Novo imposto de 12% sobre exportação de petróleo gera preocupações no setor, aponta IBP
08 ABR

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 dias
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O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) manifestou sua preocupação em relação ao novo imposto de exportação de 12% sobre o petróleo, afirmando que a medida é "desnecessária" e que pode agravar a percepção de risco em um ambiente de negócios já fragilizado. De acordo com o IBP, a implementação desse tributo se sobrepõe a mecanismos que já estão em vigor e que são adequados para arrecadação no setor.

A nota divulgada pelo IBP nesta manhã ressalta que o setor de óleo e gás já enfrenta uma carga tributária que representa cerca de 70% dos lucros no Brasil. A reação à criação do imposto, anunciada em 13 de março pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vem 26 dias após a comunicação oficial do governo. A entidade destaca que a nova taxa onera um setor que, entre 2010 e 2025, já contribuiu com mais de R$ 1 trilhão em impostos e contribuições.

O IBP critica a natureza meramente arrecadatória do novo tributo, afirmando que ele não é necessário, já que existem regras de arrecadação, como royalties e participação especial, que atendem à demanda tributária do setor. Segundo a entidade, com o preço do barril de Brent a US$ 90, as arrecadações adicionais geradas por esses mecanismos superam os R$ 50 bilhões, valor que é maior do que os R$ 40 bilhões previstos pelo governo para compensar o aumento dos preços do diesel.

A nota do IBP também aponta que o novo imposto pode afetar a segurança jurídica e a competitividade do petróleo brasileiro, criando um ambiente de instabilidade para investimentos em uma indústria que exige longo prazo e intensivo capital. A entidade defende que as políticas públicas voltadas para mitigar os impactos de choques geopolíticos devem garantir a estabilidade regulatória, essencial para assegurar investimentos e a reposição das reservas de petróleo.

É importante notar que diversos países têm discutido ou implementado medidas semelhantes, tributando extraordinariamente os lucros ou faturamento das empresas do setor de óleo e gás, mesmo aqueles que não são exportadores de petróleo e derivados. Essa realidade levanta a questão de como o Brasil pode se posicionar em um cenário global de crescente pressão tributária sobre o setor, sem comprometer sua competitividade.


Desta forma, a criação de um novo imposto sobre a exportação de petróleo suscita um debate relevante sobre a necessidade de repensar a tributação no setor. A insistência em aumentar a carga tributária, sem considerar o impacto sobre a competitividade, pode levar a resultados indesejados, como a fuga de investimentos essenciais para o crescimento econômico.

Além disso, a sobreposição de tributos já existentes pode gerar confusão e insegurança jurídica, dificultando a operação das empresas que atuam no setor de óleo e gás. A experiência de outros países que implementaram medidas semelhantes deve servir como alerta para a gestão pública brasileira, que precisa encontrar soluções mais equilibradas.

Em resumo, a proposta de um novo imposto deve ser cuidadosamente analisada em seu potencial impacto econômico. A defesa por uma arrecadação justa e eficiente é válida, mas deve estar alinhada à promoção de um ambiente de negócios estável e competitivo.

Por fim, a busca por alternativas que garantam a arrecadação necessária sem onerar excessivamente o setor é fundamental para a saúde econômica do Brasil. A implementação de políticas públicas que priorizem a segurança jurídica e a previsibilidade pode ser uma saída para resolver o impasse.

Assim, é imperativo que as autoridades considerem a experiência do setor e o contexto global antes de promover mudanças que possam afetar a confiança dos investidores e a trajetória de crescimento da indústria de petróleo e gás no Brasil.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.