Ministério Público do Rio de Janeiro solicita afastamento do presidente do Rioprevidência
10 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 horas
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está movendo uma ação judicial contra o Banco Master e outros envolvidos, com o objetivo de evitar um prejuízo superior a R$ 1 bilhão no Rioprevidência, o fundo de previdência social do estado. A informação foi divulgada em uma nota na última sexta-feira, dia 10.

Na ação, o MPRJ pede a tutela de urgência, solicitando o afastamento do atual presidente do Rioprevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, e a suspensão imediata de contratos relacionados a um modelo de crédito chamado ‘CredCesta’. Além do presidente, também estão na mira da Justiça a empresa PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e dirigentes atuais do Rioprevidência, além do próprio Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a nota do MPRJ, a situação envolve um risco real de perda de cerca de R$ 970 milhões que foram investidos pelo fundo em títulos emitidos pelo Banco Master, cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central. A situação se complicou ainda mais devido a novos investimentos realizados posteriormente, aumentando o risco total para mais de R$ 1 bilhão.

A ação também questiona a legalidade do modelo de crédito ‘CredCesta’, que mistura empréstimos consignados com cartões de crédito. Essa combinação é apresentada de forma pouco transparente, o que pode ter levado aposentados e pensionistas a um ciclo de endividamento que não diminui suas dívidas, já que os descontos em folha de pagamento não reduzem efetivamente as obrigações financeiras.

O MPRJ argumenta que essa operação fere o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, principalmente porque afeta diretamente consumidores vulneráveis, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda que é essencial para a sobrevivência.

Outro ponto destacado na ação diz respeito a divergências sobre a forma de compensação. O Estado e o Rioprevidência sugeriram utilizar valores descontados de servidores para cobrir os prejuízos gerados pelos investimentos. No entanto, o GAESF/MPRJ argumenta que essa solução repassa indevidamente o ônus aos segurados, ao invés de responsabilizar os agentes que cometeram as irregularidades.

A ação também aponta indícios de falhas significativas na gestão do fundo previdenciário, como investimentos em instituições não credenciadas, mesmo após alertas de órgãos de controle. Para o GAESF/MPRJ, manter a atual gestão representa um risco de continuidade de práticas que podem piorar a situação financeira do Rioprevidência.

Neste contexto, o MPRJ solicita à Justiça a declaração de nulidade dos contratos que são considerados abusivos, a suspensão dos descontos em folha de pagamento e a responsabilização integral dos culpados pelos prejuízos. Além disso, pede a implementação de mecanismos que impeçam a repetição de operações semelhantes no sistema previdenciário do estado.

Desta forma, é fundamental que as autoridades responsáveis tomem as devidas providências para assegurar a transparência e a legalidade nas operações do Rioprevidência. A situação revela falhas que podem comprometer a segurança financeira dos aposentados e pensionistas.

As alegações de endividamento contínuo entre os beneficiários indicam a necessidade de uma revisão urgente nos métodos de concessão de crédito relacionados ao fundo previdenciário. Isso não apenas protegerá os direitos dos cidadãos, mas também promoverá uma gestão financeira mais responsável.

O pedido de afastamento do presidente da autarquia é um passo importante para garantir que novas práticas de gestão sejam adotadas. A responsabilização dos envolvidos deve ser uma prioridade para evitar que os problemas se repitam e para restaurar a confiança da população no sistema previdenciário do estado.

Finalmente, a implementação de mecanismos de controle e supervisão mais rigorosos é essencial. Isso ajudará a prevenir a ocorrência de situações semelhantes no futuro e a proteger os interesses dos segurados, que dependem desses recursos para sua sobrevivência.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.