Amazon envia cheques a brasileiros após acordo judicial nos EUA
05 FEV

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Vinícius de Moraes Neto Por Vinícius de Moraes Neto - Há 2 meses
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Recentemente, alguns brasileiros começaram a receber cartas dos Estados Unidos contendo cheques da Amazon, que podem chegar a até US$ 51 (aproximadamente R$ 269). Essa ação é parte de um acordo judicial de US$ 2,5 bilhões que a empresa firmou com o governo norte-americano, após denúncias de práticas abusivas relacionadas ao serviço Amazon Prime.

O acordo, realizado em 25 de setembro de 2025, surgiu de um processo movido pela Federal Trade Commission (FTC), que acusou a Amazon de enganar os consumidores para inscrevê-los no Prime e dificultar o cancelamento do serviço. A compensação é destinada a clientes que assinaram o Prime entre 23 de junho de 2019 e 23 de junho de 2025, mas apenas aqueles que utilizaram o site americano, e não o brasileiro.

Além dos cheques, a Amazon informou que parte do reembolso será feita automaticamente através de aplicativos de pagamento eletrônico, como PayPal e Venmo. A Amazon Brasil confirmou o envio dos cheques e disponibilizou um link para que os interessados possam encontrar mais informações sobre o acordo: https://www.subscriptionmembershipsettlement.com/. No entanto, a empresa não comentou sobre quantos brasileiros foram contemplados.

Um dos beneficiados foi o brasileiro Luan Melito, que recebeu um cheque de apenas US$ 1,99 (cerca de R$ 10). Ele relatou que sua conta do Amazon Prime é brasileira, mas que precisou mudar o idioma do site para realizar uma compra nos Estados Unidos. Luan inicialmente pensou que a carta era um golpe, mas ao investigar, descobriu que outras pessoas também estavam recebendo os cheques.

Mas por que Luan recebeu um valor tão baixo? No site dedicado ao reembolso, a Amazon explica que alguns clientes podem receber quantias menores devido a reembolsos ou créditos já concedidos. Além disso, clientes que participaram de testes do Prime que exigiam um pagamento simbólico podem também ser afetados.

Na carta, Luan foi informado de que ele tem até 21 de fevereiro de 2026 para depositar o cheque. No entanto, ele enfrenta dificuldades para acessar o valor, já que o processo de resgate exige um PIN, que não está presente no cheque. O documento também não esclarece se o depósito pode ser feito em bancos brasileiros. O g1 entrou em contato com a Amazon para obter mais informações, mas ainda aguarda resposta.

Outros brasileiros relataram receber valores maiores, como US$ 12 (R$ 63), US$ 15 (R$ 79), US$ 25 (R$ 130) e até US$ 51 (R$ 269). Um usuário nas redes sociais comentou que receber um cheque da Amazon dos EUA foi uma experiência inusitada, e ele se questionou sobre a validade do documento e a possibilidade de depósito, descrevendo a situação como uma das mais estranhas que já vivenciou.

Opinião da Redação: A situação envolvendo os cheques da Amazon traz à tona um tema relevante: a proteção do consumidor em um mundo cada vez mais digital. O acordo judicial representa um passo importante na responsabilização de empresas que utilizam práticas enganosas, mas também revela a vulnerabilidade de muitos usuários que, mesmo ao serem ressarcidos, enfrentam dificuldades práticas na hora de acessar os valores. É essencial que as empresas não apenas cumpram as determinações legais, mas que também se esforcem para oferecer um atendimento claro e eficiente aos seus clientes, especialmente em situações como essa, que envolvem reembolsos internacionais. Além disso, é fundamental que os consumidores estejam sempre atentos e informados sobre seus direitos, especialmente em serviços que envolvem assinaturas e pagamentos recorrentes. A comunicação clara e a transparência nas relações de consumo são indispensáveis para evitar mal-entendidos e garantir que os direitos dos usuários sejam respeitados. Finalmente, é necessário que reguladores e instituições de defesa do consumidor continuem a fiscalizar e atuar em casos semelhantes, garantindo que práticas abusivas não se tornem comuns no mercado.

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Vinícius de Moraes Neto

Sobre Vinícius de Moraes Neto

Analista de sistemas com MBA em Segurança Cibernética. Atua protegendo dados críticos de grandes corporações nacionais. Paixão por cultura de código aberto e Linux. Constrói robôs autônomos como seu hobby principal.