Crescimento do crédito consignado é um fator que aumenta o endividamento no Brasil, afirma estudo do CLP
08 MAI

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 5 dias
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Um recente estudo realizado pelo CLP (Centro de Liderança Pública) aponta que a alta oferta de crédito, especialmente na modalidade consignada, tem contribuído significativamente para o aumento do endividamento entre os brasileiros. Os empréstimos consignados, que incluem tanto os provenientes de instituições públicas, como o INSS, quanto os de instituições financeiras privadas, são considerados uma opção de crédito mais acessível em termos de juros. No entanto, a facilidade de acesso a esses empréstimos está levando a um crescimento alarmante no volume total de dívidas contraídas pela população.

A pesquisa revela que a busca incessante por crédito se transformou em um modelo econômico predominante no Brasil, tornando-se a principal alternativa para manter a atividade econômica em movimento e fomentar o consumo das famílias. Em uma entrevista concedida à CNN Brasil, o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney, mencionou que o programa Novo Desenrola Brasil visa proporcionar um alívio financeiro para famílias endividadas e recuperar a capacidade de crédito dos consumidores. Contudo, ele reconheceu que essa iniciativa não aborda as questões estruturais que perpetuam o endividamento no país.

Sidney também comentou sobre como as mudanças promovidas pelo Banco Central ampliaram a concorrência no setor financeiro, embora essa competitividade tenha contribuído para um aumento do endividamento de baixa qualidade. Isso é especialmente preocupante quando se trata de linhas de crédito pessoal que não possuem garantias e que, portanto, têm juros mais elevados.

Além disso, o CLP criticou a forma como o governo federal tem administrado os gastos públicos, afirmando que a gestão atual tende a financiar suas despesas elevadas por meio de um aumento na arrecadação. Isso gera um estímulo ao consumo, que, por sua vez, resulta em uma maior quantidade de tributos a serem recolhidos, mas que depende da contínua necessidade de crédito por parte da população.

O novo programa federal, Desenrola 2.0, lançado recentemente, apresenta como um dos seus pontos positivos a possibilidade de renegociar dívidas, substituindo-as por outras com taxas de juros mais baixas. Contudo, o CLP ressalta que essa abordagem não resolve o problema central do endividamento, que é a troca de dívidas caras por outras ligeiramente mais baratas. A entidade sugere que o país deve enfrentar as causas raízes do desequilíbrio fiscal e da excessiva dependência do crédito.

Os dados também mostram que o montante de crédito consignado no Brasil tem crescido de maneira significativa. Em março, foi observado um aumento de 52% no total de valores emprestados nessa modalidade, que saltou de R$ 7,146 bilhões em fevereiro para R$ 10,864 bilhões no mês seguinte. O CLP enfatiza que, embora o crédito possa ser útil para financiar investimentos ou lidar com períodos econômicos desafiadores, ele perde sua função positiva quando é utilizado para sustentar um nível de consumo que não está acompanhado pela renda da população.

O endividamento no Brasil atingiu níveis recordes, com o índice de famílias endividadas subindo para 80,9% em abril, um aumento em relação aos 80,4% registrados em março. Esses números são provenientes de uma pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Esta pesquisa considera diferentes tipos de dívidas, como contas a vencer de cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimos pessoais, e prestações de veículos e imóveis.

A proporção de famílias que enfrentam a inadimplência também aumentou ligeiramente, passando de 29,6% em março para 29,7% em abril. Em abril de 2025, essa taxa era de 29,1%. Entre os inadimplentes, 49,5% relataram que têm débitos vencidos há mais de 90 dias. A CNC observou que o tempo médio de atraso se estabilizou em 65,1 dias pelo terceiro mês consecutivo, indicando uma leve melhora na renda média, que pode auxiliar na regularização financeira das famílias.

Desta forma, o crescimento do endividamento no Brasil exige uma análise crítica sobre as políticas de crédito e a gestão fiscal do país. O estudo do CLP revela que a facilidade de acesso ao crédito consignado, embora inicialmente benéfica, pode levar a sérios problemas financeiros para as famílias, criando um ciclo vicioso de dependência.

Assim, é imprescindível que o governo federal não apenas busque soluções paliativas, como o Desenrola 2.0, mas também enfrente as causas estruturais do desequilíbrio econômico. A adoção de medidas que promovam uma gestão fiscal responsável é fundamental para reduzir a necessidade de crédito e, consequentemente, o endividamento da população.

Em resumo, a promoção de educação financeira e a criação de alternativas de crédito mais sustentáveis podem ser caminhos viáveis para mitigar os impactos do endividamento. Somente assim será possível construir um ambiente econômico mais estável e seguro para todos os brasileiros.

Finalmente, é necessário que tanto a população quanto as instituições financeiras reflitam sobre suas práticas e busquem um equilíbrio saudável entre consumo e renda. O futuro econômico do país depende da capacidade de todos em gerenciar suas finanças de maneira consciente.

O crédito pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento, mas deve ser utilizado com responsabilidade. Investir em produtos e serviços que promovam a saúde financeira é um passo importante nessa direção, como por exemplo, o 5 Pacotes de Papel Fotográfico 135g Glossy A4 p/Inkjet - Amazon.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.