Odebrecht conquista contratos significativos para nova linha do metrô em São Paulo
10 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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A Odebrecht Engenharia & Construção foi anunciada como a vencedora de uma grande licitação para as obras da nova linha 19-Celeste do metrô de São Paulo. Este contrato representa o maior projeto da empreiteira desde os desdobramentos da Operação Lava Jato, que afetou profundamente a empresa e o setor de construção no Brasil.

A empresa, que possui 35% de participação em um consórcio com a Álya, anteriormente conhecida como Queiroz Galvão, e a tuneladora italiana Ghella, assegurou os lotes 2 e 3 da nova linha. Agora, o próximo passo é a assinatura formal dos contratos, o que deve ocorrer em breve.

O prazo estipulado para a conclusão das obras é de 75 meses, cerca de seis anos e três meses, com início programado para 2027. A nova linha 19-Celeste terá uma extensão de 17,6 quilômetros e contará com 15 estações, projetadas para atender aproximadamente 630 mil passageiros diariamente.

Para o lote 2, que abrange o trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria, a Odebrecht apresentou uma proposta de R$ 6,705 bilhões. Já para o lote 3, que se estende entre as estações Catumbi e Anhangabaú, a proposta foi de R$ 6,896 bilhões. O processo de homologação da concorrência foi publicado na tarde desta segunda-feira, 9 de outubro, pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, que rejeitou um recurso apresentado pela Andrade Gutierrez, que ficou em segundo lugar na disputa.

Além deste recente contrato, a Odebrecht já havia conquistado outro importante acordo em dezembro, quando firmou um contrato com a Motiva, antiga CCR, para a extensão da Linha 5-Lilás do metrô. Este contrato, que chega a R$ 4,5 bilhões, será executado em parceria com a Yellow River, uma subsidiária do grupo chinês Power China.

Em 2025, a Odebrecht alcançou seu maior "backlog" desde 2014, período que coincide com o início da crise provocada pela Lava Jato. O "backlog" é um indicador crucial para empresas de construção, pois representa o valor dos contratos em execução, e sugere a continuidade do fluxo de caixa para a empreiteira. O valor do backlog da Odebrecht caiu de R$ 35 bilhões, no auge das construtoras brasileiras, para R$ 18 bilhões em 2015, quando os efeitos da Operação Lava Jato começaram a ser sentidos. O quadro de funcionários da empresa também sofreu drasticamente, passando de 75 mil para apenas 17 mil em uma década.


Desta forma, a vitória da Odebrecht nesta licitação representa um marco significativo na recuperação da empresa após a crise da Lava Jato. Este novo contrato pode sinalizar uma possível reestruturação e revitalização do setor de construção no Brasil. A importância da obra vai além das cifras, pois a nova linha do metrô pode melhorar a mobilidade urbana em São Paulo, impactando positivamente a qualidade de vida dos cidadãos.

No entanto, é fundamental que a empresa e o consórcio que a acompanha cumpram rigorosamente os prazos e padrões de qualidade estabelecidos. O histórico de irregularidades na construção civil no Brasil exige uma vigilância constante para evitar novos escândalos. A confiança da população nas instituições públicas e nas empresas privadas depende do respeito às normas e da transparência nas obras.

Além disso, a execução de projetos dessa magnitude deve considerar também a sustentabilidade e a inclusão social. As obras devem ser planejadas e executadas de forma a não causar impactos negativos ao meio ambiente e à comunidade local. A participação da sociedade civil no acompanhamento dos projetos é essencial para garantir que os benefícios sejam amplamente compartilhados.

Por fim, é necessário que o governo e as autoridades competentes ofereçam suporte e fiscalização durante toda a execução das obras. O comprometimento com a integridade e a eficiência nas obras públicas é crucial para evitar que o Brasil reviva os erros do passado. O futuro das grandes empreitadas no país depende do aprendizado com os erros do passado e do fortalecimento da ética no setor.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.