Governo elimina "taxa das blusinhas" em compras internacionais
14 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 hora
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A chamada "taxa das blusinhas", um imposto que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50, foi retirada das principais plataformas de e-commerce como Shein, Shopee e AliExpress. Na noite de terça-feira, dia 12, o Governo Federal assinou uma medida provisória que revoga a tributação de 20% sobre esses produtos. A nova regra foi oficializada em uma edição extra do Diário Oficial da União e entrou em vigor no dia seguinte.

Segundo as equipes de comunicação das empresas mencionadas, todas estão adequadas à nova legislação. A Shein informou que já implementou a mudança e está trabalhando para que as atualizações em seus sistemas ocorram de forma tranquila. A Shopee também confirmou sua conformidade e destacou que 95% das vendas realizadas na plataforma são feitas por vendedores brasileiros, o que demonstra um compromisso com o fortalecimento do comércio eletrônico local.

O AliExpress, por sua vez, também anunciou a retirada da taxa na quarta-feira, dia 13. A empresa ressaltou que a revogação do imposto de importação vai facilitar o acesso do consumidor brasileiro a produtos e marcas internacionais que muitas vezes não estão disponíveis no mercado nacional.

Com a eliminação da taxa, o imposto de 20% não será mais aplicado nas compras internacionais de pessoas físicas. Contudo, outras taxas, como o Imposto de Importação (II) e o ICMS estadual, que varia entre 17% e 20%, ainda serão cobradas sobre os produtos adquiridos do exterior.

A retirada da "taxa das blusinhas" pode resultar em uma redução de cerca de 17% no preço final das compras internacionais de baixo valor, ou seja, aquelas abaixo de US$ 50. Essa diminuição no custo ocorre porque a taxa não apenas aumenta o preço do produto, mas também amplia a base de cálculo do ICMS, encarecendo ainda mais a compra.

O imposto federal foi estabelecido no contexto do programa Remessa Conforme, em 2023, e passou a ter uma alíquota de 20% para itens até US$ 50, a partir de 1º de agosto de 2024. Além disso, um imposto de 60% é aplicado a compras que superem os US$ 50 até US$ 1 mil.

Embora a eliminação da taxa já estivesse sendo discutida pelo governo há algum tempo, a decisão foi influenciada por pesquisas de opinião que indicaram que 62% dos brasileiros consideravam a cobrança um erro do governo Lula. No entanto, a taxa também tinha defensores entre alguns setores econômicos do país, que acreditavam que a isenção tarifária poderia prejudicar a arrecadação e a indústria nacional.

Desta forma, a revogação da "taxa das blusinhas" representa um avanço significativo para os consumidores brasileiros, especialmente em um momento em que o acesso a produtos internacionais se torna ainda mais importante. A decisão do governo pode trazer alívio financeiro para muitos que buscam produtos de qualidade a preços mais acessíveis.

Além disso, a medida pode impactar positivamente o comércio eletrônico local, uma vez que as vendas realizadas por empreendedores brasileiros nas plataformas internacionais tendem a aumentar. Essa mudança reflete uma preocupação com os interesses dos consumidores, que frequentemente se sentem prejudicados por tributações excessivas.

Entretanto, é fundamental que as autoridades permaneçam atentas ao equilíbrio entre a proteção da indústria nacional e a promoção do comércio internacional. O apoio ao empreendedorismo local deve ser uma prioridade, mas não à custa do acesso dos consumidores a produtos que atendem suas necessidades.

Por fim, a análise da eficácia dessa medida deve levar em conta não apenas o impacto econômico imediato, mas também as consequências a longo prazo sobre a indústria e o comércio no Brasil. O desafio será garantir que essa abertura não desestimule a produção local, mas sim promova um ambiente de concorrência saudável.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.