Sedentarismo está ligado ao aumento do estresse na meia-idade, revela pesquisa
13 MAI

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Saúde
Camila Lacerda Bueno Por Camila Lacerda Bueno - Há 8 horas
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Uma pesquisa realizada na Finlândia, publicada na revista Psychoneuroendocrinology, alerta sobre as consequências do sedentarismo na saúde das pessoas a partir da meia-idade. O estudo indica que, após os 30 anos, a falta de atividade física pode desencadear alterações biológicas que se acumulam ao longo das décadas. A partir dos 50 anos, essa condição pode manter o corpo em um estado contínuo de estresse, aumentando o desgaste físico e o risco de doenças cardiovasculares.

A pesquisa observou os mecanismos de resposta ao estresse em mais de 3.300 adultos ao longo de 15 anos, comparando sedentários com aqueles que praticavam atividades físicas regularmente. Os resultados mostraram que a carga alostática, que representa o desgaste acumulado do sistema nervoso devido ao estresse, foi 17% maior entre os sedentários. Para serem considerados sedentários, os participantes precisavam realizar menos de 150 minutos de exercícios moderados a intensos por semana, conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre os participantes, mais da metade, ou seja, 1.800 voluntários, não alcançaram o nível mínimo de atividade física recomendado em nenhum momento do acompanhamento. Esses indivíduos, classificados como “inativos estáveis”, apresentaram níveis mais elevados de marcadores biológicos de estresse na meia-idade. O estudo utilizou dois indicadores para medir a carga alostática, e os dados foram negativos tanto para os que nunca se exercitaram quanto para aqueles que reduziram suas atividades ao longo da vida.

Os pesquisadores destacaram que o estresse e suas consequências para a saúde cardiovascular formam um ciclo vicioso. A ativação constante das respostas ao estresse, por um lado, prejudica o funcionamento do coração, e, por outro, a disfunção cardíaca também pode aumentar os marcadores biológicos de estresse, complicando ainda mais a saúde do organismo.

O cardiologista Murilo Meneses, do Hospital Israelita Albert Einstein em Goiânia, explica que, em situações desafiadoras, o corpo libera hormônios como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. Essa resposta é natural, mas se torna problemática quando ocorre de forma crônica. Alterações na pressão arterial, níveis de glicose e colesterol podem resultar em riscos sérios, como isquemia, arritmias e eventos cardiovasculares agudos.

Além disso, a ausência de atividade física está associada ao aumento da pressão arterial, acúmulo de gordura abdominal e controle deficiente da glicose, que intensificam a ativação do sistema nervoso simpático. Isso significa que o corpo permanece em constante estado de alerta, elevando o risco de doenças como hipertensão e infarto na meia-idade.

Os dados também revelaram que os 651 participantes que aumentaram seus níveis de atividade física entre os 31 e 46 anos apresentaram níveis de estresse comparáveis aos 418 que já eram ativos desde o início do estudo. O exercício físico não apenas treina a resposta ao estresse, mas também reduz a inflamação e melhora o controle da pressão arterial e da glicose, resultando em um organismo mais resiliente.

Por outro lado, os 430 indivíduos que diminuíram sua atividade física ao longo da vida adulta apresentaram resultados de estresse quase tão ruins quanto os sedentários. Os pesquisadores destacam que mais estudos são necessários para entender completamente a relação entre sedentarismo e estresse, incluindo a avaliação de indicadores de autopercepção.

Para concluir, o estudo reforça a interdependência entre saúde cardiovascular e saúde mental. O cardiologista Murilo Meneses enfatiza a importância da atividade física como uma das intervenções mais eficazes para proteger o coração e promover a saúde emocional ao longo da vida.

Desta forma, é essencial que a sociedade esteja atenta aos impactos do sedentarismo na saúde, especialmente na meia-idade. O estudo finlandês traz à tona discussões importantes sobre a necessidade de um estilo de vida ativo, que não apenas previne doenças, mas também melhora a qualidade de vida.

O aumento da carga de estresse devido à inatividade física deve ser encarado como um alerta. A conscientização sobre a importância da atividade física deve ser uma prioridade, considerando que o sedentarismo é um problema crescente na população.

Assim, a promoção de hábitos saudáveis deve ser uma responsabilidade compartilhada entre indivíduos, famílias e instituições de saúde. Investir em programas que incentivem a prática de exercícios pode ser uma solução viável e necessária.

Encerrando o tema, o papel da educação física deve ser destacado, pois a inclusão de atividades físicas no cotidiano pode reverter os efeitos negativos do sedentarismo. A sociedade precisa entender que nunca é tarde para começar a se movimentar e cuidar da saúde.

Finalmente, a relação entre saúde física e mental é inegável e deve ser priorizada. O movimento é fundamental para uma vida saudável e equilibrada, e a prática de exercícios deve ser vista como uma necessidade, não como uma opção.

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Camila Lacerda Bueno

Sobre Camila Lacerda Bueno

Fisioterapeuta com pós-graduação em Medicina Tradicional Chinesa. Atua com atletas de alto rendimento e reabilitação física. Paixão por anatomia humana e biomecânica. Praticante assídua de crossfit e levantamento de peso.