acumulado do ano foi o aumento significativo nas receitas provenientes das tarifas alfandegárias, que foram implementadas durante a administração do ex-presidente Donald Trump. As tarifas arrecadaram US$ 27,7 bilhões em janeiro, um valor semelhante ao de dezembro, mas abaixo da média de US$ 30 bilhões dos últimos meses do ano anterior. Em janeiro de 2025, mês em que Trump assumiu a presidência, as receitas de tarifas eram apenas US$ 7,3 bilhões.

No acumulado do ano fiscal, as tarifas alfandegárias líquidas totalizaram US$ 117,7 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 28,2 bilhões do ano passado. Outro fator que ajudou a reduzir o déficit foi uma queda de US$ 12 bilhões nos gastos do Tesouro com juros da dívida pública, que totalizaram US$ 72 bilhões em janeiro. Essa diminuição foi atribuída a ajustes nos pagamentos de títulos que são indexados à inflação.

Esses ajustes foram impactados por uma paralisação do governo que ocorreu entre outubro e novembro de 2025, além da publicação de dados sobre o índice de preços ao consumidor. Até o momento, os juros da dívida do Tesouro no acumulado do ano somaram US$ 426 bilhões, o que representa um recorde para o período, com um aumento de US$ 34 bilhões, ou 9%.

Desta forma, a queda no déficit orçamentário dos EUA em janeiro é um indicativo de que o governo está conseguindo equilibrar suas contas em um cenário econômico desafiador. O aumento na arrecadação, principalmente por meio de tarifas, mostra que estratégias fiscais podem trazer resultados positivos a curto prazo.

Entretanto, é fundamental que essa recuperação não seja vista como uma solução definitiva. As despesas públicas continuam a crescer e a sustentabilidade fiscal deve ser uma prioridade para evitar déficits futuros. A gestão responsável dos recursos é crucial para garantir que o crescimento econômico seja sólido e duradouro.

Além disso, a redução nos gastos com juros da dívida pública é um sinal encorajador. Isso pode liberar mais recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação. No entanto, é importante que as autoridades permaneçam atentas às possíveis flutuações nas taxas de juros e seus efeitos nas finanças do país.

Finalmente, a situação fiscal dos EUA deve ser monitorada de perto. O impacto de políticas econômicas, mudanças na arrecadação e nas despesas pode influenciar a trajetória do déficit nos próximos meses. O compromisso com a responsabilidade fiscal será determinante para a estabilidade econômica a longo prazo.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.