Taxas de Juros Futuros Apresentam Queda Leve em Dia Positivo para Ativos Brasileiros
09 ABR

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Economia
Ana Clara Santos Lopes Por Ana Clara Santos Lopes - Há 15 horas
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As taxas dos DIs (Depósito Interfinanceiro) encerraram a quinta-feira, dia 9, com leves quedas, em um ambiente favorável para os ativos brasileiros. Isso ocorre em meio às repercussões do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries apresentavam sinais mistos ao final da tarde.

O preço do petróleo no mercado internacional voltou a subir, porém ainda se mantém abaixo dos US$ 100 por barril. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,395%, registrando uma queda de 6 pontos-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 13,459%. Na parte mais longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 ficou em 13,62%, com uma leve redução de 1 ponto-base em relação à taxa anterior de 13,63%.

Desde que foi anunciado o cessar-fogo na terça-feira, houve uma significativa redução nas taxas para janeiro de 2028 e janeiro de 2035, com diminuições de 54 e 31 pontos-base, respectivamente. Na quarta-feira, as taxas despencaram ainda mais, à medida que os investidores começaram a eliminar os prêmios de risco associados ao conflito, além de precificarem uma possível redução de 50 pontos-base na Selic neste mês.

No entanto, nesta quinta-feira, as incertezas quanto à efetividade do cessar-fogo e à normalização do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz limitaram o otimismo. O tráfego na região permanece abaixo de 10% do volume normal, enquanto o Irã reafirmou seu controle sobre a área, orientando os navios a permanecerem em suas águas territoriais. Em contrapartida, Israel lançou novos ataques a alvos no Líbano, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, indicou que o país deve iniciar negociações de paz que envolvem o desarmamento do Hezbollah.

Esse contexto fez com que as taxas dos DIs permanecessem próximas à estabilidade ou registrassem leves altas durante a manhã, mas migraram para o campo negativo perto do meio-dia, acompanhando a perda de força dos rendimentos dos Treasuries.

Às 13h, a taxa do DI alcançou a mínima intradia de 13,335%, com uma diminuição de 12 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Por sua vez, o DI para janeiro de 2035 atingiu uma mínima de 13,575%, com queda de 6 pontos-base. A redução das taxas futuras está em sintonia com a desvalorização do dólar frente ao real e o avanço do Ibovespa, que pela primeira vez na história superou os 195 mil pontos.

Durante a tarde, a curva a termo indicava uma probabilidade de 76% para um corte de 25 pontos-base na Selic no fim deste mês, em contraste com 24% de chance de uma redução maior, de 50 pontos-base. Esses percentuais são semelhantes aos observados no final da sessão anterior, mas diferem da precificação que existia antes do cessar-fogo.

Na terça-feira, antes do acordo entre os EUA e o Irã, a curva precificava 92% de chance de um corte de 25 pontos-base na Selic, enquanto apenas 8% acreditavam que a taxa permaneceria em 14,75% ao ano.

No cenário econômico dos Estados Unidos, os investidores também reagiram a dados recentes sobre a economia do país. O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA cresceu 0,5% no quarto trimestre de 2025, um pouco abaixo da alta de 0,7% que havia sido projetada em pesquisa realizada pela Reuters com economistas. O núcleo do índice de inflação PCE, que é amplamente monitorado pelo mercado, subiu 0,4% em fevereiro, em linha com as expectativas.

Além disso, os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos totalizaram 219 mil na semana passada, superando a estimativa de 210 mil apresentada pela Reuters.

Às 16h39, o rendimento do Treasury de dois anos, que indica as expectativas para as taxas de juros de curto prazo, apresentou uma queda de 2 pontos-base, ficando em 3,777%. Já na ponta longa da curva, o retorno do título de 30 anos subiu 1 ponto-base, alcançando 4,899%.

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Ana Clara Santos Lopes

Sobre Ana Clara Santos Lopes

Graduanda em Economia pela FGV, entusiasta de criptoativos e finanças pessoais. Escreve sobre as flutuações do mercado brasileiro e tendências globais de investimento. Ama culinária vegana e descobrir novos sabores regionais.