Suzano registra queda no resultado operacional do 4º trimestre conforme esperado pelo mercado
10 FEV

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, divulgou nesta terça-feira (10) os resultados do quarto trimestre de 2024, que mostraram uma queda no resultado operacional, em linha com as expectativas do mercado. Segundo informações da LSEG, a empresa anunciou que a produção de celulose este ano será cerca de 3,5% menor do que sua capacidade nominal anual. Essa decisão, conforme a companhia, foi tomada com base na avaliação de que o aumento do volume marginal não traria um retorno financeiro adequado.

Além disso, a Suzano revelou um programa de recompra de ações que envolve até 6,5% do total de papéis em circulação, o que equivale a até 40 milhões de ações. No fechamento do pregão desta terça-feira, os papéis da empresa estavam cotados a R$ 51,17, apresentando uma queda de 0,43% em relação ao dia anterior.

No último trimestre do ano, a Suzano reportou um resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), ajustado em R$ 5,58 bilhões, o que representa uma queda de 14% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os analistas esperavam que a empresa registrasse um Ebitda em torno de R$ 5,4 bilhões, segundo dados da LSEG.

A queda no Ebitda em relação ao ano anterior é atribuída, em parte, à valorização do real frente ao dólar e à diminuição do preço médio líquido da celulose. Contudo, a companhia conseguiu compensar parte desses impactos com um aumento no volume de vendas e uma redução nos custos de produção, que atingiram o menor nível desde o final de 2021.

De acordo com a Suzano, o custo caixa de produção de celulose no quarto trimestre foi de R$ 778 por tonelada, uma queda de 3,6%, sem incluir paradas de manutenção. Quando consideradas as paradas, o custo caixa foi de R$ 809 por tonelada, representando uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O lucro líquido da Suzano no quarto trimestre foi de R$ 116 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 6,7 bilhões registrado no mesmo período de 2024. Essa recuperação foi impulsionada em parte por efeitos cambiais que afetaram o resultado financeiro da empresa.

A receita líquida da companhia somou R$ 13,1 bilhões, o que representa uma queda de 8% em comparação ao ano anterior. A Suzano vendeu 3,4 milhões de toneladas de celulose no quarto trimestre, um aumento de cerca de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, embora o preço médio tenha caído 8% na mesma comparação.

Os analistas projetavam que a Suzano apresentasse uma receita de R$ 12,5 bilhões no quarto trimestre. Ao final de dezembro, a alavancagem financeira da empresa foi de 3,2 vezes em dólares, comparada a 2,9 vezes no final de 2024.


Desta forma, a performance da Suzano no último trimestre revela um cenário desafiador para a companhia, que, apesar das quedas nos resultados, parece ter tomado decisões estratégicas adequadas para enfrentar a situação atual. A redução na produção e a recompra de ações são medidas que podem ajudar a estabilizar a empresa em um mercado volátil.

Além disso, o aumento nas vendas de celulose, mesmo com a queda nos preços, demonstra que a companhia está conseguindo manter sua competitividade. Essa resiliência é crucial para que a Suzano consiga se adaptar às mudanças econômicas e continuar sendo uma referência no setor.

Por outro lado, a alavancagem financeira ainda é uma preocupação, pois o aumento nesse indicador pode limitar as opções da empresa para investimentos futuros. É essencial que a Suzano encontre um equilíbrio entre crescimento e controle de custos para garantir sua sustentabilidade a longo prazo.

Em resumo, enquanto a Suzano enfrenta desafios significativos, as medidas apresentadas podem ser vistas como passos positivos em direção à recuperação. A capacidade de se adaptar e implementar ações eficazes será fundamental para que a companhia continue a prosperar em um ambiente econômico incerto.

Assim, o mercado deve acompanhar de perto as próximas estratégias da Suzano, especialmente em relação à produção e ao posicionamento em um cenário que ainda apresenta muitas incertezas. O futuro da empresa dependerá de sua habilidade em inovar e se ajustar às demandas do mercado.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.