Restaurante em São Paulo é autuado por venda de "camarote ilegal" durante o Carnaval
13 FEV

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Cotidiano
Helena Vieira Martins Por Helena Vieira Martins - Há 2 meses
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Um restaurante localizado na Rua da Consolação, em São Paulo, está no centro de uma controvérsia após ser autuado pela prefeitura por vender ingressos para um "camarote ilegal" durante a folia de Carnaval. O estabelecimento, conhecido como Sujinho, combinando cafeteria, churrascaria e hamburgueria, estava oferecendo entradas antecipadas para o evento do bloco "Pipoca da Rainha", que conta com a participação da artista Daniela Mercury. O evento está agendado para ocorrer no dia 22 de fevereiro, após o Carnaval.

De acordo com uma funcionária do restaurante, o valor cobrado pelos ingressos é de R$ 250, que inclui consumação. Os clientes teriam acesso a um camarote interno no terraço e a outro espaço na calçada. A funcionária afirmou que a área da calçada foi isolada para impedir a passagem de pedestres, com segurança monitorando a entrada e saída do local.

A justificativa da funcionária é que o restaurante possui um alvará que permite o uso da calçada, e que a área foi cercada com grades que, segundo ela, foram colocadas pela própria prefeitura. Entretanto, a Subprefeitura da Sé emitiu uma multa de R$ 4.615,54 ao restaurante na última quarta-feira, dia 11, devido à instalação de grades no passeio público, utilizadas durante um evento pré-Carnaval.

A denúncia foi feita pelo vereador Nabil Bonduki (PT), que alegou que a prática configurava uma privatização ilegal do espaço público durante a passagem de dois grandes blocos na Consolação no último domingo, dia 8. Um vídeo mostrando o "camarote" rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando reações.

Segundo informações apuradas pelo SBT News, existem grades fixas instaladas pela prefeitura em uma esquina movimentada em frente ao restaurante, com o objetivo de prevenir acidentes. No entanto, a Subprefeitura confirmou que uma estrutura adicional foi colocada para delimitar o espaço que estava sendo utilizado como camarote.

A Subprefeitura da Sé declarou que está monitorando a situação e que o responsável pelo restaurante terá um prazo de 30 dias para regularizar a situação, uma vez que a instalação de estruturas no espaço público, como grades, é proibida pela legislação municipal.

O art. 2º do Decreto nº 58.832/2019 proíbe a instalação de aparelhos de som, televisores, caixas acústicas, quiosques e outros itens que possam obstruir o espaço público. A fiscalização continuará a verificar o cumprimento das normas estabelecidas.

A reportagem do portal também tentou obter um posicionamento oficial da gerente-geral das lojas Sujinho, Ursula Nobre. Ela explicou que, durante o evento do dia 8, os pedestres não puderam acessar a churrascaria porque a prefeitura havia fechado a rua da Consolação com grades, criando uma barreira. A gerente também mencionou que a multa foi aplicada devido à estrutura adicional que foi colocada sobre as grades existentes, que seriam responsabilidade da gestão municipal.

Ursula Nobre ressaltou que a estrutura extra servia para sustentar um toldo, evitando que a chuva molhasse as pessoas que passavam pela calçada. A reportagem confirmou que essa estrutura já foi removida.

Embora o restaurante tenha um alvará que permite o uso de uma parte da calçada para a colocação de mesas, a Subprefeitura da Sé reforçou que não é permitido bloquear o acesso ao espaço público. Há uma linha amarela na calçada que delimita até onde as mesas podem ser colocadas, garantindo a circulação de pedestres.

Outros estabelecimentos também enfrentaram situações semelhantes. A Subprefeitura de Pinheiros autuou uma imobiliária em R$ 12.846,00 pelo fechamento da calçada em frente a um empreendimento na Faria Lima, zona sul de São Paulo, por realizar um evento sem autorização. Isso também gerou denúncias nas redes sociais.

A imobiliária alegou que a ação foi feita em uma área delimitada e que a organização do espaço público foi definida pela Prefeitura de São Paulo para o período do Carnaval. Até o momento, a empresa não recebeu notificação ou multa.

Desta forma, a situação envolvendo o restaurante Sujinho e a autuação pela venda de "camarote ilegal" expõe um problema recorrente na gestão do espaço público durante eventos de grande porte, como o Carnaval. A utilização inadequada do espaço pode comprometer a circulação dos pedestres e a segurança dos frequentadores, além de gerar conflitos com a legislação municipal.

A fiscalização precisa ser efetiva e rigorosa, garantindo que os estabelecimentos respeitem as normas e não obstruam o acesso ao espaço público. A atuação do vereador Nabil Bonduki, ao denunciar o caso, demonstra a importância da vigilância e da participação da sociedade na preservação do espaço urbano.

Em resumo, a responsabilidade dos estabelecimentos em respeitar as normas deve ser reforçada, evitando que situações como essa se repitam. O diálogo entre a prefeitura e os comerciantes é fundamental para encontrar soluções que atendam a todos, sem prejudicar a população.

Assim, um planejamento adequado durante o Carnaval, que considere a segurança e o conforto dos foliões, pode minimizar os conflitos. A conscientização dos proprietários sobre os limites de suas atividades é crucial para o bom convívio na cidade.

Por fim, é necessário que a prefeitura mantenha um acompanhamento contínuo das atividades nos dias de festa, garantindo que as regras sejam seguidas e que todos possam aproveitar o Carnaval de forma segura e prazerosa.

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Helena Vieira Martins

Sobre Helena Vieira Martins

Graduanda em Sociologia, analisa os fenômenos do cotidiano das grandes metrópoles brasileiras. Paixão por fotografia de rua e cinema clássico europeu. Adora fazer trekking e trilhas longas em parques nacionais.