Congresso Nacional registra aumento significativo de projetos sobre neurodivergência nos últimos cinco anos
17 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 1 dia
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Nos últimos cinco anos, o número de propostas legislativas relacionadas a condições de neurodivergência, como o autismo e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), cresceu 6,4 vezes no Congresso Nacional. Atualmente, há mais de 1.400 projetos em tramitação, refletindo uma crescente atenção às necessidades de pessoas neurodivergentes. Em 2022, foram protocoladas 442 novas matérias, um aumento significativo em comparação com os 50 projetos registrados em 2020. Este crescimento é um indicativo de que a sociedade está cada vez mais consciente e engajada na discussão sobre o tema.

O aumento no número de propostas é em parte resultado da maior visibilidade que o autismo e outras condições têm recebido nos últimos anos. Em 2023, até abril, o volume de novas proposições já superou o total do ano anterior, indicando uma aceleração na atividade parlamentar. Para efeito de comparação, outras pautas, como a regulação de jogos online, também mostraram crescimento, mas com números absolutos bem inferiores, com apenas 85 propostas em trâmite.

Dados do Censo realizado pelo IBGE revelam que cerca de 2,4 milhões de pessoas, ou 1,2% da população brasileira, foram diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA) até 2022. Além disso, pesquisas indicam um aumento de 50% nos atendimentos a pessoas autistas entre 2022 e 2025, refletindo uma ampliação no reconhecimento e tratamento das condições neurodivergentes, especialmente entre adultos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prevalência do autismo seja de cerca de um caso a cada 121 pessoas em nível global, enquanto o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos aponta para um aumento contínuo nas taxas de diagnóstico desde 2000.

Entre os projetos em tramitação, o TEA é mencionado em 877 propostas na Câmara dos Deputados e em 41 propostas no Senado. Além do autismo, outras condições como superdotação, TDAH, síndrome de Down e dislexia também estão sendo abordadas nas novas legislações. É importante observar que um único projeto pode abordar diferentes transtornos e condições.

Atualmente, existem oito projetos prontos para votação na Câmara, incluindo o PL 1688/2019, que busca garantir que as instituições de ensino cumpram as normas estabelecidas há quase 15 anos para a inclusão de alunos com TEA. Esse projeto ainda propõe a criação de um disque-denúncia para relatar violações dos direitos das pessoas autistas.

Outro projeto, o PL 1.049/2026, que está agendado para votação no Senado, tem o objetivo de estabelecer uma política nacional para estudantes com altas habilidades ou superdotação. A especialista em direito educacional para superdotados, Claudia Hakim, aponta que a pandemia contribuiu para uma maior discussão sobre neurodivergência nas redes sociais, o que levou a um aumento no diagnóstico e na busca por especialização por parte dos profissionais.

Apesar do crescimento na quantidade de propostas, ainda há preocupações sobre a falta de entendimento profundo do Legislativo sobre as complexidades das condições neurodivergentes. A especialista destaca que, muitas vezes, o debate parlamentar não reflete adequadamente as realidades enfrentadas por essas pessoas.

Além disso, a politização do tema também é uma questão a ser considerada, já que a base da demanda social por atenção às neurodivergências precede o aumento recente de propostas. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, que completou 10 anos em 2025, também pode ter influenciado a maior atenção a essa pauta, embora nem todas as neurodivergências sejam reconhecidas como deficiências, como é o caso da superdotação.


Desta forma, o aumento no número de projetos sobre neurodivergência no Congresso Nacional pode ser visto como um reflexo das demandas sociais por maior inclusão e reconhecimento das necessidades de pessoas com essas condições. É fundamental que os legisladores busquem se aprofundar nas questões que envolvem o autismo, TDAH e superdotação, a fim de elaborar políticas públicas eficazes.

A ampliação do debate sobre neurodivergência é essencial para garantir que os direitos dessas pessoas sejam respeitados e que suas necessidades sejam atendidas. O papel das instituições de ensino, por exemplo, deve ser reavaliado para assegurar que alunos neurodivergentes tenham acesso a um ambiente educacional inclusivo e acolhedor.

É necessário também que a sociedade civil participe ativamente desse debate, contribuindo com experiências e conhecimento que possam enriquecer as discussões no âmbito do Congresso. A troca de informações entre profissionais da saúde, educação e a própria população é fundamental para a construção de um entendimento mais amplo sobre o tema.

Por fim, a abordagem correta das neurodivergências deve ser pautada por um compromisso com a inclusão e a equidade, evitando que a politização do tema prejudique a efetivação de políticas que realmente atendam às necessidades das pessoas afetadas. A responsabilidade de garantir esses direitos é de todos nós.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.