Guilherme Mello prevê superávit fiscal no Brasil a partir de 2027
03 JUN

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 hora
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O Brasil poderá registrar um superávit fiscal a partir de 2027, segundo estimativas de Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento e presidente do conselho de administração da Petrobras. Durante uma entrevista ao programa CNN Money, realizada na quarta-feira (3), Mello destacou que a trajetória fiscal do país está fundamentada nas diretrizes da Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) e no cumprimento das regras do arcabouço fiscal.

De acordo com Mello, as projeções indicam que o Brasil pode alcançar um resultado primário positivo já no próximo ano, fruto do compromisso com as regras estabelecidas para o crescimento das despesas. "Nós teremos superávit primário a partir do ano que vem, previsto não só na PLDO, mas muito provavelmente um resultado primário positivo", afirmou o secretário-executivo.

A melhoria das contas públicas, segundo ele, será impulsionada por mecanismos previstos no novo marco fiscal, que incluem limites para o aumento das despesas com pessoal e restrições à criação de novos benefícios fiscais. "Com o acionamento de alguns gatilhos que, por exemplo, limitam o crescimento de despesa com pessoal, gatilhos que nós aprovamos em 2024, que limitam a criação de novos benefícios fiscais, entre outros, que são importantes para manter a trajetória sustentável da nossa economia", detalhou Mello.

A expectativa de um superávit fiscal é uma boa notícia em um cenário econômico que, há anos, enfrenta desafios significativos. O controle das despesas públicas, aliado a um crescimento econômico sustentável, pode proporcionar um ambiente mais favorável para investimentos e para a recuperação da economia nacional.

Além disso, a proposta de limites ao crescimento das despesas com pessoal é uma estratégia que visa garantir maior controle sobre os gastos públicos, evitando excessos que possam comprometer a saúde financeira do país. Essa abordagem é essencial para que o Brasil consiga se reestabelecer em um patamar de estabilidade fiscal.

O governo também se comprometeu a respeitar as regras de crescimento das despesas, o que é um sinal positivo de responsabilidade fiscal. Esse compromisso é fundamental para manter a confiança dos investidores e da população na gestão do dinheiro público.

Desta forma, a previsão de superávit fiscal a partir de 2027, conforme apontado por Guilherme Mello, traz um alívio em um contexto de incertezas econômicas. A implementação de medidas rigorosas para o controle das despesas é um passo necessário para garantir a sustentabilidade das contas públicas no Brasil.

É importante que o governo siga com o compromisso de respeitar as regras estabelecidas no arcabouço fiscal, pois isso poderá resultar em um ambiente econômico mais favorável no longo prazo. O fortalecimento da confiança dos cidadãos e investidores é crucial para o crescimento econômico.

Assim, a busca por um equilíbrio fiscal deve ser uma prioridade, pois isso não apenas melhora a imagem do país no exterior, mas também proporciona um cenário mais favorável para investimentos internos. A responsabilidade fiscal deve ser um pilar central nas decisões políticas e econômicas.

O engajamento da sociedade e a transparência nas ações do governo são fundamentais para que esse cenário de superávit se concretize. O fortalecimento das instituições e a participação cidadã podem contribuir para a construção de um Brasil mais próspero e estável.

Em resumo, a trajetória fiscal prevista, aliada a um planejamento eficiente, pode transformar a realidade econômica do Brasil nos próximos anos. O foco em uma gestão responsável e em políticas que priorizem a saúde fiscal é essencial para um futuro promissor.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.