iFood Pago registra R$ 3 bilhões em crédito e amplia apoio a pequenos empreendimentos
30 MAI

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 1 hora
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O iFood Pago, a divisão financeira do iFood que atende pequenas e médias empresas, superou a marca de R$ 3 bilhões em crédito concedido no Brasil desde o início de suas operações. Entre abril e dezembro de 2025, o iFood Pago desembolsou R$ 1,3 bilhão para restaurantes que fazem parte da plataforma. Os dados divulgados pela empresa indicam um crescimento de 55% na concessão de crédito ao comparar o primeiro trimestre de 2026 com o quarto trimestre de 2025.

A expectativa para 2026 é de acelerar ainda mais o ritmo de expansão, com previsão de um crescimento entre 50% e 60%, além de um desembolso que deve ultrapassar R$ 2 bilhões ao longo deste ano. Bruno Henriques, CEO do iFood Pago, destacou em uma entrevista que muitos empreendedores da área de alimentação têm dificuldade de acessar linhas tradicionais de crédito. "Estamos oferecendo um crédito que funciona como um investimento, permitindo que esses empreendedores acelerem a expansão de seus negócios", afirmou.

Segundo Henriques, cerca de 63% dos restaurantes que utilizam os serviços de crédito do iFood Pago não tinham acesso a financiamentos antes. O diferencial da plataforma está na análise de dados coletados dentro do ecossistema de delivery, que ajudam na modelagem de risco. "Conhecemos o comportamento do restaurante, a frequência de clientes e o potencial de crescimento, o que nos permite conceder crédito de forma mais segura", explicou.

Para garantir essa segurança, o iFood Pago estruturou uma equipe especializada em risco, composta por profissionais do mercado financeiro, e criou comitês internos para aprovar novos modelos de concessão. A empresa também realiza testes em grupos reduzidos de restaurantes antes de expandir novas linhas de crédito para toda a base de parceiros. "Começamos pequeno, avaliando inadimplência e a resposta do crédito antes de aumentar a operação", detalhou o executivo.

Atualmente, a oferta pré-aprovada do iFood Pago supera R$ 7 bilhões, mas o valor realmente utilizado depende da adesão dos estabelecimentos às ofertas disponíveis. Além do crédito, a conta digital do iFood Pago encerrou dezembro de 2025 com 166 mil clientes ativos, considerando aqueles que realizaram movimentações no mês, após a abertura de 88 mil novas contas entre abril e dezembro do ano anterior. O indicador que mede o uso da conta como principal relacionamento financeiro dos parceiros atingiu 12%, o que representa um aumento de 60% em relação ao início do ciclo.

O movimento financeiro da operação ultrapassa R$ 4 bilhões por mês, incluindo transações via Pix e boletos, totalizando quase 2 milhões de pagamentos mensais. O volume transacionado cresceu cerca de 60% na comparação anual. Henriques destacou que o crédito oferecido pelo iFood Pago tem dois principais objetivos: financiar a expansão e servir como capital de giro em períodos de sazonalidade do setor de alimentação. "O restaurante é um negócio apertado e sazonal. Em períodos como o fim do ano, muitos empresários enfrentam desafios com pagamento de férias, décimo terceiro e queda de demanda. O crédito ajuda a atravessar esse período de forma mais saudável", disse.

O ticket médio das operações varia de acordo com o porte e o histórico do restaurante na plataforma. Os empréstimos podem variar de R$ 10 mil a R$ 20 mil para compra de equipamentos, até operações que ultrapassam R$ 1 milhão voltadas para a abertura de novas unidades. Apesar da expansão do braço financeiro, o CEO enfatizou que o delivery continua sendo o principal negócio do iFood, e que a parte financeira atua como um suporte para o crescimento dos parceiros dentro do marketplace. "O iFood Pago é integrado ao delivery. Quanto mais o restaurante cresce, mais o marketplace se expande também. Há um forte alinhamento de incentivos", concluiu.

Desta forma, é essencial observar como o iFood Pago se posiciona como uma ferramenta vital para pequenos e médios empreendedores no setor alimentício. A concessão de crédito baseada em dados é uma estratégia inovadora que pode reverter o histórico de exclusão financeira dessa classe.

Além disso, o crescimento esperado para 2026 mostra que o iFood Pago está não apenas se estabelecendo, mas também se consolidando como um apoio real para a sustentabilidade financeira de seus parceiros. A análise de risco através de dados é um diferencial que pode levar a um aumento na taxa de aprovação e no sucesso dos financiamentos.

Por outro lado, é importante que o iFood continue monitorando a inadimplência e a resposta dos parceiros a essa nova abordagem. Testar em grupos reduzidos é uma boa prática que pode evitar riscos maiores em uma operação de maior escala.

Finalmente, a integração entre o serviço de delivery e a oferta financeira demonstra uma visão de mercado que se preocupa com o crescimento mútuo. O sucesso do iFood Pago será um reflexo do sucesso de seus parceiros, e isso é um ponto positivo tanto para a plataforma quanto para os restaurantes.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.