Proposta de nova taxa sobre apostas pode favorecer mercado ilegal, alertam especialistas
13 FEV

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 2 meses
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O setor de apostas esportivas no Brasil enfrenta uma nova preocupação com a proposta da "CIDE-BETS", atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Essa proposta prevê a criação de um tributo de 15% sobre os depósitos feitos pelos jogadores, o que significa que a cada R$ 100 depositados, apenas R$ 85 seriam disponibilizados para apostas. Esse imposto seria retido no momento da transação, impactando diretamente os apostadores.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que atuou como relator da proposta no Senado, esclareceu em entrevista à CNN Brasil que a CIDE-BETS incidiria no momento do depósito, diferente de outros impostos que são calculados sobre o lucro líquido. Segundo ele, essa abordagem é pensada para evitar que a arrecadação seja reduzida por estratégias que favorecem as empresas e prejudicam o Estado.

A expectativa é de que essa nova taxa possa arrecadar até R$ 30 bilhões anualmente, com os recursos sendo destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, que financia ações contra o crime organizado. No entanto, a proposta gera preocupações entre os profissionais do setor e especialistas, que temem que a taxação excessiva possa levar apostadores a optarem por plataformas ilegais, ampliando o mercado clandestino.

Eric Brasil, diretor da LCA Consultores, destacou que, atualmente, cerca de 50% do mercado de apostas no Brasil já opera fora da legalidade. Isso representa um volume significativo de R$ 38,5 bilhões que não são tributados. A preocupação é que a implementação de uma nova taxa possa incentivar ainda mais esse cenário, em vez de fortalecer o mercado legal.

Brasil argumenta que a dificuldade em combater o mercado ilegal de apostas não é um problema exclusivo do Brasil. Países ao redor do mundo enfrentam desafios semelhantes, e a luta para canalizar recursos para plataformas regulamentadas é uma prioridade. Para o setor, o grande desafio é combater a ilegalidade e garantir que os apostadores permaneçam nas casas de apostas regulamentadas.

A proposta da nova taxa está inserida no PL Antifacção, que foi aprovado pelo Senado no final do ano passado e retorna à Câmara dos Deputados. Vieira acredita que a tributação não deverá resultar em impactos negativos e que a migração de apostadores para o mercado ilegal não será uma consequência direta da nova taxa.

Contudo, especialistas apontam que o percentual de 15% pode ser considerado excessivo e que isso pode comprometer a arrecadação já garantida pela legislação atual. A análise sugere que a prioridade deve ser o combate ao mercado ilegal, pois aumentar a canalização de recursos do setor ilegal para o legal pode resultar em um aumento automático da arrecadação.

Desta forma, a introdução de um novo tributo sobre apostas esportivas no Brasil traz à tona questões importantes sobre a regulamentação do setor. Embora a intenção de arrecadar recursos para a segurança pública seja válida, é preciso considerar os efeitos colaterais de uma taxação elevada.

A migração de apostadores para o mercado ilegal pode ser uma consequência direta de políticas que não levam em conta as realidades do setor. A luta contra a ilegalidade deve ser prioritária, pois o aumento de arrecadação pode ser alcançado com a regularização e a confiança dos apostadores nas plataformas legais.

Os dados apresentados por especialistas como Eric Brasil evidenciam que a maior parte do mercado já opera de forma clandestina. Portanto, a busca por um equilíbrio entre a tributação e a atração de apostadores para o mercado regulado é essencial para o sucesso do setor.

Assim, é crucial que as autoridades analisem as consequências de suas decisões e busquem soluções que incentivem o crescimento do mercado legal, ao mesmo tempo em que combatem a ilegalidade. O futuro das apostas no Brasil depende de um diálogo aberto entre os legisladores e os representantes do setor.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.