Carrefour apresenta novo plano estratégico até 2030 com foco no Brasil
18 FEV

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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O Carrefour, uma das maiores redes de varejo do mundo, anunciou nesta quarta-feira, 18 de outubro, um novo plano estratégico que visa reduzir custos em 1 bilhão de euros por ano. Essa medida faz parte da nova abordagem do presidente-executivo Alexandre Bompard, que tem como objetivo aumentar os lucros e concentrar esforços nos principais mercados da empresa: França, Espanha e Brasil.

Embora o grupo varejista também planeje implementar reduções de preços, essas alterações serão compensadas por economias geradas pela aceleração do modelo de franquias na França e pelo aumento do uso de inteligência artificial, dados e tecnologia em suas operações. O Carrefour tem como meta aumentar sua margem operacional de 2,6% em 2025 para 3,2% em 2028 e, finalmente, alcançar 3,5% em 2030. Além disso, a empresa almeja acumular um fluxo de caixa livre líquido de 5 bilhões de euros entre 2026 e 2028.

No Brasil, o Carrefour, que é o maior varejista de alimentos da Europa, pretende alcançar uma participação de mercado de 20% até 2030. Para isso, o plano inclui a abertura de mais 70 lojas Atacadão no país, totalizando 455 unidades. O grupo também tem como objetivo dobrar o GMV (valor bruto de mercadorias) do e-commerce do Atacadão até 2030. Em outra iniciativa, a empresa anunciou o lançamento da marca própria "Bulnez", que contará com 500 itens disponíveis no Atacadão até 2028.

O presidente da empresa, Alexandre Bompard, destacou que o Carrefour está adotando um novo e ambicioso plano estratégico, que é "radicalmente focado no crescimento e na melhoria da rentabilidade". Este é o terceiro plano estratégico desde que Bompard assumiu a liderança da empresa em julho de 2017. O grupo está enfrentando um ambiente desafiador, especialmente em um mercado competitivo como o francês, além de um consumo fraco tanto na França quanto no Brasil.

As ações do Carrefour estão cerca de 29% abaixo do seu valor de mercado desde o início da gestão de Bompard. A margem de lucro operacional da empresa diminuiu desde o começo da pandemia em 2020. Para 2026, o Carrefour estabeleceu a meta de um crescimento de mais de 25 pontos-base na margem operacional em comparação a 2025. Para alcançar esses objetivos, a empresa planeja um investimento anual (capex) de 1,8 bilhão de euros no início do plano, em 2026, aumentando esse valor para cerca de 2 bilhões de euros até o final do plano, em 2030.

Esses investimentos serão direcionados principalmente à modernização e expansão das lojas, especialmente no Brasil, além de inovações relacionadas à inteligência artificial, tecnologia e dados. Parte de uma revisão estratégica iniciada há um ano, o Carrefour já começou a se desfazer de ativos não essenciais. Recentemente, a empresa fechou um acordo para vender sua operação na Itália e, na semana passada, anunciou a venda de sua unidade na Romênia para a Paval Holding por 823 milhões de euros. A companhia também fechou o capital da sua unidade no Brasil, conhecida como Carrefour Brasil, e refinanciou sua dívida.

Segundo o novo plano estratégico, o Carrefour pretende atingir uma participação de mercado de 25% na França até 2030 e busca consolidar a segunda posição no mercado espanhol.

Desta forma, o Carrefour se posiciona diante de um mercado cada vez mais competitivo, adotando uma estratégia que promete não apenas focar no crescimento, mas também na sustentabilidade de suas operações. A redução de custos e o aumento do uso de tecnologia são passos necessários para se manter relevante.

A busca por uma maior participação de mercado no Brasil é um reflexo da confiança que a empresa deposita no potencial do varejo nacional. A abertura de novas lojas e a ampliação de sua operação digital são movimentos que podem fortalecer sua presença no país.

Entretanto, a estratégia de crescimento deve ser acompanhada de uma análise cuidadosa do comportamento do consumidor, que tem se mostrado volúvel e exigente. A capacidade de adaptação do Carrefour a essas mudanças será crucial para o sucesso do plano.

Ademais, a introdução da marca própria "Bulnez" pode ser um diferencial interessante, desde que a qualidade dos produtos corresponda às expectativas dos consumidores. Essa ação pode não apenas aumentar a competitividade, mas também fidelizar um público que busca opções acessíveis e de qualidade.

Finalmente, o investimento em tecnologia e inovação é um caminho promissor. A utilização de inteligência artificial e dados pode otimizar processos e melhorar a experiência do cliente, fatores que se tornam cada vez mais essenciais em um mercado tão dinâmico.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.