Eleições no Peru e os Desafios de uma Economia em Instabilidade
11 ABR

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Cotidiano
Patrícia Soares Rocha Por Patrícia Soares Rocha - Há 2 horas
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O Peru se prepara para escolher seu novo presidente nas eleições marcadas para este domingo, 12 de abril de 2026. O país, que passou por diversas crises políticas nos últimos anos, apresenta um cenário econômico que, à primeira vista, parece positivo. Apesar das constantes trocas de governo, a economia peruana conseguiu crescer, mas especialistas alertam que a situação não é tão simples quanto parece.

Desde o início do século, o Peru tem sido visto como um exemplo de gestão macroeconômica, conseguindo manter suas contas públicas em ordem e atrair investimentos estrangeiros significativos. Contudo, essa aparente estabilidade econômica convive com uma política marcada por turbulências e incertezas. O economista Armando Mendoza, do Centro Peruano de Estudos Sociais, descreve a economia do país como uma "economia em modo zumbi", indicando que, apesar do crescimento, a instabilidade política exerce um impacto significativo sobre o desenvolvimento econômico.

Na disputa eleitoral, os dois candidatos mais fortes para o segundo turno são Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, e Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Ambos representam visões políticas distintas e prometem enfrentar os desafios impostos pela crise de governança no país.

Os fundamentos da economia peruana incluem uma estrutura aberta e um ambiente de segurança jurídica que tem atraído investimentos, diferentemente de outros países da região. A moeda peruana, o sol, é uma das mais estáveis da América Latina, e essa estabilidade é atribuída à gestão técnica do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP), que opera independentemente das pressões políticas.

Entretanto, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Peru tem diminuído desde 2018, especialmente após a renúncia do então presidente Pedro Pablo Kuczynski. Desde então, o país viu a sucessão de oito presidentes e, ignorando os efeitos da pandemia de covid-19, a média de crescimento econômico tem sido de apenas 2,3% ao ano. Esse índice, segundo especialistas, está aquém do potencial do país, que poderia estar crescendo a taxas de 5% ou 6% caso houvesse maior previsibilidade nas políticas governamentais.

As consequências dessa instabilidade são visíveis: em 2019, 20% da população vivia em situação de pobreza, e esse número aumentou para 27,6% em 2024. Além disso, a renda real formal não voltou aos níveis anteriores à pandemia. A turbulência política culminou em 2023, quando o então presidente Pedro Castillo foi destituído e preso, resultando em uma retração econômica de 0,55% naquele ano. Os peruanos enfrentam, portanto, o alto custo de uma política instável e um "carrossel político" que impede a implementação de políticas econômicas sustentadas.

Desta forma, a situação política do Peru reflete um ciclo vicioso que prejudica o crescimento econômico. A falta de estabilidade governamental gera incertezas no mercado, impactando diretamente o desenvolvimento. Uma gestão que priorize a continuidade das políticas públicas é essencial para reverter esse quadro.

O país possui recursos naturais abundantes, como ouro e cobre, que poderiam ser melhor explorados em um ambiente político estável. As autoridades devem se comprometer com a previsibilidade e a transparência, criando um clima favorável para os investidores. Isso é fundamental para garantir que os peruanos se beneficiem efetivamente do crescimento econômico.

Além disso, o fortalecimento das instituições democráticas é crucial para restaurar a confiança da população no governo e minimizar os impactos negativos das crises políticas. Um eleitorado informado e ativo pode pressionar por mudanças significativas.

Finalmente, as próximas eleições representam uma oportunidade histórica para que o Peru redefina sua trajetória política e econômica. A escolha do novo presidente pode moldar o futuro do país, e é vital que os eleitores considerem a estabilidade e a competência como fatores-chave na decisão.

Embora o crescimento econômico tenha sido registrado, é preciso lembrar que a verdadeira prosperidade só será alcançada com um ambiente político sólido e políticas públicas eficazes. Nesse sentido, o compromisso dos eleitores com a responsabilidade cívica será determinante para o futuro do Peru.

Em suma, as eleições deste domingo não são apenas uma escolha entre candidatos, mas uma oportunidade para o povo peruano decidir o rumo que deseja tomar, enfrentando os desafios de sua economia e a busca por um governo mais estável e eficiente.

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Patrícia Soares Rocha

Sobre Patrícia Soares Rocha

Antropóloga com foco em cultura popular e tradições brasileiras. Atua pesquisando costumes rurais e folclore regional. Paixão por literatura nacional contemporânea. Dedica-se ao bordado livre artesanal nas horas vagas.