FMU implementa novo modelo de avaliação acadêmica utilizando inteligência artificial
07 FEV

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Hugo Valente Barros Por Hugo Valente Barros - Há 2 meses
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O Centro Universitário FMU deu início aos testes de um inovador método de avaliação acadêmica, que visa validar a aprendizagem dos alunos em um cenário em que as ferramentas de inteligência artificial estão se tornando cada vez mais comuns. Este novo modelo foi desenvolvido em parceria com a plataforma TasqClass e integra a entrega de estudos de caso a uma etapa de validação por vídeo, mediada pela inteligência artificial. Com essa abordagem, a FMU busca aprimorar o processo de aprendizado e avaliação dos estudantes, tornando-o mais dinâmico e interativo.

O funcionamento do sistema é baseado em um fluxo automatizado. Após o aluno submeter a solução de um desafio técnico, a plataforma gera um link para uma videochamada. Nesta fase, a inteligência artificial conduz uma série de perguntas estruturadas que visam explorar as escolhas, estratégias e justificativas apresentadas pelo estudante em seu trabalho. O principal objetivo dessa metodologia é cruzar o conteúdo enviado com a capacidade do aluno de defender seu raciocínio durante a apresentação.

Thiago Campos, um aluno de 25 anos do curso de administração, participou dessa experiência e a descreveu como uma abordagem diferente das avaliações tradicionais. Ele comentou que, apesar de o formato em vídeo poder causar um certo nervosismo inicialmente, a atividade acabou por agregar conhecimento, pois estava alinhada ao conteúdo ensinado ao longo do semestre e contou com o apoio do corpo docente. "Gostei do desafio e sinto que me incentivou a estudar ainda mais", afirmou Campos.

A correção das avaliações neste novo formato é realizada com base em dois critérios principais. Uma parte da nota analisa a qualidade técnica da solução apresentada pelo aluno, enquanto a outra avalia o desempenho durante a arguição em vídeo. Os professores, responsáveis pela supervisão do processo, recebem o resultado consolidado e notificações automáticas da ferramenta caso sejam detectados indícios de irregularidades nas gravações ou nas respostas dadas pelos alunos. Essa questão é de suma importância, uma vez que a FMU busca garantir a integridade e a qualidade das avaliações.

Ricardo Ponsirenas, reitor da FMU, destacou que essa nova metodologia muda a abordagem do controle sobre o uso de tecnologias externas no ambiente acadêmico. "Esse modelo rompe com a lógica de ‘pegar ou não pegar’ o uso de inteligência artificial. O grande gargalo do ensino superior é que o aluno seja capaz de compreender, explicar e sustentar suas próprias decisões", afirmou o reitor, enfatizando a necessidade de uma formação mais completa e crítica para os estudantes.

O projeto piloto foi aplicado na disciplina de gestão estratégica de projetos, que faz parte do curso de administração da instituição. A FMU tem planos de expandir esse método de avaliação a partir de 2026, abrangendo outras disciplinas nas modalidades presencial, semipresencial e a distância. Essa expansão visa proporcionar a todos os alunos a oportunidade de vivenciar essa nova forma de avaliação, que promete revolucionar a maneira como o aprendizado é medido nas instituições de ensino superior. Com isso, a FMU se posiciona na vanguarda do uso de tecnologia na educação, buscando sempre a melhoria contínua do processo de ensino-aprendizagem.

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Hugo Valente Barros

Sobre Hugo Valente Barros

Engenheiro de Software com pós-graduação em Ciência de Dados. Atua criando soluções complexas e seguras em nuvem para startups. Paixão por automação residencial e explora a impressão 3D para criar objetos úteis.