Taxas de Juros Futuros Caem Após Queda no Setor de Serviços e Redução dos Treasuries
12 FEV

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Economia
Arthur Jamil Penna Por Arthur Jamil Penna - Há 2 meses
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As taxas de juros futuros no Brasil apresentaram queda na quinta-feira, dia 12, influenciadas por uma redução inesperada no setor de serviços e pela diminuição nos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. No fechamento da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 registrou 12,635%, uma queda de 1 ponto-base em relação ao ajuste anterior, que foi de 12,646%. Na parte mais longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 também caiu, marcando 13,455%, uma redução de 4 pontos-base em comparação com os 13,497% da sessão anterior.

Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que o volume de serviços sofreu uma queda de 0,4% em dezembro em relação a novembro, contrariando as expectativas de economistas que previam um crescimento de 0,1%. Apesar dessa redução mensal, o setor de serviços encerrou 2025 com um aumento acumulado de 2,8%, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento.

No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries, que já apresentavam uma queda desde o início da manhã, se consolidaram após o Departamento do Trabalho dos EUA informar uma redução nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego. Esses pedidos caíram em 5.000, totalizando 227.000 na semana encerrada em 7 de fevereiro, número que ficou acima das previsões que esperavam 222.000 pedidos.

Às 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos, que serve como referência global para decisões de investimento, caiu 8 pontos-base, alcançando 4,102%. Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, comentou que há um efeito na ponta curta da curva devido ao mercado que parece estar consolidando a expectativa de corte de juros no Brasil, especialmente com uma inflação mais favorável. O recuo nos rendimentos dos Treasuries também pode ter influenciado a curva de juros no Brasil, contribuindo para a diminuição na ponta longa.

Durante a manhã, a taxa do DI para janeiro de 2028 chegou ao menor nível do dia, a 12,620%, apresentando uma queda de 3 pontos-base. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 também atingiu seu menor nível do dia em dois momentos, marcando 13,430%, uma diminuição de 7 pontos-base. Essas reduções nas taxas ocorreram mesmo diante de uma leve deterioração dos ativos de risco ao redor do mundo a partir das 12h30, incluindo o Ibovespa e a moeda brasileira, o real.

O economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, destacou que, embora o Ibovespa tenha alcançado recordes históricos e o dólar tenha se desvalorizado em relação ao real, as taxas de juros têm mostrado uma movimentação lenta nesse recente processo. Lima enfatizou que, apesar da alta da bolsa e da queda do dólar, a taxa de juros não se ajustou na mesma proporção, refletindo uma dinâmica distinta no mercado.

O dia seguinte, que será a sexta-feira e o último antes do feriado de Carnaval no Brasil, promete trazer atenção ao CPI (índice de preços ao consumidor) dos EUA, cuja divulgação poderá impactar as decisões de política monetária do Federal Reserve em março. No mercado norte-americano, a expectativa é de que 90,1% dos investidores acreditem que o Fed manterá sua taxa de referência entre 3,50% e 3,75% em março, enquanto apenas 9,9% apostam em um corte de 25 pontos-base.

No Brasil, as opções de Copom negociadas na B3 indicavam, na última terça-feira, uma probabilidade de 68,50% de um corte de 50 pontos-base na Selic em março, 21% para uma redução de 25 pontos-base e 4,25% para um corte de 75 pontos-base. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano, e para a reunião subsequente, em abril, as expectativas eram de 64,50% de chance para um corte de 50 pontos-base, em comparação com 23,50% para uma redução de 75 pontos-base.


Desta forma, a queda nas taxas de juros futuros reflete um contexto econômico complexo, onde a redução no setor de serviços se alia a fatores externos que influenciam o mercado brasileiro. É essencial observar como essas dinâmicas interagem na definição da política monetária.

Analistas do setor financeiro alertam que a combinação de quedas nos rendimentos dos Treasuries e o comportamento do mercado interno pode sinalizar um ambiente mais favorável para cortes na taxa Selic. Esse movimento pode ser decisivo para estimular a economia.

Além disso, a expectativa em torno da divulgação do CPI nos Estados Unidos é um fator importante a ser considerado. O resultado poderá ter repercussões significativas nas decisões do Federal Reserve e, consequentemente, nas taxas de juros globais.

Os investidores precisam estar atentos às oscilações do mercado, especialmente em um cenário em que há uma expectativa de maior fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil. Essa movimentação pode trazer impactos diretos sobre a economia e o mercado financeiro nacional.

Finalmente, é importante que os cidadãos se mantenham informados sobre essas questões, uma vez que as taxas de juros influenciam diretamente o crédito e o consumo, afetando a vida cotidiana da população.

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Arthur Jamil Penna

Sobre Arthur Jamil Penna

Economista comportamental mestre em Hábitos de Consumo. Atua auxiliando famílias no planejamento financeiro estratégico. Paixão pela psicologia econômica. Pratica aeromodelismo clássico no tempo livre aos fins de semana.