Estudo da Unicamp revela que pobreza aumenta risco de morte por câncer
07 MAI

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Saúde
Marina Souza Peroni Por Marina Souza Peroni - Há 6 dias
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Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que a pobreza está diretamente ligada ao aumento do risco de morte por câncer. O estudo, que analisou dados de Campinas, no interior de São Paulo, entre os anos de 2010 e 2019, destacou as desigualdades significativas entre as populações que residem em áreas de maior e menor vulnerabilidade social.

Os pesquisadores utilizaram informações provenientes do Registro de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informações sobre Mortalidade da cidade, focando nos tipos de câncer mais comuns entre homens e mulheres, como câncer de próstata, mama, pulmão, estômago, colo do útero e colorretal. Os resultados apontaram que, embora os moradores de áreas mais pobres apresentassem um número menor de diagnósticos da doença, as taxas de mortalidade eram mais elevadas.

De acordo com os cientistas, essa discrepância sugere que a população vulnerável frequentemente enfrenta dificuldades no acesso a diagnósticos precoces, exames preventivos e tratamentos adequados. Muitas vezes, as doenças são descobertas em estágios mais avançados, o que compromete as chances de cura. Além disso, problemas como a demora no atendimento, o acesso limitado a especialistas e as desigualdades na qualidade do tratamento contribuem para o aumento do risco de morte.

Entre os homens analisados, a mortalidade foi especialmente alta entre aqueles que viviam em situação de pobreza em casos de câncer de próstata, estômago e cavidade oral. A pesquisa indicou que a desigualdade em relação ao câncer de próstata, por exemplo, aumentou com o tempo, evidenciando que os homens em situação de vulnerabilidade continuam enfrentando dificuldades para obter diagnósticos e tratamentos em tempo hábil.

No caso das mulheres, o estudo evidenciou uma maior incidência e mortalidade por câncer de colo do útero nas regiões mais vulneráveis. Os cientistas ressaltaram que esse tipo de câncer está intimamente relacionado às desigualdades sociais e à falta de acesso regular a exames preventivos, como o Papanicolau. Em contrapartida, observou-se um aumento nos casos de câncer de mama entre mulheres de classes sociais mais altas, possivelmente devido ao melhor acesso a exames e diagnósticos precoces.

Outro aspecto relevante do estudo foi o crescimento da mortalidade por câncer colorretal, especialmente entre grupos mais pobres ao longo dos anos. Segundo os pesquisadores, isso pode indicar uma mudança no perfil da doença e um impacto maior em populações vulneráveis. Essa situação reforça a necessidade de políticas públicas que garantam acesso igualitário à saúde e à prevenção do câncer.

Desta forma, é fundamental que a sociedade se mobilize para enfrentar as disparidades no acesso à saúde, especialmente no que diz respeito à prevenção e ao tratamento do câncer. A desigualdade social afeta diretamente a saúde da população, e a falta de recursos e infraestrutura pode levar a consequências fatais.

Além disso, o estudo da Unicamp evidencia a urgência de se implementar políticas públicas que promovam o acesso à saúde de qualidade para todos, independentemente da condição socioeconômica. A prevenção, através de exames regulares e diagnósticos precoces, é uma estratégia essencial para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade por câncer.

Por fim, é necessário que o governo e as instituições de saúde adotem medidas efetivas para garantir que as populações mais vulneráveis tenham acesso a informações, serviços e tratamentos adequados. Somente assim será possível minimizar as desigualdades que persistem no sistema de saúde brasileiro.

O trabalho realizado pela Unicamp serve como um alerta sobre a situação alarmante que muitos brasileiros enfrentam, e a responsabilidade de mudar esse cenário deve ser compartilhada por todos, incluindo a sociedade civil, o governo e as instituições de saúde.

Assim, a promoção de uma saúde equitativa deve ser uma prioridade, garantindo que todos tenham as mesmas oportunidades de cuidado e tratamento, independentemente de sua condição financeira ou social.

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Marina Souza Peroni

Sobre Marina Souza Peroni

Médica endocrinologista e mestre em Bioética Médica. Atua em hospitais da rede privada focada em longevidade e saúde integrativa. Paixão por saúde preventiva. Participa ativamente de um coro coral amador local.