Dólar continua sendo considerado ativo seguro, mesmo com desvalorização, afirmam especialistas
08 MAR

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 mês
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Em tempos de incerteza geopolítica, investidores costumam buscar ativos que oferecem maior segurança, como o dólar. Apesar da desvalorização da moeda norte-americana nos últimos meses, analistas consultados pelo CNN Money indicam que ela permanece como um ativo de proteção. O ano de 2025 foi particularmente desafiador para o mercado de câmbio, com a cotação do dólar saindo do patamar de R$ 6, próximo das máximas históricas, para cerca de R$ 5,20. Nesse cenário volátil, a moeda norte-americana encerrou o ano com uma perda de 11,1% em relação ao real.

Até o momento, em 2026, o dólar já acumulou uma queda de 4,51%, conforme os dados registrados até o dia 6 de março. Contudo, a instabilidade global, em decorrência da guerra no Oriente Médio, resultou em uma valorização do dólar de 2% na primeira semana do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Especialistas concordam que essa valorização rápida se deve ao fato do dólar ser central no sistema financeiro internacional e dominar uma parte significativa do comércio global.

João Duarte, sócio da ONE Investimentos, destaca que o comportamento natural do investidor é buscar liquidez e segurança, e o dólar ainda é considerado o ativo mais líquido do mundo. Raissa Florence, economista e sócia da Oz Câmbio, também reforça que a alta da moeda na última semana é compreensível em cenários de tensões geopolíticas. Ela afirma que em situações de guerra ou crises de energia, como a atual, o movimento de proteção tende a fortalecer o dólar, especialmente em meio a riscos de inflação elevada e juros altos nos Estados Unidos.

Marco Harbich, CIO da Gordon Capital, acrescenta que, apesar da recente volatilidade, o dólar permanece como o principal "porto seguro". Ele acredita que os fundamentos da moeda não mudaram estruturalmente, já que ela continua a ser crucial no sistema financeiro global, mesmo com a desvalorização dos últimos meses. Harbich observa que o fluxo de dólares não é mais tão automático quanto no passado, devido a déficits fiscais elevados nos EUA e uma política comercial mais agressiva, além de uma maior diversificação nas reservas globais.

De acordo com Harbich, a participação do dólar nas reservas globais caiu de 71% em 2001 para aproximadamente 57% em 2025, refletindo uma diversificação gradual por parte dos investidores. Moedas como o franco suíço e o iene japonês também estão sendo procuradas em tempos de incerteza. Embora o dólar continue sendo o principal porto seguro, os investidores estão se voltando para uma gama mais ampla de ativos defensivos, como o ouro e o petróleo.

Segundo Duarte, da ONE Investimentos, o que mudou é que os investidores agora analisam um conjunto maior de ativos de proteção, além do dólar. O ouro, por exemplo, historicamente funciona como uma reserva de valor em momentos de incerteza, enquanto o petróleo reage diretamente a conflitos que envolvem regiões produtoras ou rotas estratégicas de energia, como no Estreito de Ormuz.

Desta forma, a análise sobre a desvalorização do dólar e sua permanência como ativo seguro é essencial para compreender o cenário econômico atual. O dólar, embora tenha sofrido perdas, continua sendo uma referência para investidores em busca de segurança em momentos de incerteza. Essa dinâmica é reforçada pela instabilidade global, que frequentemente leva investidores a priorizar a proteção de seus ativos.

Além disso, a diversificação das reservas monetárias globais, embora indique uma mudança no comportamento dos investidores, não elimina a posição do dólar como principal "safe haven". A busca por alternativas como o ouro e o petróleo mostra que há uma maior consciência sobre a necessidade de proteger o patrimônio em tempos difíceis.

Por fim, é importante observar como as tensões geopolíticas impactam o mercado financeiro e a percepção dos investidores sobre a segurança dos ativos. A volatilidade atual pode ser um indicativo de um cenário econômico mais complexo, onde o dólar ainda reinará como uma opção sólida para muitos.

Assim, a compreensão das movimentações do dólar e sua influência nos mercados é fundamental para que investidores possam tomar decisões mais informadas e estratégicas. O acompanhamento de notícias econômicas e análises detalhadas pode auxiliar na identificação de oportunidades, especialmente em períodos de incerteza.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.