Quase metade dos ataques hackers no Brasil é resultado de falhas básicas de segurança
06 MAI

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Tecnologia
Vinícius de Moraes Neto Por Vinícius de Moraes Neto - Há 7 dias
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Um estudo recente revelou que cerca de 45% dos ataques hackers registrados no Brasil são causados por falhas consideradas simples de evitar. Essas vulnerabilidades incluem problemas como configurações inadequadas e falhas de segurança já conhecidas, que continuam a permitir invasões em vários setores da economia. Apesar do avanço nas tecnologias de segurança, o cenário atual é alarmante, pois a chance de ataques bem-sucedidos tem aumentado constantemente nos últimos anos.

De acordo com o Panorama do Risco Cibernético no Brasil 2026, realizado pela consultoria Vultus, a probabilidade de um ataque hacker bem-sucedido subiu 3,7% no último ano. Alexandre Brum, CEO da Vultus, comentou que enquanto o mercado foca em inovações como inteligência artificial e computação quântica, muitos negócios ainda cometem erros básicos que já foram amplamente discutidos no passado.

O estudo analisou 132 organizações de 11 setores diferentes para chegar a esses resultados. O nível de segurança das empresas evoluiu apenas 5,6%, o que indica um descompasso entre a proteção oferecida e as ameaças enfrentadas. A redução do risco total foi de apenas 2,8%, um número considerado baixo frente ao avanço das tecnologias de segurança digital.

Os dados mostram que os principais vetores de ataque seguem um padrão claro. 45,2% dos ataques iniciam por falhas básicas, como problemas de software, configuração ou identidade, enquanto 26,2% dos casos envolvem a utilização de credenciais válidas. Juntos, esses dois fatores representam mais de 70% das invasões.

Outro aspecto alarmante é o uso da engenharia social como uma estratégia eficaz para os ataques hackers. Em mais de 80 mil interações simuladas, a cada 34 usuários que abriram um email fraudulento, 3 forneceram suas credenciais. Em casos de phishing, 51% dos usuários que clicaram em links maliciosos acabaram entregando suas informações de acesso.

O estudo também revela questões estruturais preocupantes, como o fato de que 38,1% dos ambientes em nuvem não utilizam autenticação multifator, 35,7% dos ataques exploram senhas fracas e 21,4% utilizam credenciais vazadas fora das empresas. Além disso, 23,8% dos atacantes conseguem acessar redes privadas virtuais (VPNs) sem informações prévias.

O risco de ataques hackers no Brasil não se limita a um único setor, mas se espalha por diversas áreas da economia. Os setores que enfrentam maior vulnerabilidade incluem serviços, tecnologia e saúde. Segundo a Vultus, esses segmentos são mais suscetíveis devido à complexidade de suas operações e à dependência crescente de sistemas digitais.

Os dados do estudo indicam uma distribuição de risco entre setores, com os seguintes índices: Serviços - 8,21; Tecnologia - 8,12; Saúde - 7,96; Financeiro - 7,86; Mercado de Capitais - 7,84; Telecomunicações - 7,84; Indústria - 7,77; Varejo - 7,54; Seguros - 7,45; Agro - 7,07.

Setores como financeiro, mercado de capitais e telecomunicações ainda mantêm altos níveis de risco. Essa situação não é resultado da falta de controles, mas da dificuldade em aplicá-los de forma eficaz no dia a dia das empresas.

Um dos principais problemas identificados é a falta de resposta efetiva das empresas diante de ataques cibernéticos. Embora o acesso dos hackers seja relativamente simples, a gravidade do problema está na capacidade de reação das organizações. Apenas 23% das empresas possuem processos estruturados para garantir a continuidade das operações após um incidente. Além disso, muitos desses planos estão desatualizados ou não refletem os riscos reais que podem ocorrer.

Embora as empresas invistam em proteção, muitas ainda não estão preparadas para lidar com as consequências de um ataque. Elas podem detectar ameaças, mas não conseguem responder de maneira eficiente quando um incidente acontece. Isso evidencia a necessidade urgente de um fortalecimento das estruturas de segurança e resposta às ameaças.


Desta forma, é evidente que a vulnerabilidade das empresas brasileiras a ataques hackers está intimamente ligada à falta de atenção às práticas básicas de segurança. O aumento significativo no número de ataques mostra que, mesmo com investimentos em tecnologia, as organizações ainda falham em proteger suas informações mais críticas.

Além disso, a alta taxa de sucesso dos ataques baseados em engenharia social revela uma fragilidade na conscientização dos usuários. É imperativo que as empresas promovam treinamentos regulares e efetivos para que seus colaboradores possam identificar e evitar fraudes.

Em resumo, enquanto as empresas se concentram em soluções avançadas, é crucial que não deixem de lado o essencial: a segurança básica. Investir em autenticação multifator e senhas robustas deve ser uma prioridade.

Finalmente, o desafio não é apenas prevenir os ataques, mas também ter um plano de resposta eficaz. A capacidade de se recuperar rapidamente após um incidente pode ser a diferença entre a continuidade e a falência de um negócio.

Por fim, a situação atual exige um esforço conjunto entre empresas e autoridades para elevar o nível de segurança digital no Brasil. A implementação de políticas e regulamentações adequadas pode contribuir para um ambiente cibernético mais seguro.

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Vinícius de Moraes Neto

Sobre Vinícius de Moraes Neto

Analista de sistemas com MBA em Segurança Cibernética. Atua protegendo dados críticos de grandes corporações nacionais. Paixão por cultura de código aberto e Linux. Constrói robôs autônomos como seu hobby principal.