O que fazer após comprar um imóvel na planta: etapas até receber as chaves
15 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 9 dias
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Adquirir um imóvel na planta é uma opção interessante para quem procura preços mais acessíveis, a chance de valorização do patrimônio e maior flexibilidade nos pagamentos ao longo da obra. Segundo um especialista da MRV, a maior construtora da América Latina, essa modalidade tem se tornado cada vez mais popular entre os brasileiros.

Após a assinatura do contrato de compra e venda, o comprador deve seguir uma série de etapas financeiras e burocráticas até receber as chaves do imóvel. Essas etapas são geralmente divididas em duas fases: a primeira é o período da construção e a segunda se inicia após a entrega das chaves.

Durante a fase de construção, os pagamentos são feitos diretamente à construtora. Após a conclusão do empreendimento, normalmente, o financiamento bancário é acionado para quitar o saldo devedor restante. Mas como funciona exatamente o pagamento durante a construção?

As construtoras costumam elaborar uma tabela de pagamentos específica para o período de obra, que geralmente inclui parcelas menores no dia a dia e valores maiores em momentos estratégicos do contrato. Os custos são, em regra, divididos em: sinal de entrada, parcelas mensais, parcelas intermediárias (que podem ser trimestrais, semestrais ou anuais), parcela de chaves e o saldo devedor final. Esse formato varia dependendo do valor do imóvel, do prazo de entrega e das condições oferecidas pela construtora.

Antes de fechar o negócio, é essencial entender o total que será pago até a entrega das chaves e quais índices de correção serão aplicados. Um dos principais índices utilizados para correção das parcelas durante a construção é o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que reflete a variação dos custos de materiais e mão de obra. Por conta disso, o valor das parcelas pode aumentar ao longo da obra.

Após a entrega das chaves, se ainda houver saldo a ser pago diretamente à construtora, os reajustes normalmente passam a ser feitos com base em índices como o IPCA e o IGP-M. Além da inflação, juros previstos em contrato podem impactar no valor final. Por isso, é recomendável que o comprador leve em consideração não só o valor inicial das parcelas, mas também os reajustes futuros no planejamento financeiro.

Quando a obra é concluída e o imóvel recebe o Habite-se da prefeitura, inicia-se a etapa do financiamento bancário ou a quitação do saldo restante. O Habite-se é um documento que comprova que a construção foi finalizada conforme o projeto aprovado e atende às normas técnicas do município. Após a emissão desse documento, o comprador precisa:

1. Entregar documentos ao banco;
2. Passar pela análise de crédito;
3. Assinar o contrato de financiamento;
4. Quitar o saldo devedor com a construtora;
5. Receber oficialmente as chaves do imóvel.

É fundamental estar atento aos prazos, pois atrasos na documentação podem gerar cobranças de juros adicionais. Outra dúvida comum é sobre a possibilidade de usar o FGTS na compra de um imóvel na planta. A resposta é sim. O FGTS pode ser utilizado em diversos momentos da compra, desde que o comprador atenda às regras estabelecidas pela Caixa Econômica Federal e pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O recurso pode ajudar a compor a entrada, amortizar parcelas, reduzir o saldo devedor ou quitar parte do financiamento.

Um ponto que gera muitas incertezas é se o financiamento bancário começa na assinatura do contrato. Na maioria dos casos, ele só se inicia após a conclusão da obra e a emissão do Habite-se. Até este momento, o relacionamento financeiro ocorre diretamente entre o comprador e a construtora, o que pode causar confusão entre os consumidores.

Os documentos que precisam ser organizados são uma parte crucial do processo. Qualquer pendência pode atrasar a aprovação do crédito imobiliário. Os documentos mais frequentemente exigidos incluem:

- RG e CPF;
- Comprovante de renda;
- Comprovante de estado civil;
- Declaração de Imposto de Renda;
- Comprovante de residência;
- Extrato do FGTS;
- Certidões negativas, quando necessário.

É igualmente importante verificar se há pendências financeiras ou dívidas ativas que possam impedir a aprovação do financiamento. Especialistas destacam que a falta de planejamento financeiro é um dos principais problemas enfrentados pelos compradores de imóveis na planta. Entre os erros mais comuns estão:

- Assumir parcelas que extrapolam a renda;
- Ignorar os reajustes do INCC;
- Não criar uma reserva para parcelas intermediárias;
- Atrasar a entrega de documentos;
- Não comparar as condições de financiamento;
- Desconsiderar os custos extras da mudança.

Além das parcelas do imóvel, o comprador deve prever gastos com cartório, escritura, registro, mudança, instalação do imóvel, condomínio e IPTU após a entrega das chaves. Portanto, planejar a compra de um imóvel na planta é fundamental. Especialistas do mercado imobiliário afirmam que essa etapa é a mais importante do processo. Isso inclui ações como analisar o orçamento familiar, considerar futuros reajustes, comparar financiamentos, avaliar custos extras, acompanhar a evolução da obra e pesquisar a reputação da construtora.

Com uma organização financeira adequada e atenção aos detalhes do contrato, a compra de um imóvel na planta pode oferecer condições mais vantajosas e um maior potencial de valorização ao longo do tempo. É assim que começa (Vol. 2 É assim que acaba) + BRINDE.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.