R$ 10,6 bilhões em valores esquecidos em bancos podem ser utilizados no programa Desenrola 2.0
12 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 3 dias
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O Banco Central divulgou, nesta terça-feira, 12 de setembro, informações sobre valores esquecidos em instituições financeiras. Um total de R$ 10,6 bilhões está disponível para 45,3 milhões de pessoas físicas e 5 milhões de empresas. Os dados mostram que R$ 8,1 bilhões pertencem a indivíduos, enquanto R$ 2,4 bilhões são de empresas, conforme levantamento realizado em março.

Desde o início do programa, R$ 14,6 bilhões já foram devolvidos aos cidadãos. Desses, R$ 10,7 bilhões foram reembolsados a 35,6 milhões de pessoas físicas e R$ 3,8 bilhões a 4,4 milhões de empresas. A maior parte dos valores que ainda estão a receber, cerca de 62,9%, refere-se a quantias entre R$ 0,01 e R$ 10. Valores que variam entre R$ 10,01 e R$ 100 representam 24,2% do total, enquanto quantias de R$ 100,01 a R$ 1.000 correspondem a 10,9%. Apenas 2% do total é composto por valores acima de mil reais.

Os cidadãos podem consultar se têm valores a receber em bancos e outras instituições que são supervisionadas pelo Banco Central através do Sistema de Valores a Receber (SVR). Essa consulta é totalmente gratuita.

Utilização de Valores para o Desenrola 2.0
Os recursos que estão "esquecidos" nas contas bancárias poderão ser utilizados como garantia no novo programa Desenrola 2.0, que visa a renegociação de dívidas do governo federal. A equipe econômica estima que entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões desses valores poderão ser mobilizados para esta finalidade. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que um edital será publicado para que as pessoas possam resgatar esses recursos que não foram reclamados.

Além disso, 10% dos valores resgatados serão reservados para pagamentos a pessoas que ganharem ações judiciais no futuro.

Como Consultar e Solicitar Valores
Para verificar se há algum montante disponível nas instituições financeiras e solicitar a devolução, os cidadãos devem acessar o SVR. Este sistema foi criado para facilitar a consulta a valores esquecidos ou inesperados em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras. A adesão ao serviço de solicitação automática de valores é opcional.

Para ativar essa função, é necessário ter uma conta no gov.br com o selo prata ou ouro de segurança, além da verificação em duas etapas. O processo para habilitar a função é simples:

  • Acesse o site gov.br;
  • Informe seu CPF e senha;
  • Consulte o SVR utilizando seu CPF e data de nascimento;
  • Se houver valores a receber, selecione a vinculação da conta via Pix;
  • Ative a função.

Com a funcionalidade ativada, o correntista não receberá notificações do Banco Central sobre valores a serem devolvidos. O crédito será feito automaticamente na conta do cidadão. Vale ressaltar que essa funcionalidade está disponível apenas para pessoas físicas com chave Pix vinculada ao CPF, não se aplicando a empresas.

Desta forma, a possibilidade de resgatar valores esquecidos em instituições financeiras é uma oportunidade significativa para milhões de brasileiros. O uso desses recursos no programa Desenrola 2.0 pode auxiliar na regularização de dívidas e contribuir para a recuperação financeira das famílias.

Além disso, a iniciativa do governo em reservar uma parte dos valores para ações judiciais futuras demonstra um compromisso com a justiça e a transparência no uso dos recursos. A mobilização de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões pode trazer alívio a muitos que enfrentam dificuldades financeiras.

Entretanto, a eficácia desse programa dependerá da capacidade de comunicação e conscientização do governo em relação à população. É fundamental que as informações sobre o SVR e o processo de resgate sejam amplamente divulgadas e compreendidas.

Por fim, é essencial que cidadãos que se enquadram nessa situação aproveitem a oportunidade de verificar seus direitos. Com a adesão ao sistema, muitos poderão encontrar uma solução para suas pendências financeiras e, assim, facilitar a recuperação econômica.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.