Por que a posição de parto em que as mulheres dão à luz deitadas é prejudicial?
05 ABR

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Gabriela Bezerra Vaz Por Gabriela Bezerra Vaz - Há 5 dias
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A prática de dar à luz deitada, que é comum em muitos hospitais hoje em dia, pode ser mais arriscada para as mulheres, mas essa posição se popularizou devido a conveniências que beneficiam principalmente os médicos. Historicamente, por milhares de anos, as mulheres costumavam dar à luz em posições mais naturais e mais favoráveis ao processo, como de pé, agachadas ou em banquinhos.

Estudos mostram que essas posições, como agachar, podem aumentar o diâmetro da pelve, facilitando a passagem do bebê. De acordo com Janet Balaskas, fundadora do Active Birth Centre no Reino Unido, a falta de conhecimento sobre a fisiologia do parto entre profissionais de saúde e gestantes contribui para que a posição deitada ainda seja a norma.

Balaskas argumenta que, ao longo da história, as mulheres sempre deram à luz em posições mais naturais, e que a prática atual de dar à luz deitadas em leitos hospitalares é ilógica. "Isso torna o parto desnecessariamente complicado e caro", diz Balaskas, destacando que a mulher em trabalho de parto se torna uma paciente passiva, ao invés de ter controle sobre a experiência do parto.

O fenômeno de dar à luz deitada é relativamente recente, emergindo nos últimos 300 a 400 anos, em parte graças a François Mauriceau, um médico francês que argumentava que essa posição era mais cômoda para as mulheres e conveniente para os médicos. Mauriceau via a gravidez como uma doença, e recomendava que as mulheres se deitassem para dar à luz, evitando assim o incômodo de serem transportadas para outro lugar.

Contudo, outros estudiosos acreditam que a mudança de posição de parto pode ter sido influenciada pelo rei francês Luís XIV, que supostamente gostava de observar os partos e queria uma melhor visão do que acontecia, promovendo assim a posição reclinada.

Independentemente da origem dessa prática, o fato é que ela se estabeleceu e impactou negativamente a experiência de parto das mulheres. A institucionalização do parto levou a uma diminuição nas opções de parto em casa, que seriam mais adequadas para aquelas que desejam um parto fisiológico ou "natural".

A ciência também comprova que dar à luz em posições verticais traz benefícios significativos. Uma pesquisa de 2013 analisou mais de 5.200 mulheres e concluiu que aquelas que davam à luz em pé ou em movimento apresentavam uma redução no risco de cesarianas, menos necessidade de epidurais e menores chances de seus bebês serem internados na unidade neonatal.

Além disso, a pesquisa indicou que partos em posições verticais podem diminuir o tempo de trabalho de parto. Hannah Dahlen, professora de obstetrícia na Universidade Ocidental de Sydney, afirma que essa posição oferece vantagens tanto para a mãe quanto para o bebê.

Desta forma, é essencial que as práticas de parto sejam revisitadas e adequadas às necessidades das mulheres. A posição deitada não apenas desconsidera a fisiologia do parto, mas também ignora a experiência que muitas mulheres desejam ter durante esse momento. A promoção de partos mais naturais e respeitosos deve ser uma prioridade nas políticas de saúde.

Além disso, a educação das gestantes e profissionais de saúde a respeito das melhores práticas de parto é crucial. O fortalecimento do conhecimento sobre as opções disponíveis pode empoderar as mulheres, permitindo que elas façam escolhas informadas e seguras durante o parto.

É importante reconhecer que a mudança cultural em relação ao parto requer tempo e esforço. Iniciativas que incentivem a discussão sobre o parto natural e a valorização das práticas tradicionais devem ser amplamente divulgadas e implementadas.

Finalmente, a sociedade como um todo precisa se engajar nessa conversa, refletindo sobre como as normas de parto afetam a saúde e o bem-estar das mulheres. O diálogo aberto e a pesquisa contínua são fundamentais para promover práticas de parto que sejam verdadeiramente benéficas.

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Gabriela Bezerra Vaz

Sobre Gabriela Bezerra Vaz

Sommelier e especialista em Estilo de Vida de alto padrão. Atua organizando eventos corporativos e degustações guiadas. Paixão por vinhos franceses e queijos artesanais. Pratica yoga clássica para manter o equilíbrio.