Deputado retira novas taxações do projeto de mobilidade urbana
16 FEV

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Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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O deputado José Priante, do MDB do Pará, que é o relator do novo marco legal da mobilidade urbana, decidiu retirar do projeto algumas propostas que poderiam criar novas taxações para financiar o transporte público. O projeto de lei 3278/21 já passou pelo Senado e teve sua urgência aprovada pela Câmara dos Deputados após uma reunião entre representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o presidente da Câmara, Hugo Motta, no início deste mês. Com essa aprovação, o projeto está agora pronto para ser votado no plenário da Casa.

Se o projeto for aprovado, ele promoverá as maiores mudanças no setor de transporte público desde a aprovação da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que ocorreu em 2012. Priante excluiu do seu relatório todo o artigo 30, que previa a implementação de novas taxações, como tarifas sobre estacionamento público, tarifas de congestionamento, e a taxação de plataformas de transporte como Uber e 99.

A medida foi tomada após uma controvérsia nas redes sociais sobre as novas tributações, que, segundo Priante, poderiam causar polêmica e invadir competências que são de responsabilidade dos municípios e estados. Ele afirmou que os dispositivos incluídos pelo governo federal no substitutivo aprovado pelo Senado em 2024 possuem questionamentos sobre sua constitucionalidade e jurisprudência contrária no Supremo Tribunal Federal (STF).

A retirada do artigo 30 não representa um fim definitivo para a criação de novas fontes de receita para o transporte público, mas deixa essa responsabilidade para as prefeituras. Priante ressaltou a importância de reunir apoio suficiente para a aprovação do projeto, que busca estabelecer um sistema semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o transporte coletivo, permitindo o repasse de verbas da União para custear a mobilidade urbana.

O projeto determina que ao menos 60% da arrecadação da Cide-Combustíveis deve ser destinada ao transporte público. Além disso, estabelece regras claras para as concessões no setor, evitando precariedade nos contratos e a falta de metas ou indicadores de desempenho por parte das empresas que prestam serviços de transporte.

O texto também separa a tarifa paga pelo usuário da tarifa de remuneração das empresas, permitindo que cada prefeito ou governador decida o nível de subsídio a ser aplicado nas passagens de ônibus e trens ou metrôs em suas regiões. A proposta ainda prevê que gratuidades e descontos tarifários, que atualmente representam 22% dos custos das tarifas, sejam cobertos por recursos já previstos em lei, sem onerar os demais passageiros.

Atualmente, existem 256 cidades no Brasil que utilizam subsídios públicos para facilitar o acesso dos passageiros ao transporte, além de 182 cidades que adotam a tarifa zero, seja de forma parcial ou total. Na semana passada, um grupo de nove entidades do setor, como a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) e a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), manifestou apoio ao PL 3278/21.

Em nota, as entidades afirmaram que o projeto, já aprovado no Senado e em fase de votação na Câmara, corrige distorções históricas e é fundamental para a modernização da mobilidade urbana no Brasil. Acreditam que isso permitirá que prefeituras e estados ofereçam um serviço de melhor qualidade e tarifas mais acessíveis, sem comprometer o equilíbrio fiscal ou criar novos impostos para a população.

O grupo destacou ainda que priorizar o transporte coletivo é o caminho para cumprir o que estabelece o artigo 6º da Constituição Federal, que reconhece o transporte como um direito social. Essa abordagem é vista como uma maneira de recuperar a demanda de passageiros e garantir a sustentabilidade e a qualidade de vida nas cidades. Por fim, a crítica ao projeto com alegações infundadas de aumento de impostos é interpretada como uma defesa do aumento das passagens e do sucateamento de um serviço essencial para todos os cidadãos.


Desta forma, a retirada das novas taxações do projeto de mobilidade urbana representa uma vitória para o diálogo entre os diversos setores interessados na questão. A medida evita a criação de mais encargos que poderiam onerar a população, especialmente em tempos de crise financeira. Além disso, permite que as prefeituras mantenham autonomia para decidir sobre suas próprias fontes de receita, respeitando as particularidades de cada local.

É essencial que os representantes públicos busquem soluções que garantam um transporte coletivo acessível e de qualidade, sem sobrecarregar os cidadãos com impostos adicionais. O foco na modernização do sistema de mobilidade deve ser uma prioridade, visando sempre a melhoria na qualidade de vida das pessoas. A proposta de destinação de 60% da arrecadação da Cide-Combustíveis para o transporte público é um passo positivo nesse sentido.

Por fim, a mobilidade urbana deve ser encarada como um direito e não como um privilégio. A garantia de um transporte coletivo eficiente é fundamental para promover a inclusão social e fomentar o desenvolvimento econômico. Assim, é importante que a sociedade civil e os gestores públicos continuem a dialogar sobre as melhores práticas e soluções para o setor.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.