Endividamento no Brasil atinge novo recorde, revela estudo da CNC
09 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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Em janeiro de 2026, o endividamento dos brasileiros voltou a aumentar, alcançando a marca de 79,5% da população, segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este índice iguala o recorde anterior registrado em outubro de 2025, refletindo uma preocupação crescente com a capacidade de pagamento das famílias brasileiras.

A pesquisa indica que o aumento no endividamento é especialmente significativo entre as famílias que recebem entre três e cinco salários mínimos, que viram a taxa de endividamento subir de 81,0% para 82,2% em apenas um mês. Isso sugere que os desafios financeiros estão se agravando para essa faixa da população, que representa uma parte considerável do mercado consumidor.

Por outro lado, as famílias que possuem renda superior a dez salários mínimos foram as únicas a observar uma leve queda na incapacidade de pagamento, o que destaca a disparidade econômica existente no país. Essa situação é preocupante, pois a alta no endividamento pode levar a um aumento na inadimplência, causando ainda mais dificuldades financeiras para os brasileiros.

Entre as modalidades de dívida, o cartão de crédito permanece como o principal responsável pelo endividamento, sendo utilizado por 85,4% dos devedores. Além disso, os carnês, os créditos pessoais e os financiamentos de casa e de carro também figuram entre as principais fontes de dívida. Um dado alarmante é que 16,1% dos entrevistados se classificam como "muito endividados", o que demonstra a gravidade da situação financeira enfrentada por muitos.

A CNC prevê que o endividamento deve continuar a crescer ao longo do primeiro semestre de 2026, à medida que os consumidores buscam maneiras de manter seu padrão de consumo. Entretanto, a expectativa é que a inadimplência diminua, impulsionada pelas projeções de uma redução na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, que pode aliviar a pressão sobre os consumidores.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, afirmou que há uma expectativa de alívio no aperto monetário a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa mudança pode ser crucial para melhorar a situação financeira das famílias brasileiras, oferecendo uma esperança de que as taxas de juros mais baixas possam ajudar a estabilizar o mercado e facilitar o pagamento das dívidas.

Desta forma, o aumento do endividamento entre os brasileiros reflete um problema econômico que precisa ser urgentemente abordado. A alta nas dívidas, especialmente entre as classes mais baixas, é um indicativo claro da pressão que os consumidores enfrentam para equilibrar suas finanças em um cenário de inflação e juros elevados.

Além disso, a predominância do uso do cartão de crédito como principal forma de dívida é alarmante e deve ser motivo de reflexão. Isso mostra como muitos acabam utilizando crédito de forma irresponsável, sem planejamento, o que pode levar a um ciclo vicioso de endividamento.

É essencial que o governo e as instituições financeiras promovam ações que incentivem a educação financeira, para que os consumidores consigam gerenciar melhor suas dívidas e evitar a inadimplência. Isso pode incluir campanhas de conscientização e programas de orientação sobre o uso responsável do crédito.

Por fim, a expectativa de uma redução na taxa Selic pode trazer um alívio temporário, mas é crucial que haja um planejamento a longo prazo para que as famílias possam se reerguer financeiramente. A recuperação econômica depende de estratégias que priorizem a estabilidade financeira da população.

Assim, é fundamental que tanto os consumidores quanto os agentes financeiros busquem um equilíbrio nas relações de crédito e consumo, promovendo uma cultura de responsabilidade e planejamento financeiro.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.