Premiê da China defende expansão do uso da inteligência artificial na economia
11 FEV

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 2 meses
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No dia 11 de outubro de 2023, o primeiro-ministro da China, Li Qiang, fez um apelo para que haja uma ampliação do uso da inteligência artificial (IA) em diversos setores da economia do país. Durante uma sessão de estudo temático do Conselho de Estado, realizada em Pequim, Li enfatizou a necessidade de acelerar a aplicação da tecnologia de forma "em escala e comercializada".

Li Qiang destacou que é essencial promover a inovação tecnológica, o desenvolvimento industrial e a aplicação capacitadora da IA. Seu objetivo é "cultivar e fortalecer novas forças produtivas" e, assim, impulsionar um crescimento econômico de alta qualidade. De acordo com um comunicado oficial, o premiê mencionou que o desenvolvimento rápido da IA está transformando, de maneira silenciosa, modos de produção e de vida, demonstrando uma "forte capacidade tecnológica" e potencial de capacitação para a sociedade.

Nos últimos anos, a China implementou a iniciativa chamada "Inteligência Artificial +", que tem como meta impulsionar novos setores e modelos de negócios. Em sua fala, Li ressaltou a necessidade de promover avanços em toda a cadeia produtiva e a implementação da tecnologia em diversos cenários, de modo a liberar um maior potencial de desenvolvimento econômico.

Além disso, o premiê pediu que o país intensifique a aplicação da IA em larga escala e a comercialização dos seus produtos. Ele também mencionou a importância de expandir mais cenários de aplicação que tenham alto valor agregado. Li Qiang defendeu a consolidação da base tecnológica, que inclui avanços em algoritmos, maior oferta de dados de alta qualidade e melhorias no desempenho de grandes modelos de IA.

Para alcançar esses objetivos, Li enfatizou a necessidade de criar um ecossistema industrial integrado. Isso implica na coordenação de recursos como dados, computação, energia e redes, de forma a garantir que a tecnologia avance de maneira segura e eficiente. Ele também reforçou que é fundamental manter a coordenação entre o desenvolvimento da IA e a segurança, além de fortalecer a governança da tecnologia.

Li Qiang concluiu sua fala destacando a importância de aperfeiçoar leis, regulamentos e diretrizes éticas. Essas medidas são necessárias para assegurar bases sólidas que sustentem a expansão da inteligência artificial na China, garantindo que o progresso tecnológico ocorra de forma responsável e benéfica para a sociedade.

Desta forma, o discurso de Li Qiang sobre a inteligência artificial aponta para uma visão clara do futuro econômico da China. O foco na inovação e na tecnologia é um reflexo das tendências globais e do próprio desenvolvimento do país. Essa estratégia não apenas visa aumentar a competitividade da economia chinesa, mas também busca a transformação social por meio da tecnologia.

É importante ressaltar que a aplicação da IA deve ser feita de maneira responsável. A segurança e a ética no uso dessa tecnologia são aspectos que não podem ser ignorados. A criação de um ambiente regulatório sólido é fundamental para que a inovação traga benefícios reais para a população. O equilíbrio entre desenvolvimento e segurança deve ser uma prioridade.

Além disso, a formação de um ecossistema industrial integrado é crucial. A coordenação de recursos e a troca de informações entre diferentes setores facilitarão o avanço da inteligência artificial em diversas áreas, potencializando seu impacto positivo. Portanto, o governo chinês deve investir nesse sentido.

Finalmente, a ênfase na formação de profissionais qualificados para atuar nesse setor é um ponto que merece atenção. A educação e a capacitação são essenciais para que o país alcance seus objetivos em inteligência artificial. Assim, é preciso garantir que a força de trabalho esteja preparada para os desafios do futuro.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.