Exercício físico no horário adequado pode trazer mais benefícios para a saúde do coração, segundo pesquisa
06 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 8 dias
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Praticar exercícios físicos regularmente é uma recomendação amplamente reconhecida como benéfica para a saúde do coração. No entanto, uma nova pesquisa indica que o horário em que esses exercícios são realizados pode influenciar de forma significativa os resultados obtidos. De acordo com o estudo, alinhar a prática de atividades físicas ao ritmo biológico individual pode potencializar os benefícios cardiovasculares, melhorar o metabolismo, a qualidade do sono e até aumentar a adesão aos treinos.

O estudo foi publicado na revista científica Open Heart e envolveu um ensaio clínico randomizado que incluiu 150 adultos sedentários, com idades entre 40 e 60 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos: um que realizava os exercícios no horário que correspondia ao seu cronotipo — que é a tendência natural de cada pessoa de ser mais ativa pela manhã ou à noite — e outro que se exercitava em horários que não estavam alinhados ao seu ritmo biológico. Após um período de 12 semanas, os resultados mostraram que aqueles que se exercitaram no horário que corresponde ao seu ritmo biológico obtiveram ganhos significativamente maiores.

Entre os principais resultados observados na pesquisa, destacam-se a redução da pressão arterial, a melhora na variabilidade da frequência cardíaca, o aumento da capacidade cardiorrespiratória, a diminuição do colesterol LDL, a queda da glicose em jejum e uma melhoria significativa na qualidade do sono. Por exemplo, a pressão arterial apresentou uma queda média de 10,8 mmHg entre os participantes que treinaram em horários compatíveis com seu cronotipo, em comparação com uma redução de apenas 5,5 mmHg no grupo que se exercitou em horários desalinhados. Para pessoas com hipertensão, a diferença foi ainda mais marcante, com uma redução de 13,6 mmHg no grupo alinhado contra 7,1 mmHg no grupo desalinhado.

O especialista Arsalan Tariq, um dos autores do estudo, destacou que pessoas com hipertensão já apresentam uma desregulação fisiológica maior, e que exercícios realizados em harmonia com o cronotipo podem ajudar a estabilizar processos circadianos, como a atividade simpática e os ritmos hormonais. Os resultados da pesquisa reforçam que não existe um único horário ideal para a realização de exercícios, pois isso varia de acordo com o perfil de cada indivíduo. Aqueles que têm um perfil matutino tendem a apresentar melhores resultados ao se exercitar pela manhã, enquanto os que são mais ativos à noite se beneficiam mais ao praticar atividades físicas nesse período.

O cronotipo é regulado pelo ritmo circadiano, que é um sistema interno que coordena várias funções do organismo ao longo do dia, como a pressão arterial, a frequência cardíaca, o metabolismo da glicose e o funcionamento vascular. Os pesquisadores afirmam que desalinhar os hábitos diários com esse "relógio biológico" pode prejudicar a saúde cardiovascular. Para identificar o próprio cronotipo, Arsalan Tariq sugere que as pessoas se perguntem quando se sentem mais alertas e produtivas. Se alguém acorda facilmente, se sente energizado pela manhã e tem sono cedo, essa pessoa provavelmente é do tipo matutino. Por outro lado, aqueles que têm mais dificuldade pela manhã, mas se sentem melhor à noite, são do tipo vespertino.

Outro achado importante da pesquisa foi que a adesão ao exercício foi maior entre os participantes que se exercitavam no horário que preferiam. Isso indica que respeitar o cronotipo não apenas melhora os resultados físicos, mas também aumenta a regularidade da prática de exercícios. Os autores do estudo afirmam que considerar o cronotipo ao prescrever exercícios pode ser uma estratégia simples e de baixo custo para melhorar a prevenção de doenças cardiovasculares. Embora os benefícios do exercício tenham sido observados em todos os participantes, eles foram mais intensos quando houve o alinhamento com o ritmo biológico.

Os pesquisadores também apontam algumas limitações do estudo, como o fato de os participantes serem provenientes de hospitais públicos em Lahore, além da exclusão de pessoas com cronotipo intermediário. Isso pode limitar a aplicação dos resultados em uma população mais ampla. Contudo, os autores afirmam que a pesquisa contribui para um crescente corpo de evidências que sugere que o horário em que se exercita pode influenciar diretamente os resultados de saúde. Para os especialistas, a incorporação dessa abordagem na prática clínica ainda precisa ser validada em populações mais diversas e em contextos reais, como trabalhadores em turnos e grupos multiétnicos.

Se confirmada em novos estudos, a estratégia de adaptar o horário da atividade física ao ritmo biológico pode revolucionar as recomendações de estilo de vida, tornando-as mais personalizadas e potencialmente mais eficazes na prevenção de problemas cardiovasculares. Tariq também menciona que, embora o estudo indique a viabilidade dessa abordagem no mundo real, a escalabilidade é complexa. Ele observa que muitas pessoas têm rotinas fixas de trabalho e família, tornando difícil a escolha do horário de exercício. Além disso, ele ressalta que os programas de saúde pública tendem a seguir um plano padrão, ao invés de planos personalizados, o que exige mudanças nos hábitos das pessoas, em vez de simplesmente seguir conselhos gerais.

Por fim, o autor acredita que, embora os achados não devam alterar de imediato as recomendações clínicas, certamente elas precisam ser aprimoradas. O estudo demonstra claramente que o exercício é eficaz em todos os casos, mas a maneira como ele é realizado pode fazer toda a diferença.


Desta forma, a pesquisa em questão oferece importantes insights sobre a prática de exercícios e sua relação com a saúde cardiovascular. Alinhar a atividade física ao cronotipo individual pode ser um passo significativo na prevenção de doenças que afetam o coração. Essa abordagem personalizada permite que cada pessoa maximize os benefícios de seus treinos, respeitando seu próprio ritmo biológico.

Além disso, a melhora na adesão aos treinos quando respeitado o cronotipo sugere que a motivação e a regularidade são fundamentais para a prática de exercícios. A saúde não deve ser vista apenas como a ausência de doenças, mas como um estado de bem-estar que inclui a atividade física regular.

Por fim, é essencial que as diretrizes de saúde considerem essas descobertas. Um olhar mais atento ao cronotipo pode não apenas melhorar a saúde individual, mas também impactar positivamente a saúde pública. A personalização das recomendações de exercícios é um caminho promissor que deve ser explorado.

Em resumo, a pesquisa abre um leque de possibilidades para a prática de exercícios, mostrando que o horário em que se exercita pode ser tão importante quanto a atividade em si. Essa nova perspectiva pode contribuir para a criação de estratégias mais eficazes na promoção da saúde cardiovascular.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.