Pix deve se consolidar como principal meio de pagamento no e-commerce até 2028
10 FEV

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 2 meses
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O sistema de pagamentos instantâneos Pix está em vias de se tornar o principal meio de pagamento no e-commerce brasileiro, superando os cartões de crédito. Segundo um novo estudo da fintech Ebanx, o Pix deve representar metade das transações nesse mercado até 2028. Essa projeção destaca a rápida ascensão do sistema, que foi lançado pelo Banco Central no final de 2020.

Desde o seu lançamento, o uso do dinheiro em espécie no Brasil tem diminuído consideravelmente, e o Pix já superou, em 2023, o número de operações realizadas com cartões de crédito e débito. No ano passado, o sistema também chamou a atenção internacional, especialmente dos Estados Unidos, que investigaram práticas comerciais que poderiam ser consideradas desleais, questionando o papel duplo do Banco Central como operador do Pix e regulador do sistema financeiro.

A presença do Pix no mercado de pagamentos pressionou a participação dos cartões, que são dominados pelas empresas americanas Mastercard e Visa. Historicamente, o mercado brasileiro de e-commerce foi um bastião dos cartões de crédito, mas, segundo o estudo do Ebanx, o Pix já respondeu por 42% das compras online no ano passado, ligeiramente acima dos 41% dos cartões de crédito.

Baseando-se em dados da PCMI (Payments and Commerce Market Intelligence), o Ebanx projeta que a participação do Pix nas compras online deve chegar a 45% até o final deste ano e alcançar 50% em 2028. Nesse cenário, a vantagem sobre os cartões de crédito deve se ampliar para 14 pontos percentuais.

Eduardo de Abreu, líder global de produto do Ebanx, comentou que a introdução da funcionalidade de pagamentos recorrentes com o Pix, chamada de Pix Automático, no ano passado, contribuiu significativamente para a popularidade do sistema. Inicialmente, o Pix ganhou tração principalmente em transferências entre pessoas, mas atualmente, os pagamentos de pessoa para empresa (P2B) se tornaram a maior categoria em volume de transações com o Pix.

Dados do Banco Central indicam que, em janeiro, os pagamentos P2B representaram 46% do total de transações, em comparação aos 40% das transferências entre pessoas (P2P). Abreu ressaltou que a confiança da população no Pix tem crescido, assim como a sua disponibilização em diversos sites de e-commerce.

Apesar do crescimento do Pix, os cartões de crédito ainda mantêm um público cativo, principalmente devido à forte cultura de parcelamento das compras no Brasil. Muitos consumidores preferem parcelar pagamentos, especialmente em compras de maior valor, mesmo que o pagamento à vista com Pix ofereça desconto. Abreu explicou que, embora os descontos sejam vantajosos, muitos consumidores ainda sentem-se inseguros quanto a pagar à vista e acabam optando pelo parcelamento para manter um fluxo de caixa mais saudável.


Desta forma, a ascensão do Pix no Brasil revela não apenas uma mudança nos hábitos de pagamento, mas também uma adaptação do mercado financeiro às novas tecnologias. A rapidez e eficiência do sistema têm atraído cada vez mais usuários, que buscam alternativas mais práticas que os cartões de crédito.

Além disso, a possibilidade de pagamentos recorrentes com o Pix pode impulsionar ainda mais sua adoção entre empresas e consumidores, promovendo uma maior inclusão financeira. O desafio permanece em educar a população sobre os benefícios do pagamento à vista, especialmente em tempos de crise econômica.

É importante destacar que a resistência ao uso do Pix em compras de maior valor está intimamente ligada à cultura do parcelamento. A mudança nesse comportamento demandará tempo e uma maior oferta de informações sobre as vantagens do uso do sistema.

Assim, as empresas que adotam o Pix devem também considerar estratégias de marketing que incentivem o uso do pagamento à vista, oferecendo benefícios claros aos consumidores. O futuro do e-commerce no Brasil pode ser definido pela capacidade de integrar novas tecnologias de forma eficiente e segura.

Finalmente, o papel do Banco Central na regulação e promoção do Pix é fundamental. A confiança no sistema precisa ser mantida para que o crescimento se sustente e beneficie todos os segmentos da sociedade.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.