Ministro Dias Toffoli é associado a empresa que utilizou CNPJ de prateleira para acelerar abertura
13 FEV

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Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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A família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, fez uso de um "CNPJ de prateleira" para facilitar a criação da Maridt Participações S.A., empresa da qual Toffoli é sócio. Essa companhia, que teve sua participação no resort Tayaya vendida ao Fundo Arllen, que está ligado a Daniel Vorcaro, utilizou este tipo de trâmite legal, que busca reduzir a burocracia na abertura de novas empresas. A informação foi inicialmente divulgada pelo Estadão e confirmada à CNN Brasil por André Luis Fonseca Sérgio, empresário responsável pelo repasse do CNPJ à família Toffoli.

André Sérgio esclareceu à CNN Brasil que não teve contato direto com a família do ministro. Segundo ele, o contato foi realizado por um advogado que solicitou um serviço de paralegal societário, que é a principal área de atuação de sua empresa. "Realizamos todos os registros de atualizações societárias, concluímos o trabalho e não tivemos mais contato", afirmou o advogado.

De acordo com a Junta Comercial de São Paulo, o CNPJ foi criado em 24 de agosto de 2020, em nome de André Sérgio e Tiago Damasceno Bernardino, sob o nome de Plataforma 27S Participações S.A. Após aproximadamente 40 dias, o CNPJ foi transferido para um dos irmãos do ministro, José Eugênio Dias Toffoli, passando a se chamar Maridt. Essa transferência foi oficializada em janeiro de 2021.

No mês de setembro do mesmo ano, a Maridt vendeu sua participação no resort Tayaya para o fundo ligado a Daniel Vorcaro. Até o fechamento desta reportagem, a CNN Brasil tentou contato com o ministro Dias Toffoli, tanto por meio do STF quanto diretamente com a Maridt, mas não obteve resposta.

A Maridt Participações não possui o ministro Dias Toffoli no quadro societário declarado à Junta Comercial, uma vez que, devido à natureza da empresa, apenas os administradores precisam ser listados no documento. No entanto, são mencionados como sócios José Eugênio Dias Toffoli e Igor Pires Toffoli, sobrinho do ministro.

A empresa descreve suas atividades como participação societária em outras empresas e holdings de instituições não financeiras, além da compra e venda de imóveis. O capital total declarado da Maridt é de R$ 150. A sede da empresa fica na Rua Doutor Zoroastro Gouveia, que é a residência de José Eugênio, conforme consta no contrato social. O imóvel está localizado em uma rua residencial de Marília e apresenta sinais de desgaste.

Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que a Maridt está devidamente registrada na Junta Comercial e com suas declarações em dia na Receita Federal. Além disso, a nota enfatiza que, de acordo com a legislação, o magistrado pode ser sócio de empresas e receber dividendos, desde que não exerça funções de gestão. Toffoli também mencionou que a empresa foi sócia do Tayaya até o início do ano passado, quando a participação foi encerrada através da venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e da venda do saldo remanescente à PHD Holding, marcada para 21 de fevereiro de 2025.

Desta forma, a utilização de um CNPJ de prateleira levanta questões sobre a transparência nas relações empresariais, principalmente quando envolvem figuras públicas. A prática, embora legal, pode gerar desconfiança em relação à real intenção por trás da criação de empresas desse tipo. É essencial que o público tenha acesso a informações claras e precisas sobre a atuação de seus representantes, especialmente no que diz respeito a potenciais conflitos de interesse.

Além disso, é importante que haja um debate mais amplo sobre a necessidade de regulamentações que tornem mais rígidos os processos de abertura de empresas, evitando que situações semelhantes ocorram no futuro. A sociedade merece saber se essas práticas são comuns e quais impactos podem ter na confiança nas instituições públicas.

Neste contexto, a fiscalização por parte de órgãos competentes se torna fundamental para garantir que a legislação vigente seja cumprida e que os interesses da população sejam preservados. A transparência deve ser um princípio norteador das ações de todos os servidores públicos, especialmente aqueles que ocupam posições de grande relevância, como ministros do STF.

Por último, a discussão sobre a ética na política e nos negócios deve estar sempre em pauta, buscando prevenir qualquer prática que possa ser interpretada como uma tentativa de manipulação ou favorecimento. A responsabilidade social e a integridade devem ser valores centrais na atuação de todos os que fazem parte da esfera pública.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.