Número de internações aumenta após incidente em piscina de academia em São Paulo
11 FEV

Carta Branca - As notícias de último minuto estão sempre aqui. Fique por dentro!

SAIBA MAIS
Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 2 meses
4229 3 minutos de leitura

No último sábado, uma mulher de 27 anos faleceu após participar de uma aula de natação em uma academia localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. O caso gerou preocupação, pois além da vítima, outras seis pessoas, incluindo seu marido, Vinicius de Oliveira, foram internadas com sintomas de intoxicação. A principal suspeita é a inalação de produtos químicos usados para a limpeza da piscina.

A academia, que operava sem alvará, foi interditada no dia seguinte à tragédia. Testemunhas relataram que tanto a mulher quanto seu marido notaram um odor e um gosto anormais na água antes de começarem a se sentir mal. A mulher sofreu uma parada cardíaca e não sobreviveu ao episódio.

Segundo informações da polícia, um balde de 20 litros contendo uma mistura química foi apreendido no local e passará por análises para determinar sua composição. Especialistas em saúde alertam para os riscos associados à mistura inadequada de produtos químicos. O médico clínico Niklas Söderberg, do Hospital Ipiranga, enfatizou que a segurança do cloro depende da dosagem correta e do controle técnico durante a sua aplicação.

De acordo com o médico, a intoxicação pode ocorrer especialmente quando há um excesso de cloro ou quando ele é misturado com outros produtos, como ácidos, resultando na liberação de gases tóxicos. Esses gases podem causar reações graves à saúde, como tosse intensa, dificuldades respiratórias e, em casos extremos, a necessidade de atendimento em UTI.

Os sintomas de intoxicação por inalação de gases tóxicos geralmente começam com irritação nos sistemas respiratório e ocular. Os sinais de alerta incluem ardor no nariz e na garganta, tosse persistente, chiado no peito e lacrimejamento. O médico também destacou que a água da piscina deve ser monitorada quanto à sua aparência e odor. Se houver um cheiro forte, ardência nos olhos ou dificuldade para respirar, é fundamental deixar a piscina imediatamente e buscar um local arejado.

Além disso, se ocorrerem sintomas mais severos, como desmaios ou vômitos persistentes, é crucial acionar o serviço de emergência. A saúde dos frequentadores deve ser prioridade, e medidas de segurança devem ser garantidas em ambientes aquáticos.


Desta forma, a tragédia ocorrida em São Paulo evidencia a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa das academias, especialmente no que se refere à segurança das piscinas. O uso inadequado de produtos químicos pode levar a consequências fatais, como demonstrado neste caso.

Em resumo, é fundamental que as autoridades de saúde e segurança pública intensifiquem as inspeções em estabelecimentos que oferecem atividades aquáticas. A falta de alvará e a negligência em relação aos protocolos de segurança não podem ser toleradas.

Assim, a conscientização sobre os riscos associados à água da piscina deve ser uma prioridade para todos os frequentadores e operadores de academias. Os sinais de alerta não podem ser ignorados, e qualquer anormalidade deve ser tratada com seriedade.

Finalmente, a educação dos usuários sobre como identificar problemas na qualidade da água é essencial para prevenir futuros incidentes. A responsabilidade não deve recair apenas sobre as academias, mas também sobre os usuários, que devem estar atentos às condições do ambiente onde praticam atividades físicas.

Gostou dessa notícia? Você pode compartilhá-la com seus amigos!

Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.