Privatização da Sabesp: Revisão de Contratos e Melhoria nos Serviços de Saneamento em São Paulo
05 MAR

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Economia
Bianca Teles Fonseca Por Bianca Teles Fonseca - Há 1 mês
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A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, afirmou que a privatização da Sabesp abriu oportunidades para rever contratos e aprimorar a prestação de serviços em 645 municípios do estado. A declaração foi feita durante o primeiro Fórum Brasil de Regulação, promovido pelo Iris (Instituto de Regulação, Inovação e Sustentabilidade) na quinta-feira, dia 5.

Segundo Resende, a desestatização da companhia possibilitou a reestruturação dos contratos, visando garantir a sustentabilidade econômico-financeira e acelerar a universalização dos serviços de água e esgoto em São Paulo. "O setor de saneamento é o mais desafiador. É necessário avançar nessa área", declarou a secretária.

A meta do governo é alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto até 2029, quatro anos antes do prazo estabelecido no novo marco legal do saneamento. A secretária mencionou a cidade de Guarulhos, que enfrenta dificuldades históricas nesse setor, como exemplo. "Até 2019, apenas 1% do esgoto era tratado. Havia diversas cidades com zero por cento de tratamento", explicou Resende, ressaltando que o município alcançará 49% de tratamento de esgoto até 2025.

Outra questão apontada por Resende foi a dificuldade enfrentada por municípios menores em firmar novos contratos devido à falta de capacidade financeira. "Municípios pequenos não tinham condições de fazer novos contratos e eram deficitários", afirmou. A integração regional foi destacada como fundamental para a expansão do saneamento, com a secretária mencionando o rio Tietê, que atravessa o estado e envolve várias bacias hidrográficas.

A secretária também contou que o governo estadual promoveu centenas de reuniões com prefeitos para explicar a importância de contratos sustentáveis. "Sempre é o usuário que paga a conta, então precisamos modelar bem os contratos", enfatizou.

Além disso, Resende destacou que uma governança e regulação robustas são essenciais para atingir as metas do setor. "Governança no saneamento é o principal fator para alcançar a universalização", comentou. O governo já se reuniu com 374 municípios e firmou aditivos contratuais com transparência, o que melhorou as condições de prestação de serviços e valorizou as ações da Sabesp.

A privatização da Sabesp ocorreu em 2024, com um investimento total de R$ 14,7 bilhões, transformando a companhia em uma corporação focada na antecipação da universalização do saneamento no estado. Resende também sublinhou a importância de uma agência reguladora forte nesse processo, já que "a maneira como fazemos os contratos impacta diretamente os resultados".

Desta forma, a privatização da Sabesp representa um passo significativo para a melhoria dos serviços de saneamento em São Paulo. A revisão de contratos e a criação de um modelo mais sustentável são essenciais para atender às necessidades da população.

É preciso considerar que, embora a privatização possa trazer benefícios, a gestão adequada e a transparência nos contratos são fundamentais para garantir que os investimentos reflitam em melhorias reais na qualidade dos serviços prestados.

Além disso, a integração regional, como mencionado pela secretária, é uma estratégia importante para enfrentar os desafios históricos do saneamento em diversas cidades, especialmente nas menores, que frequentemente carecem de recursos.

Assim, o compromisso do governo em promover reuniões e esclarecimentos com os prefeitos é um ponto positivo nesse processo, pois envolve as lideranças locais e busca soluções que atendam as demandas das comunidades.

Em resumo, a universalização do saneamento é uma meta ambiciosa, mas necessária. O sucesso dessa iniciativa dependerá da continuidade de um planejamento estratégico e de uma governança efetiva, capaz de transformar a realidade do saneamento básico em São Paulo.

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Bianca Teles Fonseca

Sobre Bianca Teles Fonseca

Mestre em Economia Aplicada ao Desenvolvimento. Atua analisando o impacto do agronegócio no PIB e as exportações brasileiras. Paixão por análise de dados e projeções. Estuda piano clássico desde a infância como hobby.